quinta-feira, 23 de maio de 2019

PF conclui que houve obstrução nas investigações do assassinato de Marielle

O inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga a atuação da Polícia Civil no caso Marielle chegou ao fim. A investigação, conduzida pelo delegado federal Leandro Almada, concluiu que o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, e a advogada dele, Camila Nogueira, fazem parte de uma organização criminosa cujo objetivo era atrapalhar as investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ferreira é policial militar e procurou a Polícia Federal, em maio do ano passado, apontando o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando da Curicica, como uma pessoa interessada na morte da vereadora. 


Com 600 páginas, o inquérito, já relatado pelo delegado, foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial no Combate à Organizações Criminosas (Gaeco). Ao fundamentarem que Ferreira e Camila faziam parte de uma organização criminosa, os investigadores da PF entenderam que o policial militar temia ser morto por Curicica e tinha interesse em assumir a área dominada pelo miliciano. No momento, o relatório está sob análise da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.


Marielle e seu motorista, Anderson, foram mortos a tiros por membros da milícia Escritório do Crime, ligada ao senador Flávio Bolsonaro. Um dos atiradores é vizinho do presidente Jair Bolsonaro.




 Fonte: O Globo
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