quarta-feira, 17 de abril de 2019

Quem é Bill de Blasio, prefeito de Nova York, e por que ele está protegendo sua cidade de Bolsonaro

Bill de Blasio, prefeito de Nova York, tornou-se um cruzado contra o obscurantismo bolsonarista, defendendo sua cidade da presença do que chamou de “ser humano perigoso”.
Fez pressão para o Museu de História Natural recusar o jantar de gala em torno de Bolsonaro reservado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.
Depois conseguiu que o restaurante Cipriani, plano B dos organizadores, também despejasse o Godzilla verde e amarelo.


Blasio está no extremo oposto ideológico e, mais do que isso, civilizacional de Bolsonaro.

A campanha foi baseada no combate à desigualdade. Frequentemente, ele bate pesado em Donald Trump, o irmão mais velho de Bolsonaro.
Aos 57 anos, o democrata é casado com a ativista e poeta negra Chirlane McCray, com quem tem dois filhos, Dante e Chiara. Antes dele, Chirlane teve apenas relacionamentos com mulheres.
Define-se como “socialista democrático”e é cotado para candidato à presidência em 2020.
“Ele deu voz aos novaiorquinos esquecidos – os 46% que vivem na pobreza ou perto dela, os 50 000 sem teto, os milhões que estão fora das áreas de segurança econômica e afluência aristocrática”, apontou o New York Times.

Em 2014, logo que assumiu, a Reuters publicou um breve perfil dele:
Bill de Blasio, um ousado democrata liberal que fez campanha para reduzir a distância entre ricos e pobres de Nova York, foi formalmente empossado nesta quarta-feira como o 109º prefeito da cidade em uma cerimônia na escadaria do City Hall, sede do conselho municipal.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton conduziu o juramento de De Blasio para o cargo usando uma Bíblia que já havia sido empregada por Franklin Delano Roosevelt.
De Blasio já tinha sido empossado mais cedo, logo após a meia-noite, em uma cerimônia em sua casa no Brooklyn.
Ele sucede a Michael Bloomberg, que administrou a cidade após os ataques de 11 de setembro de 2001 e durante a recessão econômica seis anos mais tarde. As políticas da Bloomberg foram elogiadas por tornar a cidade mais segura, ecológica e habitável.
Bloomberg, que está deixando a prefeitura depois de 12 anos, disse que pretende ter duas semanas de férias no Havaí e na Nova Zelândia com sua namorada de longa data, Diana Taylor.
Em seguida, o bilionário, que tem casas em Bermuda e em Londres, disse que vai se concentrar em sua fundação de caridade, a Bloomberg Philanthropies, e permanecer ativo nos setores de saúde pública, controle de armas e inovação governamental.
Na corrida eleitoral, De Blasio apresentou-se como um candidato anti-Bloomberg, criticando o “conto de duas cidades”, que, segundo ele, surgiu quando Nova York perdeu sua reputação de lugar perigoso, a partir das décadas de 1970 e 1980.
Depois de uma vitória retumbante em novembro, com mais de 70 por cento dos votos, De Blasio se comprometeu a enfrentar uma lacuna de acessibilidade que deixou aqueles no meio e nos últimos degraus da escada econômica lutando para pagar serviços básicos, tais como habitação e transporte público.
“Quando eu disse que acabaríamos com o conto de duas cidades, eu estava falando sério. Vamos fazê-lo”, disse De Blasio em seu discurso inaugural.
O “conto de duas cidades” é uma referência à obra de Charles Dickens.
Se Dickens falava de Londres e Paris no tempo da Revolução Francesa, Blasio estava prometendo diminuir a distância entre a Nova York rica e a pobre.
Seus eleitores lhe devem gratidão por protegê-los de Bolsonaro.

Fonte: DCM 
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