quarta-feira, 17 de abril de 2019

Moro fala “coupção” ao invés de “corrupção”: colunista analisa o português do ministro

Em sua coluna no UOL, Reinaldo Polito analisa o português de Sergio Moro. Leia alguns trechos:

Afinal, qual é o limite para os problemas de dicção? Até que ponto alguém pode pronunciar mal as palavras sem que essa deficiência seja prejudicial à comunicação? A partir de que momento uma pessoa deve efetivamente se preocupar com suas deficiências de pronúncia? A resposta está no limite, na fronteira –na compreensão dos ouvintes. (…)

Uma pessoa que transita nesse limite com naturalidade é o ministro Sergio Moro. Em certos momentos sua pronúncia é tão defeituosa que é preciso recorrer ao contexto do discurso para que possamos compreendê-lo. Como ele se expressa com naturalidade e sua mensagem é compreendida até com relativa facilidade, os defeitos de dicção não chegam a prejudicar.

Só como exemplo de suas falhas. Moro diz “coupção” em vez de “corrupção”; “pcisa” em vez de “precisa”; “púbico” em vez de “público”; “pobema” em vez de “problema”; “criminaização” em vez de “criminalização”; “profissionaização” em vez de “profissionalização”; “necessaiamente” em vez de “necessariamente”.

O mais curioso é que em certas circunstâncias, quando capricha, ele pronuncia de maneira correta essas palavras, o que prova que a questão é mesmo de negligência. Há poucos dias Pedro Bial em seu programa “Conversa com Bial” brincou com o ministro porque em uma resposta ele pronunciou corretamente a palavra “cônjuge”. Moro explicou que quando suprimiu a sílaba da palavra duas vezes seguidas estava muito cansado, e o defeito de pronúncia escapou. (…)


Até pessoas como o ministro Sergio Moro, que possui reputação excepcional, a ponto de ser o ministro mais bem avaliado entre todos aqueles que formam o governo, precisam analisar bem a maneira como estão se expressando. Quase sempre, em pouco tempo, com exercícios simples poderão dar um salto de qualidade na comunicação. (…)

Fonte: DCM
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