GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ali Kamel defende cobertura do Jornal Nacional em caso Moro e reage à comparação com Zorra Total

Número 1 do jornalismo da Globo, Kamel mostra-se indignado porque artigo diz que o Jornal Nacional teria dedicado mais tempo ao suposto crime de hackeamento dos celulares dos procuradores do que ao conteúdo das mensagens, divulgadas em reportagens pelo site The Intercept

Diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel reagiu com irritação ao texto “Poupado pelo Jornal Nacional, Moro vira paródia no Zorra“, publicado pela jornalista Cristina Padiglione no portal Telepadi, especializado na cobertura de TV.

Em resposta, Kamel – o número 1 do jornalismo da Globo – saiu em defesa da cobertura do JN e disse que o artigo é “injusto”. “A Globo deu amplo espaço ao assunto desde domingo, no ‘Fantástico’, quando o vazamento começou a ser divulgado pelo site The Intercept Brasil”, como pode ter poupado Moro?”, indaga, em resposta ao site.

O diretor global mostra-se ainda indignado porque o texto diz que o Jornal Nacional teria dedicado mais tempo ao suposto crime de hackeamento dos celulares dos procuradores do que ao conteúdo das mensagens, divulgadas em reportagens pelo site The Intercept. “Não é verdade, o JN noticiou a apuração da PF como era o seu dever”, reage.


Atacando a jornalista – “espanta que a autora compare humor e jornalismo” – e diz que “no JN de sábado, dia do esquete do Zorra mostrado na coluna, o JN dedicou três minutos e quarenta e cinco segundo a novos diálogos divulgados pelo Intercept e mais quarenta e cinco segundos de uma nota da defesa de Lula contra o ministro Moro. Sem nada esconder, sem poupar ninguém”.


“O JN não é imune a críticas, mas não pode deixar sem resposta tentativa de estabelecer narrativas tão injustas”, finaliza Kamel.



Fonte: Revista Fórum

Moro e Lava Jato se contradizem ao tentar desqualificar as matérias do The Intercept

Depois de argumentar de que não haveria anormalidade nos diálogos, ex-juiz passou a questionar a veracidade do material


Os vazamentos de conversas do então juiz Sérgio Moro com integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Paraná em 2017, revelados pelo The Intercept Brasil desde o último dia 9, têm provocado reações contraditórias entre aqueles que são acusados de conluio e perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro (PSL), adotou primeiramente a estratégia de minimizar a relevância das reportagens, sem colocar em xeque a veracidade do material. No dia seguinte aos primeiros vazamentos, o ex-juiz disse que suas falas foram “retiradas de contexto” e que “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”.
Em entrevista ao Estadão, na noite de quinta-feira (13), ele apresentou duas argumentações paralelas. A primeira dá a entender que as mensagens divulgadas pelo The Intercept poderiam ser falsas. "Não posso reconhecer a autenticidade dessas mensagens", disse. "Não sei, por exemplo, como é que atribuíram aquelas mensagens a Moro, de onde que veio isso, esse Moro, da onde que veio o Deltan [Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato no Paraná]".
No entanto, na mesma entrevista, o ex-juiz volta a sustentar a hipótese de que as conversas carecem de contexto e relativiza a importância das mensagens trocadas com integrantes da Lava Jato. "Se os fatos são tão graves como eles dizem que são, até agora não vislumbrei essa gravidade", completa.
O próprio The Intercept Brasil, em sua reportagem mais recente, ressalta essa contradição: uma vez que as mensagens são falsas, como poderiam ter sido "retiradas de contexto"?
No dia seguinte, após cerimônia na Polícia Rodoviária Federal, em Brasília (DF), Moro admite ter indicado ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF), uma pessoa “aparentemente disposta” a falar sobre imóveis relacionados ao ex-presidente Lula. “Eu recebi aquela informação, e aí sim, vamos dizer, foi até um descuido meu, apenas passei pelo aplicativo", confessou.
A hipótese do hacker
Na segunda-feira (10) pós-vazamento, a força-tarefa da Lava Jato emitiu nota na qual diz ter sido alvo de um ataque hacker. Em nenhum momento, o portal The Intercept Brasil disse ter obtido o material por meio de hacker ou profissional com especialidade semelhante. O premiado jornalista Glenn Greenwald lançou mão de um expediente comum no jornalismo, que é garantir que seu informante seja mantido em anonimato.
"[As reportagens foram] Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos — incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens — enviados por uma fonte anônima", explicaram os editores do portal ao lançar a série.
Apesar da preocupação com a segurança dos procuradores, expressa na nota da força-tarefa, Dallagnol se negou a entregar seu celular para ser periciado pela PF, dificultando o diagnóstico da suposta invasão do aparelho.
O também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, interlocutor de Moro no vazamento mais recente, optou pela linha argumentativa de questionar a autenticidade do material divulgado pelo The Intercept: "Desconheço completamente as mensagens citadas", disse em nota oficial publicada na noite da última sexta-feira (14).
A versão de Lima entra em choque com a nota da força-tarefa que ele integra: se as reportagens foram baseadas na atuação de um hacker, então o conteúdo seria original – o problema estaria nos meios de obtenção das conversas.
Questionado por internautas sobre a fragilidade da argumentação, Lima voltou a apresentar argumentos conflitantes em uma nova postagem nas redes sociais, às 14h de sábado (15): "Não reconheço qualquer diálogo. Não devemos acreditar no greenwaldismo, nesse esforço de desinformação e difamação. Esse pseudo jornalista deve entregar o meio pelo qual recebeu, se é que recebeu, o material para ser periciado", finalizou.
Na manhã deste domingo (16), o The Intercept Brasil publicou um editorial respondendo às polêmicas e ironizando a hipótese levantada pela Lava Jato e pela Rede Globo. "A grande preocupação dos envolvidos agora, com ajuda da Rede Globo – já que não podem negar seus malfeitos – é com o 'hacker'. E também nunca vimos tantos jornalistas interessados mais em descobrir a fonte de uma informação do que com a informação em si. Nós jamais falamos em hacker. Nós não falamos sobre nossa fonte. Nunca", ressaltam os editores do portal.

Fonte: Brasil de Fato

Fattorelli: Banco Central é a causa da crise e Guedes busca R$ 1 tri dos mais pobres para repassar aos bancos

Durante reunião da Comissão de Seguridade Social e Família, a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, explica a atual conjuntura econômica e a crise fabricada para justificar o desmonte da previdência e do Estado



Fonte: Viomundo

Folha: Ao tratar em mensagens da delação da Odebrecht, Deltan e Moro violaram a lei

A reportagem de Ricardo Balthazar é didática, mas a manchete é brochante: Conversas sobre Odebrecht sugerem que Moro e Deltan ignoraram limites da lei.
O autor da manchete quer dizer que ambos violaram a lei e, portanto, cometeram crime.
Trata-se das duas ocasiões em que Deltan fez uma espécie de balanço da delação de executivos da Odebrecht para Moro, como revelaram as mensagens trocadas entre os dois via aplicativo Messenger, publicadas pelo Intercept Brasil.
Resume Balthazer: “Na época, Dallagnol tinha firmado com os representantes da Odebrecht um termo de confidencialidade que o obrigava a manter as informações sob sigilo até que um acordo fosse assinado e homologado pela Justiça, segundo advogados que participaram das negociações. Além disso, a legislação não previa para Moro nenhum papel a ser exercido naquele momento. Embora ele fosse responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba e cinco executivos da Odebrecht estivessem presos por ordem sua, ele não era parte das negociações —e nem deveria ser”.

Explicando melhor: “A Lei das Organizações Criminosas, de 2013, que fixou regras para a negociação de acordos de colaboração premiada, exige o sigilo, diz que juízes não devem participar das negociações e define como obrigações deles apenas a verificação e a homologação dos acordos, depois que são assinados. O sigilo e o distanciamento do juiz são necessários para dar segurança aos delatores”.
“O juiz não pode participar das tratativas do acordo de colaboração, para não perder a imparcialidade necessária para julgar o processo ao final”, segundo o advogado André Callegari, que escreveu um livro sobre o tema e foi entrevistado por Ricardo Balthazar.
Numa das mensagens, Deltan lista numericamente quantos poderiam ser os políticos envolvidos na delação. Em outra, faz uma lista dos principais nomes a serem delatados, inclusive os dos ex-presidentes Lula e Dilma.

Numa das respostas a Deltan, Moro sugere que, por questões políticas, a Força Tarefa da Lava Jato deveria focar em 30% dos suspeitos, aqueles contra os quais existissem mais provas. Seria uma forma de não provocar uma reação política que a Lava Jato não pudesse enfrentar.
Do ponto-de-vista jurídico, no entanto, é incabível.
Dois juristas foram ouvidos pelo UOL a respeito:
Marcelo Leal, professor da Universidade de Lima e doutor Honoris Causa da Universidade Privada de San Pedro, também no Peru, afirmou que, se isso de fato aconteceu, Moro-Dallagnol violaram “o princípio da indisponibilidade da ação penal, escolhendo quem denunciar e quem perdoar, numa atuação pessoal incompatível com o distanciamento que o cargo impõe”.
Nélio Machado, criminalista e Doutor em Direito: “Selecionar réu é desatender o princípio da obrigatoriedade da ação penal. É uma prática que pode ser contestada pelos meios judiciais. Ministério Público não pode escolher, delação não pode agir de forma seletiva. Isso vai descortinar uma investigação mais profunda e muitos dos que foram beatificados e canonizados vão ser colocados em sua perspectiva humana”.


Fonte: Viomundo

domingo, 16 de junho de 2019

Greenwald desafia Moro e Dallagnol: Mostrem os originais das conversas

O editor do The Intercept, Glenn Greenwald, disse que bastava os procuradores da Lava Jato mostrarem os originais das conversas para sustentar o discurso de que foram alvos de hackers e que tais conversas foram adulteradas; “Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que ‘poderiam ser alteradas'”, acrescentou Glenn


O editor do The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu as afirmações do ministro Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato. que insistem na tese de que os conteúdos revelados pelo site foram adulterados.
De novo: os participantes nos grupos LJ têm seus próprios conversas. Se qualquer coisa que publicássemos fosse alterada, eles poderiam facilmente provar: mostrar o original”, escreveu ele nas redes sociais.


Moro e os procuradores dizem não reconhecer os conteúdos das conversas secretas e ilegais mantidas por eles que revela um conluio para construir provas contra o ex-presidente Lula. Apesar de afirmar que foram alvos de hackers, os procuradores não entregaram seus celulares para perícia da Polícia Federal.

“Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que ‘poderiam ser alteradas'”, acrescentou Glenn.

Fonte: Brasil 247
De novo: os participantes nos grupos LJ têm seus próprios conversas. Se qualquer coisa que publicássemos fosse alterada, eles poderiam facilmente provar: mostrar o original. Por que eles não? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que "poderiam ser alteradas".
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Raquel Dodge é acionada por advogados para investigar condutas ilícitas de Sergio Moro

A solicitação foi protocolada neste domingo pelo coletivo Advogadas e Advogados Pela Democracia, o mesmo que ingressou no STJ com um pedido de prisão preventiva contra Moro e procuradores da Lava Jato


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu neste domingo (16) pedido para que o ministro da Justiça, ex-juiz Sérgio Moro, seja investigado por condutas ilícitas revelas nas reportagens do site The Intercept Brasil.
O pedido de providências foi protocolado pelo coletivo Advogadas e Advogados Pela Democracia.

Na noite deste sábado (16), o mesmo coletivo ingressou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um pedido de prisão preventiva contra o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da força-tarefa LavaJato sob o argumento de que eles agiam em conluio para praticar fraudes processuais contra réus.
Além disso, sustentam os advogados, que procuradores e o ministro da Justiça podem destruir provas e usar a função pública para dificultar as investigações


Fonte: Revista Fórum


Sergio Moro é aconselhado por aliados a adiar ida ao Senado

Do Correio Braziliense:

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é aconselhado por alguns amigos e aliados a adiar a sua ida ao Senado esta semana. O ministro estará quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça para expor aos parlamentares a sua visão dos diálogos que, desde o último domingo, o deixam na constrangedora situação de ter que se explicar.
O maior risco é ser pego desprevenido, ou seja, que o The Intercept abasteça a oposição com novas revelações quando Moro estiver depondo.Porém, agora é tarde para o ministro recuar. A área política do governo já foi alertada de que, se Moro mudar de ideia e faltar à sessão da CCJ, vai tirar o discurso para que não haja uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

O maior risco é ser pego desprevenido, ou seja, que o The Intercept abasteça a oposição com novas revelações quando Moro estiver depondo.Porém, agora é tarde para o ministro recuar. A área política do governo já foi alertada de que, se Moro mudar de ideia e faltar à sessão da CCJ, vai tirar o discurso para que não haja uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

O colegiado é manhoso. Se Moro passar no teste, pode até recuperar o lastro para ser, no futuro, candidato. A carreira jurídica, porém, na avaliação dos senadores, está interrompida, a preços de hoje. A política dependerá do teste da semana.
(…)

“Não houve julgamento no caso Lula, e sim um acordo de condenação”, diz juiz

PUBLICADO NO FACEBOOK DO JUIZ LUÍS CARLOS VALOIS

Eu sou juiz, portanto obviamente não estou feliz com tudo que vem acontecendo.
Não por corporativismo ou coisa parecida, mas mais pela mácula que a justiça como ideal acaba ganhando com essas coisas reveladas. Contudo, não posso negar que algo de satisfação há nisso tudo.
Durante muito tempo fui acusado de defender PT, de ser petista ou petralha, quando a única coisa que fiz foi defender que não havia provas para a condenação de uma pessoa, que o processo não estava sendo conduzido com justiça e que a sua prisão era inconstitucional.

Eu não podia ficar calado com tudo isso, como não fico calado com as injustiças diárias que vejo, sobre as quais escrevo e falo.
Havia um juiz que tinha vazado propositadamente e confessadamente uma ligação telefônica que não era de sua competência interceptar, que tinha determinado a prisão do réu mesmo estando de férias e contrariando ordem de um desembargador, que se apresentava como herói e pedia apoio público para a condenação e isso já era suficiente para desconfiar que uma pessoa estava sendo condenada injustamente, mesmo sem considerar que a prova de sua condenação era ter visitado um apartamento que não era seu.

Agora, vem a tona que o mesmo juiz auxiliava a acusação, que tinha objetivos escusos quando vazou a interceptação que não era de sua competência, pedia para trocar procuradora que não ia bem nas perguntas, indicava testemunha para a condenação que ele mesmo ia prolatar, orientava sobre recursos etc…

Não, não houve um julgamento, houve um acordo de condenação, e eu não estava errado, eu não sou PT, mas Lula devia estar solto até em nome da Justiça. In free Lula we trust!

Mensagens de Moro a Gebran e Hardt podem ser tiro fatal

O maior perigo para o ministro Sérgio Moro, principal alvo dos vazamentos do site The Intercept, são suas conversas com a juíza federal Gabriela Hardt e com o desembargador João Pedro Gebran Neto. O alarme é feito pelo jornalista Ricardo Noblat em coluna publicada nesta sexta-feira 14
"Quem conhece bem as entranhas da Lava Jato diz que o maior perigo que corre o ex-juiz Sérgio Moro é o de ter reveladas as mensagens que trocou com a juíza federal Gabriela Hardt e com o desembargador João Pedro Gebran Neto", escreveu o colunista.

Gebran é amigo pessoal de Moro e desembargador no TRF-4, tribunal que confirmou a condenação de Lula no caso do triplex com votos idênticos entre os ministros, elevando a pena de 9 para 12 anos, o que o levaria para a prisão. Ele também foi relator do processo na segunda instância.
Gabriela Hardt foi juíza substituta de Moro na Lava Jato e sempre se mostrou muito afinada com o então juiz, chegando a copiar a sentença do triplex para o processo do sítio de Atibaia.

O comportamento seletivo e punitivista de Moro não era novidade, mas uma questão intrigante é de fato sua relação com o órgão de Porto Alegre, que não repreendeu seu olhar parcial no caso de Lula.

Fonte: Brasil 247

Jornalista alerta: Moro pode usar PF contra Intercept, que revelou mensagens de Moro

“As diligências no âmbito de uma possível operação policial incluem medidas como busca e apreensão, prisão preventiva e condução coercitiva – tudo que está no menu da Lava Jato, como o Brasil inteiro bem sabe há alguns anos”, diz o jornalista Luis Nassif, editor do GGN, que vê risco de uma ação policial contra o meio de comunicação que desmascarou o papel de Sergio Moro e Deltan Dallagnol na Lava Jato
Jornal GGN – Em entrevista publicada pelo Estadão na última sexta-feira (14), Sergio Moro fez uma declaração que demonstra que o jornalismo do Intercept Brasil pode estar na mira da Polícia Federal.

Sem uma investigação conclusiva, o ex-juiz associou o dossiê da Vaza Jato – divulgado pelo site do jornalista Glenn Greenwald em doses pequenas, desde o domingo passado – aos ataques hacking reportados por membros da força-tarefa nas últimas semanas.
Moro declarou: “Não é só uma invasão pretérita que um veículo de internet resolveu publicar o conteúdo. Nós estamos falando aqui de um crime em andamento.”

Os hackers, segundo a narrativa do ministro da Justiça, “não pararam de invadir aparelhos de autoridades ou mesmo de pessoas comuns e agora têm uma forma de colocar isso a público”. O Intercept, insinuou Moro.
Provocando o site, o ex-juiz acuado por fortes indícios de advocacia administrativa e prevaricação, acrescentou: “Esse veículo não tem nenhuma transparência com relação a esse conteúdo. Então vai continuar trabalhando com esses hackers?”. Quis dizer: vai continuar trabalhando com “criminosos”?
A ideia de que há um crime em andamento confere a Moro uma carta na manga: pode recorrer ao “estado de flagrante delito” para, mais cedo ou mais tarde, deflagrar ações que atinjam o Intercept.
As diligências no âmbito de uma possível operação policial incluem medidas como busca e apreensão, prisão preventiva e condução coercitiva – tudo que está no menu da Lava Jato, como o Brasil inteiro bem sabe há alguns anos.

Glenn Greenwald avisa que tem áudios comprometedores de Sérgio Moro é vai divulgá-los

O jornalista Glenn Greenwald concedeu entrevista para o programa norte-americano Democracy Now pontuando as matérias feitas pelo The Intercept que geraram a mais nova crise dentro do governo Jair Bolsonaro. O fundador do site disse ter áudios de conversas entre o ministro da justiça Sérgio Moro e de procuradores do Ministério Público Federal envolvidos na Operação Lava Jato.


Grewnwald afirmou que esses áudios ainda não foram publicadas na série de reportagens e por isso preferiria não comentar sobre o assunto, mas garantiu que as mensagens foram feitas a partir de aplicativos como Whatsapp e Telegram. O conteúdo dessas conversas são mais longos, por isso os envolvidos preferiam fazer pequenos monólogos do que digitar grandes textos.

Na entrevista o jornalista diz que o que muitos acreditavam estar acontecendo durante o julgamento do ex-presidente Lula está se confirmando nas matérias. “Muitas pessoas dizem no Brasil que o que Lula disse, especificamente que Moro conseguiu uma posição ou que ele era forçado a condenar Lula, ou que ele estava unicamente obcecado por isso, que as elites brasileiras estavam demandando isso dele”


Na noite deste sexta-feira (14) o The Intercept publicou nova matéria, mostrando desta vez que Sérgio Moro, juiz do caso na época, pediu para que o MPF publicasse uma nota confrontando o depoimento de Lula. Moro ainda teria dito que isso deveria ser feito “após o showzinho da defesa”.


Fonte: The Intercept

Coletivo de Advogados pede ao STJ a prisão preventiva de Moro, Deltan, Lima, Tessler e Gerum

Petição foi protocolada no Superior Tribunal de Justiça que precisa despachar com urgência


O coletivo nacional de Advogadas e Advogados pela Democracia pediu há pouco, por volta das 21hs deste sábado, (15/06/19), no Superior Tribunal de Justiça, a prisão em caráter cautelar do juiz Sérgio Fernando Moro e dos procuradores federais Deltan Martinazzo Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum, que aparecem nas conversas reveladas pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.
Segundo a petição, Moro, Dallagnol e os demais procuradores estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes como, o de formação de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo funcional, além de crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito.
O documento protocolado aponta que “restam inexoravelmente presentes os requisitos do ‘fumus comissi delicti’  [onde há fumaça há fogo] e do ‘periculum in libertatis’ [perigo da permanência do suspeito em liberdade], seja para resguardar a ordem pública ou para conveniência da instrução criminal.”
“Protocolamos o pedido de instauração de inquérito. São medidas práticas de prisão cautelar  para evitar a fabricação de provas como a que está sendo veiculada pela mídia nesse momento sobre um hacker que está invadindo o Telegram. O próprio aplicativo de mensagens há manifestou que isso não é verdade”, disse aos Jornalistas Livres um dos membros do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia.
Ate o momento, o procurador Dallagno, não entregou à Polícia Federal seu aparelho celular para investigação.
Agora, o STJ tem de despachar a petição imediatamente, ainda nesta madrugada, sob pena de o ministro plantonista incorrer no crime de prevaricação. “O plantonista poderá acatar a petição, recusá-la ou determinar medidas alternativas como afastamento de Moro e procuradores de seus cargos”, elucidou o coletivo .
LEIA, abaixo o documento de 18 páginas na íntegra:
Desde o último domingo (09/07/19) as publicações do The Intercept Brasil abalaram a tranquilidade do juiz Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. O site divulgou trechos de conversas comprometedoras entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.
Chats privados revelam colaboração proibida de Moro com Dallagnol. O então juiz e o coordenador da Lava Jato trocaram informações, principalmente no sentido de levar o ex-presidente Lula à condenação, o que é considerado antiético, imoral e acaba com a credibilidade do julgamento e dos dois profissionais da Justiça.
O editor-chefe do site, Glenn Greenwald, explicou o motivo pelo qual decidiu disponibilizar a íntegra dos primeiro diálogos. “Quando jornalistas revelam impropriedades cometidas por funcionários públicos e eles não têm defesa, alegam que as provas foram tomadas “fora de contexto”. Então, acabamos de publicar o contexto das conversas de Moro e Deltan. Decida por si mesmo se essa desculpa é verdadeira”, escreveu.


Fonte: Jornalistas Livres

sábado, 15 de junho de 2019

Intercept indica que próxima bomba da Vaza Jato será contra a Globo

Brasil 247- A newsletter deste sábado do site Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, sugere que a próxima bomba da Vaza Jato deve atingir a Globo, que vem tentando proteger o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da força-tarefa de Deltan Dallagnol, que forjaram a acusação contra o ex-presidente Lula e ajudaram a promover um golpe de estado em 2016 e a ascensão da extrema-direita em 2018. "Por enquanto nós vamos chamar só de mau jornalismo, mas talvez muito em breve tudo seja esclarecido. Nós já vimos o futuro, e as respostas estão lá", aponta o texto. Confira, abaixo, um trecho:



A imprensa séria virou contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol em uma semana graças às revelações do TIB. O Estadão, mesmo que ainda fortemente aliado de Curitiba, pediu a renúncia de Moro e o afastamento dos procuradores. A Veja escreveu um editorial contundente ("Moro ultrapassou de forma inequívoca a linha da decência e da legalidade no papel de magistrado.") e publicou uma capa demolidora. A Folha está fazendo um trabalho importante com os diálogos, publicando reportagens de contexto absolutamente necessárias.
Durante cinco anos, a Lava Jato usou vazamentos e relacionamentos com jornalistas como uma estratégia de pressão na opinião pública. Funcionou, e a operação passou incólume, sofrendo poucas críticas enquanto abastecia a mídia com manchetes diárias. Teve pista livre para cometer ilegalidades em nome do combate a ilegalidades. Agora, a maior parte da imprensa está pondo em dúvida os procuradores e o superministro.
Mas existe uma força disposta a mudar essa narrativa. A grande preocupação dos envolvidos agora, com ajuda da Rede Globo – já que não podem negar seus malfeitos – é com o "hacker". E também nunca vimos tantos jornalistas interessados mais em descobrir a fonte de uma informação do que com a informação em si. Nós jamais falamos em hacker. Nós não falamos sobre nossa fonte. Nunca.
Já imaginou se toda a imprensa entrasse numa cruzada para tentar descobrir as fontes das reportagens de todo mundo? A quem serve esse desvio de rota? Por enquanto nós vamos chamar só de mau jornalismo, mas talvez muito em breve tudo seja esclarecido. Nós já vimos o futuro, e as respostas estão lá.

A ideia é tentar nos colar a algum tipo de crime – que não cometemos e que a Constituição do país nos protege. Moro disse que somos "aliados de criminosos", em um ato de desespero. Isso não tem qualquer potencial para nos intimidar. Estamos apenas no começo.

Fonte: Brasil 247

Arminio Fraga: Levy deveria pedir demissão antes de ser demitido por Bolsonaro

Da Folha:
O economista Arminio Fraga disse neste sábado (15) que o presidente do BNDES, Joaquim Levy, deveria pedir demissão antes desta segunda-feira (17).
Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que está “por aqui” com Levy e sua “cabeça está a prêmio há algum tempo”.
“Levy deveria pedir demissão antes de ele ser demitido na segunda-feira”, disse Fraga que é colunista da Folha e ex-presidente do Banco Central.
Bolsonaro disse que poderia demitir Levy, sem falar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, porque ele pretende indicar Marcos Pinto para a Diretoria de Mercados de Capitais do banco por ele ter atuado em governo do PT.

(…)