GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Bolsonaro declara guerra à educação

Na véspera de sua posse como presidente, Jair Bolsonaro praticamente declarou guerra à Educação brasileira e aos professores e professoras. Lançou um tweet na manhã desta segunda-feira (31) afirmando que uma das metas de seu governo será "combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino". Bolsonaro afirmou que a educação no país forma "militantes políticos" e que passará a formar "cidadãos" e que para isso contará com o ministro Ricardo Vélez Rodríguez e "outros envolvidos" -não explicitou quem seriam estes. O texto sinaliza o início de um período de perseguição nas escolas e especialmente nas Universidades federais do Brasil.

Com seu português característico, Bolsoaro escreveu: "Junto com o Ministro de Educação e outros envolvidos vamos evoluir em formar cidadãos e não mais militantes políticos.



O novo ministro da Educação, Vélez Rodriguez, foi indicado para o cargo pelo "guru" de Bolsonaro, o misto de astrólogo e filósofo Olavo de Carvalho e é um dos mais agressivos quadros de extrema-direita do novo governo. Ele propõe a revisão da história do país para que o golpe de 1964 passe a ser apresentado como um fato positivo, defende a instalação de comitês de "moral e bons costumes" nas escolas, é declaradamente a favor da Escola Sem Partido e defende que as crianças e adolescentes pobres devem ser meramente adestrados para o mercado de trabalho nas escolas. 

Na prática Bolsonaro vai formar burros de carga e crentes, com uma educação baseada na ideologia direitista e no fundamentalismo religioso.

Fonte: Brasil 247

Deputado diz que colegas passam necessidade com salário de R$ 33,7 mil e quer aumento igual ao do STF

Fábio Ramalho afirmou ainda que aumento serve para que se possa cobrar lisura dos congressistas

“Há colegas que não dependem do salário, mas outros dependem e passam necessidades”, diz candidato à presidência da Câmara


Jornal GGN - O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que concorre à reeleição na Casa, e o seu concorrente, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) defendem o reajuste salarial dos colegas. A apuração é do Estado de S.Paulo. Atualmente o salário bruto de cada deputado federal é de R$ 33,760, superior ao recebido pelo Presidente da República e pelo vice-presidente e ministros de Estado (R$ 30,934). 
 
O debate ganhou força por conta do aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de 16,38%, aprovado no Congresso. Com a mudança, os salários de cada magistrado da Corte saltará de R4 33,7 mil para R$ 39,3 mil. O valor serve como teto para o funcionalismo público do setor. 
 
Desde 2011 tramita na Casa uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), não reeleito, que propõe que senadores, deputados, ministros de Estado, presidente da República e vice, tenham salários idênticos aos dos ministros do Supremo. Em entrevista ao Estado, Marquezelli disse que a proposta é vantajosa porque limita o teto em todo o país para o funcionalismo público. O lado ruim, é que ajusta para cima. 
 
Sem falar especificamente da PEC, o candidato à presidência da Câmara, deputado Fábio Ramalho, vem defendendo o reajuste salarial de seus pares. “Há colegas que não dependem do salário, mas outros dependem e passam necessidades que a gente não sabe. É preciso dar ao parlamentar uma melhor qualidade de vida. Não é aumento de salário: é reajuste dentro da lei”, disse. 
 
Ainda, segundo o Estado de S.Paulo, Maia também é favorável ao reajuste. A eleição que irá definir a direção do Congresso acontecerá no dia 1º de Fevereiro. Pela regra das duas casas parlamentares, o aumento de salário para deputados e senadores pode ser aprovado em 2019 e entrar em vigor no mesmo ano. 
 
Em novembro, após a Câmara, o Senado aprovou o reajuste salário dos ministros do STF. O impacto calculado pelo reajuste, que irá beneficiar todo o funcionalismo público do setor judiciário, deve variar de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões por ano, às contas públicas. 
 
Quando questionado sobre o aumento em um momento de crise econômica no país, Ramalho usou o argumento de que bons salários evitam a corrupção:
 
“É melhor o parlamentar ser bem remunerado porque você pode cobrar dele a lisura, mas eu também defendo a reforma da Previdência, que conserta tudo isso”, sugerindo, assim, uma troca pelo reajuste dos parlamentares. 

Vídeo sobre a ’facada’ em Bolsonaro levanta questões sem resposta; confira

Da Rede Brasil Atual – O documentário A Facada no Mito, postado há uma semana no canal True Or Not, no YouTube, está se espalhando por meio das redes sociais. O trabalho, que não identifica seus autores, praticamente não traz imagens inéditas do episódio que vem sendo tratado como "atentado" contra o então candidato Jair Bolsonaro, em 6 de setembro. Mas traz apontamentos minuciosamente elaborados em torno das cenas que antecederam à facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira.
Mostra o comportamento da equipe de segurança, levanta questões relacionadas à "logística" em torno do autor, relembra dúvidas em torno do atendimento e contradições em torno das reações de pessoas próximas a Bolsnoaro. Adélio agiu sozinho mesmo para organizar e executar o atentado? Por que tinha tantos celulares e laptop se usava lan house? São coincidências as mortes de pessoas ligadas a sua hospedagem? E o fato de o escritório de advocacia que o defende atender também envolvidos em confronto entre policiais de Minas e de São Paulo? São listadas, enfim, muitas perguntas sem respostas, como qual teria sido o desempenho de Bolsonaro se não tivesse ocorrido o crime.



"Não somos direita ou esquerda. Não estamos acima e nem abaixo. Somos nós, somos vocês, somos eles, somos todos... ...e merecemos respostas", dizem os responsáveis pelo canal, que abrem o documentário explicando não se tratar de uma "acusação", mas de levantamento de pontos de vista que permitam "uma narrativa diferente da divulgada".

Os responsáveis observam que até o momento a Polícia Federal apresentou uma conclusão que "deixa de fora muitas questões". "Questões que queremos dividir com o público para que possamos exigir as devidas respostas."

Para eles, o assunto não pode ser tratado como crime comum. "Trata-se de um crime de segurança nacional contra um candidato eleito presidente. Além de, como veremos, pode tratar-se de um crime de falsidade ideológica que poderia levar à cassação do mandato presidencial."



Farra e mamata: Onyx usou dinheiro público para bancar vôos para campanha de Bolsonaro

Registros da Câmara mostram que Onyx, que assumirá a Casa Civil, pediu e obteve reembolso dos cofres públicos por passagens de ida e volta de Brasília para o aeroporto Santos Dumont, nesta data, em um valor de R$ 3.720. 



Ao todo, há no sistema da Câmara informação de reembolso para Onyx de mais de 70 bilhetes cuja origem ou destino são aeroportos do Rio e São Paulo, somando R$ 100 mil.

Desde 2017, ele integra o grupo de parlamentares que coordenou a pré-campanha e a campanha de Bolsonaro.

As regras da cota de atividade parlamentar —verba que congressistas têm para atividades do dia a dia— não permitem o uso para fins eleitorais. 

A cota é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”, segundo ato da Mesa Diretora. 

Os dados da Câmara indicam que Onyx utilizou dinheiro público também no momento mais dramático da campanha: a facada em Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro. 

Há reembolso ao deputado no valor de R$ 469 por uma passagem aérea com saída do aeroporto Presidente Itamar Franco, o mais próximo da cidade mineira, para Congonhas, em São Paulo, nesse dia.

No dia seguinte, 7, Onyx deu entrevista coletiva na porta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, para onde o então presidenciável foi transferido.

A Câmara registra reembolso para o deputado de outros quatro bilhetes nos dias 6, 7 e 8 de setembro. De São Paulo para Porto Alegre, de Porto Alegre para o Rio, do Rio para São Paulo e, por fim, de São Paulo de volta a Porto Alegre. 

Fonte: Uol

domingo, 30 de dezembro de 2018

Presidente da França rejeita convite para posse de Bolsonaro, não manda ministro e manda apenas embaixador que mora em Brasília

Após trocas de farpas entre integrantes do corpo diplomático da França e o governo Jair Bolsonaro, a equipe do presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu que apenas o embaixador do país vai prestigiar a posse do presidente eleito. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. 

Membros do grupo que faz os preparativos da posse usaram como justificativa a distância entre os dois continentes como argumento da ausência de importantes chefes de Estado, afirmando que "europeus costumam enviar apenas os embaixadores à cerimônia que oficializa o início do mandato de presidentes brasileiros". 



Entenda o motivo de Macron não prestigiar a posse

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse durante a campanha que pretendia retirar o Brasil do Acordo de Paris, documento que rege medidas de redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020. Na semana passada, o futuro presidente também anunciou que o Brasil não irá sediar a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25).

Em uma resposta dura, o presidente francês Emmanuel Macron deu um ultimato e determinou que a possibilidade de seu governo apoiar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul depende da posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o Acordo Climático de Paris.

Na última sexta-feira, Bolsonaro deu a tréplica e disse que não pretende assumir compromissos ambientais que impactem o agronegócio brasileiro. No Twitter, Bolsonaro já tinha postado uma mensagem afirmando que "está fora de cogitação" o país se sujeitar automaticamente a interesses de outras nações. As informações são do Sputnik. 

Bolsonaro receberá ordens do enviado de Trump sobre Cuba, Venezuela e Nicarágua já em 1º de janeiro

Agência Brasil – O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, chega amanhã (31) a Brasília e fica na cidade até o dia 2 quando embarca para Cartagena, na Colômbia. Ele virá para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e terá uma reunião exclusivamente sobre temas comuns aos Estados Unidos e Brasil. Na pauta, a situação política na Venezuela, Nicarágua e Cuba.

“Os Estados Unidos trabalharão com o Brasil para apoiar os povos da Venezuela, Cuba e Nicarágua que lutam para viver em liberdade contra regimes repressivos. Nós acolhemos o compromisso do presidente eleito Bolsonaro de erguer-se contra tiranos”, diz o comunicado do governo norte-americano.



Em Brasília, haverá uma reunião de Pompeo com Bolsonaro, na qual estará o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos informou que a intenção é promover a “prosperidade, segurança, educação e democracia”.
“A nossa estreita cooperação tem o potencial de tornar nossos países mais prósperos e mais seguros. Juntos, apoiaremos a democracia em todo o Hemisfério Ocidental”, diz a nota.

O comunicado detalha que Estados Unidos e Brasil, as duas maiores economias na região, com aproximadamente US$ 100 bilhões no comércio bilateral por ano, o governo Bolsonaro marca um novo momento. “Este novo capítulo na democracia do Brasil apresenta-se como uma oportunidade histórica para mais prosperidade no relacionamento bilateral entre os Estados Unidos.”

Reuniões

Pompeo também terá encontros bilaterais com o presidente do Peru, Martin Vizcarra, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. No dia 2, ele embarca para Cartagena onde se reúne com o presidente colombiano Ivan Duque.

Na Colômbia, o secretário norte-americano afirmou que pretende compartilhar com Duque os “esforços de combate às drogas, a implementação de acordos de paz, o comércio e a resposta à crise regional resultante das desastrosas políticas” desencadeadas pelo governo da Venezuela, Nicolás Maduro.

No comunicado da embaixada norte-americana, há uma síntese dos objetivos da viagem de Pompeo a Brasil e Colômbia. “Nós acolhemos essa oportunidade para forjar uma parceria próxima e abrangente com a democracia mais populosa da América do Sul e a oitava maior economia do mundo.”

Fonte: Brasil 247

Governador do Ceará, do PT, diz que quer dialogar com Bolsonaro e que Ciro ganharia a eleição

O governador do Ceará, Camilo Santana, reeleito com quase 80% dos votos pelo PT, avalia que a esquerda estaria no poder se a opção eleitoral tivesse sido a chapa Ciro-Haddad. "Não tenho dúvida que o resultado poderia ser outro, até porque o Ciro foi o terceiro colocado e o Haddad, o segundo. Houve uma reação muito forte ao PT nessa eleição, principalmente no Sul e Sudeste. Um antipetismo muito grande. Por mais que o Haddad seja uma pessoa de um grande caráter, um cara íntegro, havia uma rejeição muito grande por conta de ele ser do PT", disse ele, em entrevista ao jornalista Sergio Roxo, do jornal O Globo.

Na mesma entrevista, Camilo Santana falou em autocrítica. "Eu já defendi lá atrás que o PT precisa se reinventar, reavaliar os seus caminhos, se reorganizar, se aproximar das suas bases, movimento sindical e, muitas vezes, reconhecer os erros que foram cometidos. Acho que isso faz parte, isso demonstra de certa forma para a população e para o povo que todos estão sujeitos a cometer erros. Faltou um pouco isso para o partido, ter humildade", afirmou.



Em outro ponto, ele defendeu um diálogo com o presidente eleito Jair Bolsonaro. "Quando a gente assume o papel de governar o estado, depois que a eleição passou, nós temos a responsabilidade de melhorar a vida da população. Então, independentemente de quem seja o presidente, nós queremos construir uma relação institucional. Da mesma forma que ele foi eleito, eu também fui eleito com 80% dos votos no meu estado", disse ele.

Um dos pontos que ele pretende abordar é a questão do pré-sal. "O Congresso votou a nova redistribuição das reservas de petróleo, que foi barrada no STF. Acho que o governo federal tem o papel de ser o coordenador e pacificador dessa questão. O outro tema é o salário-educação. A Constituição é muito clara ao dizer que esses recursos devem ser distribuídos de acordo com o número de alunos e não é assim. Hoje é distribuído de acordo com os locais onde estão instaladas as sedes das empresas (que contribuem para o fundo). Se o governo federal coordenar, encontra uma solução. Outro tema é o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), que vai ser encerrado em 2020."

Fonte: Brasil 247

Le Monde diz o que os jornais brasileiros têm vergonha de escrever: “extrema direita chega ao poder

O texto abaixo, publicado originalmente no TIJOLAÇO, é de Fernando Brito, um dos melhores intérpretes na imprensa brasileira destes dias tenebrosos:
Lição básica do jornalismo é chamar as coisas pelo nome que as coisas têm.
Residência é casa ou apartamento; hospital não é nosocômio, morrer não é “passamento” nem falecer.
O Le Monde deste domingo, que já está nas bancas francesas , pratica um jornalismo que os jornais brasileiros não têm coragem de praticar.
“A extrema-direita chega ao poder”, manchete de “fora a fora”, ou de oito colunas, no tempo que os jornais as tinham como medida.
Não porque brasileiros considerem a expressão “ultrapassada”,  antijornalística: a usariam se fosse Marine Le Pen quem estivesse assumindo a presidência da França.
Mas o vento que venta cá não pode ter o nome do que ameaçou ventar por lá.
O jornalismo, se é que conserva este nome, passou a ser por aqui a arte do não dizer, do esticar, puxar, endurecer ou amaciar, conforme o freguês.
Sim, é isso, em uma linha: a extrema direita chega ao poder no Brasil.
Talvez ainda de forma provisória, com limitações formais – e cada vez menos – do estado de direito, com um personagem tosco, caricato ante ao mundo.
Mas quem deixa de ver que outro, mais sofisticado, está se articulando, vindo de Curitiba?
A luta pelo poder não está no horizonte da esquerda, mas entre as personagens desta tragédia nacional.
Entre outras razões, porque o jornalismo brasileiro, faz tempo, deixou de tratar as coisas pelo nome que as coisas têm.

Governo Bolsonaro quer aprovar reforma da Previdência no 1º semestre

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou ao “Estadão/Broadcast” que a reforma da Previdência será a “prioridade número um” do futuro governo e deve ser encaminhada no primeiro semestre ao Congresso. E, segundo ele, a proposta é que seja uma votação única, e não fatiada, como chegou a ser dito até pelo próprio Jair Bolsonaro.
Mourão disse que a ideia é aproveitar parte da reforma que foi enviada pela equipe do presidente Michel Temer, mas com alterações que serão feitas pelo governo Bolsonaro. Entre elas, ele citou mudanças nas regras de transição (que inclui uma espécie de “pedágio” sobre o tempo que falta para a aposentadoria) e a introdução do modelo em que a pessoa contribui para uma conta individual que no futuro servirá para pagar os benefícios, chamado de capitalização.
O Estado apurou que há como fazer todas as alterações desejadas pela nova equipe econômica – que será comandada pelo futuro ministro Paulo Guedes – a partir de emendas apresentadas à reforma de Temer, inclusive a introdução do sistema de capitalização.
Essas alterações podem ser feitas no texto que está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, o que agilizaria todo o processo. Uma proposta inteiramente nova precisaria cumprir todo o rito legislativo, o que levaria pelo menos seis meses, considerando uma base aliada articulada e empenhada na tramitação.
(…)

Fonte: Via ESTADÃO

sábado, 29 de dezembro de 2018

Exército envia sms sobre posse presidencial e escancara proximidade com Bolsonaro

Ação de comunicação direta das Forças Armadas com a população é inédita no período pós ditadura militar
Quase 5 milhões de usuários de celular com DDD 61, da cidade de Brasília, receberam uma mensagem sobre restrições de segurança durante a posse presidencial de Jair Bolsonaro, que ocorrerá em 1º de janeiro, na Esplanada dos Ministérios, na capital federal.
Disparadas entre quarta-feira (26) e quinta-feira (27) pelo numero 40900, as mensagens orientam o acesso ao site do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para maiores informações. “Presidência da República: durante a posse presidencial, alguns itens não poderão ser levados para a Esplanada. Acesse: www.gsi.gov.br ou #PossePresidencial2019”, diz o texto.
A solicitação do envio de sms foi feita pelo Comando de Operações Especiais do Exército à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que, por sua vez, repassou a demanda para as operadoras de celular. No entanto, segundo a resolução 656/2016 da Anatel, o recurso só pode ser utilizado em situações de calamidade pública ou emergência.
Para Rodrigo Lentz, advogado e doutorando em Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), o disparo das mensagens encomendado pelo Exército pode ser considerado ilegal.
“Não é natural e me parece inédito o fato de que as Forças Armadas, por meio desse Comando de Operações Especiais, passe a mobilizar e a mandar informações que não são a respeito de nenhuma calamidade, de nenhuma urgência que autorizaria uma medida dessas de comunicação direta com o cidadão”, afirma Lentz, que pesquisa a atuação dos militares no Brasil.
Ele acredita que essa ação de comunicação direta do Exército com a população é inédita após a ditadura militar (1964-1985).
“É um fato novo que traz preocupação porque essa instituição (Forças Armadas) que volta a ser a cabeça pensante de um governo, do Poder Executivo – isso está cada vez mais claro – volta a ter as funções que tinha na ditadura a partir da legitimação do voto”, critica o advogado, ressaltando que, diferente de outros países latino-americanos, os militares brasileiros não foram responsabilizados pelas violações de direitos humanos que ocorreram no regime autoritário, instaurado após o golpe militar de 1964.
Lentz aposta que, com Bolsonaro, a ação deve se tornar uma política institucional do governo. “Esse fato do Exército participar da mobilização nacional no entorno dos atos do governo já é um reflexo da participação deles na liderança do próprio governo. Eles mesmos estão imprimindo uma nova prática, que é a comunicação direta por meio das ferramentas que a tecnologia coloca a disposição”.
Os dados confirmam a participação dos militares na política. No último pleito eleitoral, de forma inédita, 72 militares foram eleitos para cargos legislativos. A ascensão militar se repete na Presidência: além de Bolsonaro, militar reformado, e do general Hamilton Mourão, seu vice, sete integrantes das Forças Armadas foram nomeados para ocupar cargos ministeriais, quase um terço de todas as pastas.
O especialista diz ainda que o envio das mensagens é a concretização do decreto n. 9.527 de 15 de outubro de 2018, assinado por Michel Temer, que instituiu uma Força-Tarefa de Inteligência “para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil”.
Outro ponto que coloca em cheque o pedido do Comando de Operações Especiais do Exército é a violação do direito à privacidade protegido pela Constituição de 1988, já que o envio em massa de SMS para celulares se enquadra no tratamento de dados pessoais.
“Infelizmente, essa violação está banalizada hoje em dia. Recebemos de forma reiterada e por meio de falsos consentimentos uma série de propagandas e mensagens de empresas privadas de telecomunicações. Agora estamos vendo essa prática, que foi banalizada pelo setor privado, entrar no setor público, no Poder Executivo, como uma política de comunicação”, comenta Lentz. A regularização do envio está prevista na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que só entrará em vigor no Brasil em 2020.
Em resposta a demanda da reportagem, a Coordenação de Segurança da Posse Presidencial afirma que “foi realizado um contato oficial com a Anatel para sua difusão que é de interesse público, apenas para o DDD 61. Paralelamente, na página do GSI na internet há orientações ao público, principalmente o que pode ou não ser conduzido pela população que comparecerá à Esplanada dos Ministérios”.
Os  preparativos para a cerimônia de posse do político do PSL são gigantescos. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta quinta-feira (27) que montou um dos maiores esquemas de exclusão do espaço aéreo concentrado em um único local. O planejamento utilizado se assemelha ao de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. As restrições de voos serão de um raio de 130 quilômetros a partir da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Haverá também uma área mais restrita de 46 quilômetros ao redor do Aeroporto Internacional da capital federal.

Aumenta pressão para barrar posse de ministro de Bolsonaro que foi condenado por corrupção

Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual – A poucos dias da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), tramitam na Justiça pelo menos quatro ações populares para impedir que o advogado Ricardo Salles assuma o comando do Ministério do Meio Ambiente.
Em ação que tramita na 10ª Vara Cível Federal de São Paulo, o advogado Ricardo Nacle pede à Justiça que proíba a nomeação. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, "há sobre o futuro ministro um sombrio e desalentador cenário apto a comprometer, seriamente, o predicado da moralidade do indicado para o cargo de confiança.



Na Vara Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o advogado Felipe Ramos Vollkopf da Silva protocolou ação popular com pedido de liminar, para que Bolsonaro seja proibido de nomear e dar posse a Salles. Entre os fatos elencados no pedido estão a similaridade do caso com o da deputada Cristiane Brasil, indicada por Michel Temer para o Ministério do Trabalho, que acabou impedida por pendências justamente com a Justiça do Trabalho.

E a inelegibilidade do indicado, conforme condenação pela Justiça paulista, por ter adulterado mapas de zoneamento e o próprio edital do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Tietê, ao longo do percurso do rio Tietê na região metropolitana de São Paulo.

Pesa ainda a repercussão internacional da condenação do ex-secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin, com notas no jornal The New York Times, entre outros.

O advogado assina também ação popular que tramita na 1ª Vara Federal da Subseção de Três Lagoas, com pedido de liminar. "É inconcebível que uma pessoa condenada por improbidade administrativa por atos praticados enquanto secretário estadual de meio ambiente possa ser nomeada Ministro do Meio Ambiente", argumenta na petição.

O perfil do escolhido de Bolsonaro para criar e gerir políticas para o meio ambiente, segundo o advogado, configura "quebra de confiança de Bolsonaro".

A ação aponta ainda os conflitos de interesse que inviabilizam a posse de Salles. Além da proximidade com os ruralistas, há os laços de amizade com a família Viacava e Vilela Junqueira, diretamente associadas ao maior desmatamento já promovido na região Amazônica, conforme revelado em reportagem da RBA.

O advogado e professor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade de Fortaleza (Unifor) Antonio Carlos Fernandes entrou com ação na 6ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

"Ele não está no gozo dos direitos políticos para ser ministro do Estado, como consta na Constituição. Então, ele não pode tomar posse, além de afetar o princípio de moralidade", diz o advogado Antônio Carlos Fernandes ao jornal O Povo. "A posse dele será mais que ilegal, será inconstitucional. É imoral que um ministro já condenado tome posse. Ainda mais sendo condenado por fraudar a legislação do meio ambiente como ele foi".

Fonte: Brasil 247

Moro e Dallagnol acreditam nas mentiras de Queiroz; ou FINGEM que acreditam

Se nem mesmo os integrantes e figuras centrais do governo Bolsonaro acreditam nas lorotas do Queiroz, ninguém teria justificativa para acreditar nas suas mentiras, certo? Errado! 
Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Marcelo Bretas e os justiceiros da Lava Jato não só aceitam como legitimam a versão mentirosa do Queiroz.

Depois da conversa de vigarista do Queiroz no SBT [ler aqui], ninguém acreditaria que o farsante seria levado a sério. Errado!



O MP do Rio conseguiu a proeza de acreditar nas alegações de supostos problemas de saúde, não comprovados e não periciados [desde necessidade de cirurgia no ombro, problemas na urina a tosse forte [sic] a câncer maligno no intestino] para livrar o farsante e os Bolsonaro de investigações [ler aqui].

Esta jogada procrastinatória visa, claramente, aguardar a posse do Bolsonaro em 1º de janeiro, porque a partir desta data ele não poderá ser investigado por crimes cometidos antes do mandato – e então o caso ficará abafado ou extinto pelo chefe da polícia política do governo, Sérgio Moro. Simples assim.

O crime que os agentes partidarizados da Lava Jato cometem, de prevaricação, está tipificado no artigo 319 do Código Penal Brasileiro: "Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal".

A pena, neste caso, é a detenção, de três meses a um ano, e multa; sem prejuízo a outros enquadramentos e punições previstas na Lei da Magistratura e do Código de Ética da Magistratura, que acarretam inclusive a demissão do serviço público.

A descoberta das falcatruas nos gabinetes parlamentares dos Bolsonaro desnudou a velhacaria da Lava Jato. A Operação confirma, mais uma vez, que o discurso de combate à corrupção é mero instrumento para o aniquilamento do Lula e do PT para a conquista de poder.

Moro, Dallagnol e os hipócritas da Lava Jato perderam totalmente o pudor, já não se preocupam em manter as aparências; já não se importam que a patifaria fique exposta a céu aberto.

Essa liberdade de ação delinquencial de agentes públicos é mais um passo no sentido do aprofundamento do regime de exceção e do Estado policial. Não se pode duvidar do que a extrema-direita no poder será capaz de fazer para se auto-proteger e eliminar seus adversários.

Enquanto o mundo inteiro duvidava que eles seriam capazes de levar até às últimas consequências a farsa dantesca para condenar e prender Lula sem provas, o terror de exceção não só encarcerou o ex-presidente como pretende mantê-lo preso por longo período, sem preocupar-se de levá-lo à morte no cárcere político.

Esse é o novo padrão; estágio superior do terrorismo estatal da extrema-direita contra os inimigos que estiverem no seu caminho.

A Lava Jato age como falange jurídico-policial do bolsonarismo [ler aqui]. É um instrumento de poder para viabilizar a extrema-direita e o projeto de destruição dos direitos sociais, das riquezas do país e da soberania nacional.

Fonte: Brasil 247

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O PT é cobrado por não ir à posse do sujeito que quer “fuzilar a petralhada” e “banir os vermelhos”.

A tentativa de normalizar Jair Bolsonaro e uma eleição cujo líder nas pesquisas foi mandada para a prisão pelo juiz que viraria ministro do ganhador passa agora por bater no PT e no PSOL por não irem à posse no Congresso.
Os líderes dos partidos afirmam respeitar o resultado legítimo, mas o boicote é “ato de resistência e de protesto”. 
Qual o problema?
Mais uma vez, partiu de jornalistas uma lição de moral esdrúxula.
Na CBN, Maria Cristina Fernandes, sussurrante, grave, apontou que acha “preocupante” a atitude.
No Valor, ela explica que o PT se ausenta de uma “missão constitucional a ser exercida em nome do povo brasileiro e não do governo eleito”.
Gerson Camarotti, feliz como pinto no lixo com a notícia, deu aula sobre republicanismo e desceu a lenha no Partido dos Trabalhadores na GloboNews.
É curioso como o PT é cobrado quando perde e quando ganha. Nunca acerta. 
Algumas questões, como a da autocrítica, por exemplo, ficam restritas a lulistas, dilmistas e afins. Para os demais, é facultativo.
Maria Cristina, Gerson e demais cidadãos exemplares esperam que os parlamentares cubram a cabeça de cinzas e se encaminhem para o abatedouro, onde serão recebidos da maneira como seu líder vem explicitando há meses.
Devem homenagear o sujeito que falou em fuzilar a petralhada, cujos filhos, o guru e os estafetas diretos pregam diuturnamente a extinção física dos inimigos “comunistas”.
Do PT se cobra a observância estrita da Constituição.
Já seus inimigos podem tudo.
Foi assim também quando Haddad demorou mais do que três horas para felicitar Bolsonaro pela vitória.
Dorrit Harazim, colunista do Globo, foi ao Twitter cobrar civilidade no pântano.
“O processo eleitoral democrático também recomenda que o derrotado felicite o vencedor de público. E cedo. Vacilou feio, Haddad”, decretou.
Mariliz Pereira Jorge, da Folha, candidata à vaga de Sheherazade, considerou que Haddad se apequenou “ao não fazer esse gesto”.
Foi a campanha mais sórdida da história nacional, plena de violência verbal e física, absolutamente antidemocrática. Uma aberração. Não houve nem sequer debate entre os finalistas.
Ficamos combinados que o homem que acusou o adversário de distribuir “mamadeira erótica” nas escolas, estuprar uma criança de 11 anos, inventar o kit gay, interromper uma aula para comemorar o atentado de 11 de setembro etc etc está cumprindo uma “missão constitucional”.
Quem não vai à sua posse é antidemocrático.
Então tá.
Fonte: DCM 

Sob governos honestos de esquerda, Uruguai é país que mais cresceu na América Latina nos últimos 15 anos

Atual presidente uruguaio, Tabaré Vázquez e o ex-presidente Pepe Mujica
Em 2018, o Uruguai cresceu 3,4%, quando em 2017 o índice foi de 3,1% e a previsão do FMI para 2019, ano eleitoral, é de 3,1%. A inflação não passa de 7,5%, e a taxa de desemprego, de 6,8%, de acordo com informações da Folha de S. Paulo. O grito de independência ocorreu pós-2002, quando a grande crise na política e na economia argentina de 2001 chegou do outro lado do Rio da Prata, fazendo com que argentinos retirassem suas poupanças dos bancos uruguaios e, com isso, praticamente quebrassem o sistema bancário local.

O país conheceu a pobreza e a recessão, mas também colocou seus burocratas e economistas para trabalhar. Os governos da Frente Ampla — Tabaré Vázquez (de 2005 a 2010 e agora de 2015 a 2019) e Pepe Mujica (de 2010 a 2015) — nunca traíram a origem esquerdista, investindo pesado em planos sociais e na educação.


Fonte: Brasil 247

Queiroz também não convenceu a Globo, que mantém pressão em Bolsonaro

O fiasco da entrevista com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se alastrou por todas as percepções e mídias, mas incomodou em especial a mais poderosa delas: a do Grupo Globo. O jornal da família Marinho apontou todos os seus canhões para a fragilidade das explicações de Queiroz, o que o joga ainda mais na zona do inexplicável. Os colunistas da linha de frente do veículo, Merval Pereira e Miriam Leitão, teceram críticas pesadas à entrevista do ex-assessor. Somado à elas, o editorial d’O Globo ressalta que a conversa de Queiroz tem que ser com o Ministério Público.

A coluna de Merval Pereira não deixa dúvidas sobre o enfoque narrativo que o Grupo Globo pretende dar às atividades espúrias de Queiroz: "a pergunta, sonora e incômoda, vem atropelando a transição do governo Bolsonaro há mais de 20 dias, quando foi descoberta uma ’movimentação atípica’ do motorista Fabrício Queiroz, que trabalhava no gabinete do senador eleito Flavio Bolsonaro. É a maneira técnica que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontra para definir movimentações financeiras incompatíveis com os ganhos oficiais de um cidadão. Por ser motorista de um dos filhos do presidente eleito Jair Bolsonaro, de quem é amigo há 40 anos, e ter depositado dinheiro na conta da futura primeira-dama, o caso ganhou dimensões políticas naturalmente escandalosas."



Miriam Leitão, por sua vez, segue na mesma percepção de Merval: "a versão de Fabrício Queiroz é evidentemente insatisfatória. Mesmo com toda a boa vontade do mundo é difícil considerar o caso encerrado. É preciso mostrar os registros de carros vendidos e comprados, explicar os depósitos dos funcionários do gabinete, justificar a presença dos seus familiares empoleirados na equipe de Flávio Bolsonaro, e ainda ter a comprovação bancária do empréstimo do presidente eleito Jair Bolsonaro em sua conta."

E o editorial do jornal O Globo não deixa dúvidas sobre o calor político que o grupo irá dar no início do governo Bolsonaro: desde a revelação pelo jornal ’O Estado de S.Paulo’ há 20 dias, de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectara uma movimentação financeira na conta do policial militar Fabrício de Queiroz incompatível com sua condição de assessor parlamentar do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), o assunto continua envolto em névoas."

O texto do editorial, mais técnico e memorial, destaca a fundamentação das perguntas que contnuam sem respostas: "por se relacionar, de alguma maneira, a um dos filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o caso ganhou inevitável importância. Depois, soube-se, pela ’Folha de S.Paulo’, que a informação constava de um relatório amplo produzido pelo Coaf sobre saques e depósitos feitos entre 75 funcionários de gabinetes de 20 deputados, e se destinara a ajudar nas investigações sobre corrupção na Alerj deflagradas pelo Ministério Público, pela Operação Furna da Onça."


Fonte: Brasil 247

Porta-voz da ditadura e simpatizante de Bolsonaro, Alexandre Garcia deixa a Globo após 30 anos

Ditadura militar: Garcia foi assessor do general João Figueiredo.
Após 30 anos, o jornalista Alexandre Garcia pediu demissão da Rede Globo. O motivo da saída do jornalista não foi informado. Nesta sexta-feira (28), o diretor de jornalismo da emissora, Ali Kamel, emitiu um comunicado sobre o desligamento onde agradeceu os serviços prestados. A especulação é que a demissão de Garcia tenha sido motivada por um convite para compor a equipe de comunicação do governo Jair Bolsonaro, que começa no próximo dia 1º janeiro. 

Garcia, vinha se posicionando favoravelmente as ideias do presidente eleito Jair Bolsonaro, vem se manifestando com frequência nas redes sociais defendendo o futuro governo, o que contraria uma decisão interna da emissora que veta manifestações políticas de seus jornalistas na internet. Além de elogios a Bolsonaro, e a Michel Temer, o jornalista era um crítico contumaz do PT e críticas ao PT. Por conta disso ele recebeu elogios públicos de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, que o chamou de "brilhante". 



Fonte: Brasil 247