sábado, 8 de julho de 2017

"A UNE e as esquerdas precisam disputar ideias na sociedade"

por Tory Oliveira — Eleita com 79% dos votos, nova presidente da entidade estudantil fala sobre a crise política, a oposição ao governo e a luta pela educação
Marianna Dias, estudante de Pedagogia de 25 anos, é a terceira mulher consecutiva a ser eleita para a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE). 
Nascida em Feira de Santana (BA), criada no bairro da Cabula em Salvador, feminista e filiada ao PCdoB, Dias assume a direção da entidade estudantil em um momento de aguda crise, de descrédito na política e de preocupação para os estudantes diante de um horizonte de desmonte de políticas sociais e de limitação dos investimentos em educação.
Diante disso, afirma, o foco é radicalizar a oposição ao governo de Michel Temer, barrar suas reformas e lutar pelas Diretas Já. "Será uma gestão das ruas", diz. A estudante de Pedagogia, adepta de Paulo Freire, foi eleita em 18 de junho no 55º Congresso da UNE, que reuniu 10 mil estudantes em Belo Horizonte.
Sua chapa “Frente Brasil Popular: A unidade é a bandeira da esperança” arregimentou 79% dos votos e garantiu mais uma gestão ligada ao PCdoB, que desde 1990 está a frente da entidade estudantil. 
Dias, que integrava a gestão anterior de Carina Vitral, acredita que as esquerdas e o movimento estudantil organizado precisam entrar de cabeça na disputa de consciência da sociedade, diante do avanço conservador.
"Os noticiários sempre associam a política à corrupção, à sujeira e a coisas ruins. E ninguém quer fazer parte de algo que é sinônimo de sujeira. Um dos papéis principais da esquerda, dos movimentos e da UNE é dizer para as pessoas que só é possível mudar a política participando dela", afirma.
Veja mais:Carta Capital
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