GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Tuberculose: Bolsonaro corta medicamentos e tratamento de crianças é reduzido em São Paulo

Publicado na Rede Brasil Atual
O tratamento de pessoas com tuberculose está em risco na capital paulista. Emails internos da Secretaria Municipal da Saúde da gestão Bruno Covas (PSDB), obtidos pela RBA, revelam que o governo Bolsonaro reduziu o repasse de medicamentos para combate da infecção em quase 60%. Em consequência, a prefeitura de São Paulo orientou a rede de saúde a não iniciar nenhum novo tratamento de tuberculose latente em crianças. “A prioridade serão as crianças em tratamento de tuberculose ativa. Como medida imediata estão suspensos todos os novos tratamento de ILTB com esquema de Rifampicina em crianças”, informou Mariangela Medina Brito, da equipe técnica do Programa Municipal de Controle de Tuberculose.
A Rifampicina suspensão é o medicamento mais eficiente no tratamento da infecção latente de tuberculose (ILTB) em crianças menores de 10 anos e idosos. Uma tabela constante das mensagens revela que foram entregues apenas 2.500 frascos dos 4 mil necessários para atendimento às crianças com tuberculose latente na capital paulista. Além disso, os quatro medicamentos que compõem o tratamento inicial da tuberculose – feito nos primeiros dois meses – também foram entregues em quantidades abaixo das necessidades. Dos 600 mil comprimidos programados para entrega pelo Ministério da Saúde, a prefeitura recebeu 377.910 – déficit de 222.090 comprimidos.

Os documentos indicam que não há prazo para regularização dos estoques pelo Ministério da Saúde. “O CVE PECT (Coordenador de Vigilância Epidemiológica) está sinalizando que teremos solução de continuidade no abastecimento de Rifampicina suspensão. A informação foi confirmada por telefone por técnico do MS (Ministério da Saúde). A grade de entrega para a proxima programação já foi liberada com corte de mais 60% do que haviamos programado com a assistencia farmacêutica”, escreveu Mariangela.
A entrega de medicamentos é relativa aos meses de setembro, outubro e novembro desse ano. As mensagens foram encaminhadas pela equipe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que coordena o programa de tuberculose, entre a sexta-feira (13) e a segunda-feira (16). Poucos dias depois do Ministério da Saúde comemorar nas redes sociais que o “Brasil vai liderar a estratégia de luta mundial contra a tuberculose”. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai assumir a presidência do programa StopTB, parceria da ONU para eliminação da tuberculose, em dezembro desse ano.
As orientações do Programa Municipal de Controle da Tuberculose foram encaminhadas para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicosocial (Caps) da cidade. No entanto, a Covisa deixou claro que ainda não há plano de atendimento emergencial caso a situação se agrave. “Aguardamos orientações do Programa Nacional a respeito de como iremos proceder com os casos já com tratamento iniciado caso o desabastecimento se mantiver”, escreveu Mariangela.
O ex-ministro da Saúde Artur Chioro avalia a situação como extramente grave. “É um verdadeiro desastre, uma irresponsabilidade, deixar faltar ou diminuir a previsão de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A redução da oferta do medicamento que tem as quatro substâncias para o tratamento inicial da tuberculose, por si só é um desastre, porque ela pode resultar na interrupção do tratamento. Mas pior ainda é esse corte na oferta da Rifampicina suspensão, que é utilizada na infecção latente por tuberculose. Combater a infecção latente, mesmo que a pessoa não apresente sintomas, é uma forma eficaz de interrupção da cadeia de transmissão”, explicou.
Roberta Sales, doutora em Pneumologia pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, explicou que a Rifampicina é o melhor medicamento para tratamento da tuberculose em recém-nascidos, crianças, idosos e grupos de risco. E é o que garante um tratamento de seis meses. Para ela, a situação relatada nos e-mails revela um quadro bastante preocupante.
Organização Mundial da Saúde tem meta de erradicar a tuberculose. E a maneira mais eficaz de fazer isso é identificar as infecções latentes e tratá-las. Se for algo pontual, não é tão assustador. O mais importante seria saber quanto tempo isso vai durar e o que vai ser feito”, disse a especialista. Mas, até o momento, essa informação não existe. A RBA procurou o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde, mas nenhuma das gestões respondeu aos contatos.
O Brasil registra cerca de 70 mil novos casos de tuberculose a cada ano, que resultam em aproximadamente 4.500 mortes. Em setembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou novo protocolo de combate à doença, que define o uso prioritário da Rifampicina como medicamento no tratamento de recém nascidos e de crianças que convivem com casos confirmados da doença. Além de pessoas com HIV, insuficiência renal crônica, câncer e pré-transplante de órgãos. A OMS estima que 25% da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose.
A infecção por tuberculose pode ter dois desenvolvimentos. Se o organismo da pessoa estiver fragilizado, tende-se a desenvolver a forma aguda da doença, que, se não tratada, pode levar a morte. Mas se o organismo está saudável, o bacilo é neutralizado e se aloja em algum ponto do organismo, esperando um momento de fragilidade para atacar – chamada de infecção latente. Nesta forma, a doença pode ficar adormecida por muitos anos. Crianças, idosos, pessoas com imunodeficiências, transplantadas e em tratamento de câncer são as mais sensíveis à doença.
O tratamento da doença é feito por, pelo menos, seis meses. Nos primeiros dois meses, os pacientes recebem quatro medicamentos. Nos outros quatro meses, recebem dois medicamentos. Como o tratamento não pode ser interrompido, sob risco de agravamento do quadro, os casos são monitorados diariamente pelas Unidades Básicas de Saúde, que entregam o medicamento diretamente ao paciente.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Bolsonaro corta R$ 1 bilhão em vacinas do SUS: “Resolveu seguir o fundamentalismo anti-vacina”, diz Padilha

Alexandre Padilha foi à tribuna da Câmara denunciar os cortes feitos por Jair Bolsonaro no Programa Nacional de Imunização


O ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) foi à tribuna da Câmara para denunciar um corte orçamentário promovido pelo governo de Jair Bolsonaro que tira cerca de 1 bilhão de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha ainda considerou que esse movimento vai na direção do pensamento de Olavo de Carvalho, que é contrário às vacinas.


“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde pro ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, declarou.

Pelo Twitter, Padilha ainda completou e comparou o corte no orçamento com o movimento anti-vacina. “Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas”, avaliou.

Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas.


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Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cortes de Bolsonaro emperram pesquisa para deter câncer incurável no cérebro

Sem bolsas federais, pesquisadora aprovada em primeiro lugar na UFRJ atrasa estudo sobre vírus da zika como arma contra tumor



O corte de bolsas de pesquisa anunciado pelo Ministério da Educação no começo da semana vai retardar o início de um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que investigará uma arma promissora contra um tumor de cérebro: o vírus da zika. A biomédica Gabriella Pinheiro Alves de Freitas, pesquisadora que pretende investigar em seu doutorado a segurança do novo tratamento – etapa imprescindível para que ele possa ser testado em pacientes humanos –, receberia uma das 5 613 bolsas cortadas nesta semana (se a conta incluir outros cortes anunciados pelo governo Bolsonaro desde o começo do ano, já são quase 12 mil bolsas a menos).

Análises preliminares realizadas pela equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e por outros grupos de pesquisa indicaram que o vírus é capaz de matar células de glioblastoma, o mais comum e agressivo tipo de tumor de cérebro. Não há cura conhecida para esse tipo de câncer, e os pacientes sobrevivem em média de catorze a dezoito meses depois do diagnóstico. O tratamento indicado pode incluir a cirurgia para retirada do tumor, radioterapia e quimioterapia. “Mas é meramente um paliativo”, disse a bióloga Patrícia Garcez, líder do grupo da UFRJ que estuda o tumor. “Há mais de dez anos não tínhamos novidades no tratamento do glioblastoma.” 
A novidade é o vírus da zika – o mesmo que causou a epidemia em 2016 e deu origem a uma geração de crianças com microcefalia contraída no útero das mães. Garcez contou que outros grupos já fizeram testes pré-clínicos bem-sucedidos em culturas de células e em animais, mas falta se certificar se o tratamento é seguro para pacientes humanos e definir a dose adequada para os testes. Era isso que Gabriella Freitas pretendia fazer durante o doutorado. “Precisamos do trabalho dela para seguirmos para os ensaios clínicos”, disse a orientadora.
Freitas já tinha estudado células de glioblastoma no mestrado em ciências morfológicas pela UFRJ, feito com bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Defendeu sua dissertação na última semana de agosto e se preparava para emendar com o doutorado – passou em primeiro lugar no exame seletivo para seu programa de pós-graduação, avaliado com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC).
A doutoranda receberia durante quatro anos uma bolsa de 2 200 reais da Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, agência vinculada ao MEC. Na segunda-feira (02/09), Freitas entregou os papéis para formalizar o recebimento da bolsa; no dia seguinte, recebeu da coordenação o anúncio de que o benefício tinha sido cancelado. “Eu estava empolgada para continuar a pesquisa, porque temos resultados promissores”, disse a pesquisadora. Nesta semana ela pretendia desenhar os primeiros experimentos, para executá-los na semana seguinte. “Agora vai ser tudo pausado.”
Patricia Garcez, a orientadora de Freitas, é a líder de um dos grupos de pesquisa brasileiros que uniram forças para comprovar que os casos de microcefalia eram de fato provocados pelo vírus zika. Os resultados foram publicados na Science, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo, num artigo assinado por dez pesquisadores da UFRJ, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da Universidade de Campinas. Dos dez autores, seis eram financiados por bolsas de doutorado e pós-doutorado pagas pela Capes ou pelo CNPq.
“Só conseguimos os avanços na pesquisa sobre o vírus zika porque tínhamos as pessoas certas na hora certa”, disse a bióloga. A pessoa certa, no caso atual, é Freitas, a integrante do grupo com a expertise necessária para determinar a segurança do tratamento contra o tumor de cérebro. Garcez terá que treinar outro aluno caso ela se afaste, e tão cedo não poderá dar início aos experimentos. “O projeto vai sofrer muito se perdermos a Gabriella, vai demorar muito mais.”
A estudante perdeu sua única fonte de renda, no meio de sua formação – uma jornada de dez anos (quatro de graduação, dois de mestrado e quatro de doutorado). “Infelizmente a bolsa é o salário do jovem pesquisador no Brasil”, disse Freitas, que ainda não sabe como vai se manter. A estudante quer seguir fazendo pesquisa, mas precisará encontrar alguma forma de sustento se não tiver bolsa. “Não tem como trabalhar de graça.” A doutoranda continua a frequentar o laboratório da UFRJ. Sua última bolsa de mestrado, referente a agosto, caiu no começo do mês.
Na avaliação do físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, o corte de bolsas na Capes e no CNPq pode afetar a produtividade científica do país no curto prazo. “Isso talvez a gente já comece a sentir daqui a dois ou três anos”, disse Davidovich. Mas haverá também impactos de longo prazo, continuou. “Sem bolsas de iniciação científica para a graduação, os estudantes deixarão de ser atraídos para a pesquisa.”
O físico tem ido a Brasília se encontrar com parlamentares e representantes do governo para defender mais recursos para ciência e tecnologia. Nesta quinta-feira (05/09), falará em nome dos cientistas numa audiência pública sobre o corte de bolsas na Comissão de Educação do Senado. Davidovich está preocupado também com o orçamento apresentado pelo governo para 2020, que prevê “cortes violentos” de recursos para ciência e tecnologia em órgãos como a Capes, o CNPq e a Embrapa. “Se esse orçamento vingar, vai ser o apagão da ciência”, afirmou. “Não vejo como o Brasil vai sair da recessão dessa forma.”
Procurada pela piauí para comentar o corte, a Capes afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as bolsas em vigor estão mantidas e que “a medida representa uma economia de 37,8 milhões de reais em 2019, podendo chegar a 544 milhões de reais nos próximos quatro anos”.
Numa carta assinada por setenta pesquisadores, a Coalizão Ciência e Sociedade afirmou que, “em momentos difíceis, cabe aprender com outras sociedades que, diante de crises econômicas e sociais, asseguraram e mesmo elevaram o investimento em ciência e tecnologia, o exato oposto da política que se executa no país”.

Fonte: Folha

sábado, 24 de agosto de 2019

Ministro do STF que dará voto decisivo para a soltura de Lula é internado com pneumonia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello foi internado nesta quarta-feira (21/08/2019), no hospital DF Star, em Brasília. Segundo sua assessoria, ele deu entrada no hospital com uma forte gripe e seguiu para internação e realização de exames. Com os resultados, foi detectado o início de uma pneumonia.



Apesar da seriedade do problema, o jurista está com um quadro de saúde estável, mas sem previsão de alta. Aos 73 anos, ele é o ministro mais antigo do Supremo. No último sábado (17/08/2019), ele completou 30 anos de casa.


É de Celso de Mello a repsonsabilidade de dar o voto de minerva na decisão do Habeas Corpus que soltará Lula.


Fonte: Plantão Brasil

domingo, 11 de agosto de 2019

Michelle Bolsonaro abandona a própria avó por 2 dias em maca no corredor de hospital, enquanto Queiroz foi pro Albert Einstein com tudo pago

Avó materna da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, passou dois dias em uma maca improvisada nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia, na periferia de Brasília, a espera de atendimento.


Ela deu entrada no hospital na quinta-feira (8) com suspeita de fratura no fêmur e ficou na maca até a noite deste sábado (10). Menos de uma hora depois de a Folha ter procurado o governo do Distrito Federal, a idosa foi transferida para uma unidade com mais estrutura, o Hospital de Base.


Segundo a assessoria de imprensa do GDF (Governo do Distrito Federal), o governador Ibaneis Rocha (MDB) estava acompanhando a situação e o hospital para onde Maria Aparecida foi transferida tem uma estrutura de pronto-socorro mais eficiente. A administração distrital informou também que ela já estava sendo atendida na unidade onde estava até a noite de sábado.

A avó da primeira-dama afirmou que se acidentou na manhã do mesmo dia que deu entrada no hospital, na casa em que mora na favela Sol Nascente, também na periferia de Brasília.

Uma de suas galinhas teria passado para a casa do lote ao lado.

"Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]. Quanto mais eu, que estou com três dias, né?", disse Maria Aparecida à Folha na tarde deste sábado (10), deitada na maca que lhe servia de leito improvisado, em meio a várias outras no hospital de Ceilândia.

Sua neta e o presidente Jair Bolsonaro moram no Palácio da Alvorada, a 37 km de distância do hospital onde a idosa estava.

Acompanhada de uma tia de Michelle, Maria Aparecida disse que sofre de osteoporose e que aguarda uma cirurgia na perna direita —a mesma que machucou na quinta-feira— há cinco anos.

"Sou vó dela, [mas] ela ainda não sabe [do acidente]. Tenho o telefone dela não. Que não falo [com Michelle], tem já cinco anos. O dia que o pai dos meus filhos morreu, ela que pagou o enterro, ficou com a gente lá. Foi o último dia que eu vi."

A avó diz não ter havido nenhuma briga entre ela e a neta. "Ela [se] afastou de mim. Não quis nada mais comigo", afirmou. "Era meu prazer se ela viesse, [mas] ela não vem não."

Ao falar da relação com Michelle, Maria Aparecida afirmou ainda que uma de suas noras trabalha como babá da filha do casal presidencial, Laura, 8.


"Quando ela morava no Rio, chamava minha filha, chamava a família toda para ir lá, não chamou nem eu, nem essa aí [Fátima, filha que a acompanhava no momento da entrevista], nem Aparecida, nem Gilmar, nem Gilberto, tudo meus filhos. Ela chamou o João, que é policial, com a mulher dele, o Tonho com a mulher dele, que é essa que trabalha lá para ela. Não chamou a gente", disse.




Quando questionada se desejava ser transferida para um outro hospital, ela chorou.

"Eu quero é fazer minha cirurgia. Seja lá o que Deus quiser. Não dou conta nem de mexer com o dedo do pé direito. Não dou conta de pentear meu cabelo, não dou conta de comer com minha mão, não dou conta de sentar. A coisa mais triste é ficar dependendo dos outros em negócio de higiene."

Ela, então, diz que, neste sábado, apareceram apenas enfermeiros e que queria ser amparada por alguma profissional do gênero feminino.


Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 4 de agosto de 2019

General Villas-Boas corre o risco de perder a fala e sua única salvação pode ser maconha medicinal

Com uma doença neuromotora degenerativa, o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do Palácio do Planalto, corre risco de não falar mais e tem testado tecnologias para substituir o ato da fala.


Em meio a outras alternativas, o militar contou em entrevista ao SBT que foi apresentado ao canabidiol --uma das centenas de compostos encontrados na maconha-- e, apesar de não usá-lo, defendeu o uso do medicamento e falou em "hipocrisia social" ao mencionar as dificuldades de quem precisa no acesso ao tratamento.

"Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade", disse o general com dificuldade para respirar.


Ele afirmou que vai abrir um instituto com sua filha Adriana para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como ele. Enquanto isso, já começou a usar a navegação na internet sem as mãos e testa três tecnologias diferentes.

Villas Bôas deixou o comando do Exército no começo deste ano e passou o bastão para o general Leal Pujol. Durante a cerimônia de despedida, ele chorou e foi abraçado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e fez um discurso em que disse que 2018 foi ano "desafiador para as instituições e para a identidade nacional".



Fonte: UOL

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Bolsonaro acaba com departamento de HIV/Aids no Ministério da Saúde

Políticas de morte no lugar de políticas públicas

por Juliana Cardoso*

Se há algo de que Bolsonaro não pode ser acusado é o de não ser coerente com os seus propósitos.


Durante a campanha eleitoral ele se escondeu dos debates. Também não apresentou seu programa de governo, mas logo que assumiu a presidência seus principais objetivos ficaram explícitos: desmontar relevantes políticas públicas e retirar direitos sociais conquistados ao longo dos anos.

Se alguém ainda tinha dúvida, ela foi dirimida num jantar reunindo seus simpatizantes nos Estados Unidos, realizado em março, quando Bolsonaro definiu que “o sentido do governo não é construir coisas novas para o povo brasileiro, mas desconstruir, para só depois desta etapa chegar o momento de fazer algo pelo País”.


Pode até parecer surreal, mas, a cada dia, uma medida absurda coloca uma pá de cal no que ainda resta de estado de Bem-Estar Social do País.

Exemplos do processo de desconstrução não faltam. E o mais recente foi o Decreto nº 9.795/19, que altera a estrutura do Ministério da Saúde. Ele muda a denominação do Departamento de IST, AIDS e Hepatite Virais para Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Para além da singela troca de nomes, o governo Bolsonaro extinguiu de forma sumária, sem debate com os órgãos de controle social da área da saúde, o programa de combate à AIDS.

Referência mundial, o programa brasileiro de enfrentamento da AIDS é copiado por diversos países em desenvolvimento. Com acesso universal e gratuito, o programa promove, com ousadia e eficácia, diversas campanhas de prevenção.


É importante observar que, no âmbito da saúde pública, muitas vezes as campanhas de comunicação e informação são parte fundamental da política, porque facilitam a conscientização sobre cuidados e ações individuais. Mas, fiel ao apoio das bancadas evangélicas, o governo federal reduziu essas campanhas.

O desmonte ignora a intensa luta de mais de 30 anos na construção desse programa, protagonizada por pessoas com HIV/AIDS, população LGBT, pessoas trans e ativistas.

Entidades e movimentos de combate à AIDS denunciam mais essa arbitrariedade e não engolem a explicação do Ministério da Saúde de que “nada mudará”.

Muitos grupos consideram essa alteração no Ministério como politica de morte. Apesar de todos os esforços do programa, a doença não está sob controle e mata por ano no Brasil cerca de 12 mil pessoas, principalmente a população mais vulnerável.

O fim do programa vai agravar o quadro, e significa, sim, a política de morte traduzida em outras ofensivas do governo Bolsonaro — como o término dos contratos com os profissionais cubanos no Programa Mais Médicos, a liberação de 152 agrotóxicos proibidos em outros países, a liberação do porte de armas ou a licença para policiais alvejarem suspeitos em abordagens.

Para este cenário, o jornalista Luís Nassif em recente artigo muito bem observou: “O que está ocorrendo não são apenas erros de politicas públicas que poderão ser consertadas a partir das próximas eleições; estão promovendo desmontes irreversíveis, que se refletirão sobre o presente e as futuras gerações”. E conclama: “É preciso deter Bolsonaro!”

*Juliana Cardoso é vereadora (PT), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente e membro da comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo.


Neste vídeo, Thiago dos Reis fala sobre outras medidas de Bolsonaro que vão resultar na morte de milhões de brasileiros:



Fonte: Viamundo

terça-feira, 28 de maio de 2019

Ministro da Saúde defende fim da gratuidade universal do SUS

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, transmitido na noite desta segunda-feira (27), o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que vai “provocar” o Congresso a defender o fim da gratuidade universal do SUS (Sistema Único de Saúde).
“É justo ou equânime uma pessoa que recebe 100 salários mínimos ter o atendimento 100% gratuito no SUS? Quem vai ter 100% de atendimento gratuito no SUS? Eu acho que essa discussão é extremamente importante para esse Congresso. Eu vou provocá-la, vou mandar a mensagem, sim, para a gente discutir equidade e esse ponto a gente vai por o dedo”, comentou o ministro após quase 1h30 de respostas.


Mandetta também foi questionado sobre o Programa Mais Médicos, criado pelo governo petista para promover o atendimento médico em partes deficientes do país. Para o Ministro o programa, que contava com o recrutamento de médicos cubanos através de um convênio com a OEA, foi “uma grosseria com a Constituição” ao não permitir que os médicos contratados atendessem fora dos postos para os quais foram chamados.

“Eu não vi nenhum cubano atendendo no Albert Einstein, na avenida Paulista, porque decerto se fizesse algo com alguém da elite paulista seria um absurdo, mas para o interior vale, como se houvesse vida do interior e da capital”, afirmou em crítica ao acordo. Para ele, o Mais Médicos tinha problemas estruturais absurdos “em nome de ter este médico é melhor do que não ter nada”.


Mandetta também culpou a ideologia pelo problema do vício em drogas, afirmando que a luta antimanicomial se tornou uma bandeira da esquerda. “Quando o crack chegou, atingindo a população de baixa renda, da classe C, D e E, não havia mais estes leitos”. Os entrevistadores no entanto ressaltaram que o vício em álcool, de acordo com estudos, é mais grave no Brasil do que o de drogas pesadas. Perguntado sobre a defesa da proibição de publicidade de bebidas alcoólicas, Mandetta apenas defendeu uma discussão da medida dentro do Congresso.


Fonte: Revista Fórum

domingo, 19 de maio de 2019

Bolsonaro corta verbas de hospitais que beneficiariam 2,7 milhões de pessoas

O bloqueio do orçamento do MEC (Ministério da Educação) atingiu em cheio o coração financeiro de obras em três hospitais universitários, em Natal, em Palmas e em Dourados (MS).


Ao todo, quase R$ 40 milhões foram bloqueados de três instituições, afetando obras que --quando concluídas-- devem criar 755 novos leitos na rede pública e servir para atender um público de 2,7 milhões de pessoas.

Além de atender à população, a ideia dos hospitais universitários é ajudar na formação de alunos da área de saúde e fomentar pesquisas em diversos campos de atuação. Por isso, eles são ligados a uma instituição federal de ensino e têm verbas do MEC.

Segundo o painel de cortes da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), a verba de 2019 para construções de hospitais ligados às universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Tocantins (UFT) foram 100% cortadas.




Outra instituição que teve obras impactadas é a unidade de ampliação do Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), em Mato Grosso do Sul. Segundo a instituição, 62% dos valores para a nova Unidade da Mulher e da Criança foram contingenciados. As três universidades informaram que vão tentar a liberação do recursos para continuar as obras sem grandes atrasos.

Dos R$ 6,99 bilhões previstos para as universidades federais, R$ 2,08 foram cortados (29,7% do orçamento total). Em nota, o MEC informou que se trata de um "bloqueio da dotação orçamentária", que ocorreu por motivo "operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos, em decorrência da restrição orçamentária imposta a toda Administração Pública Federal".

Ainda segundo o MEC, o bloqueio não inclui despesas como pagamento de salários, benefícios, assistência estudantil, emendas parlamentares impositivas e receitas próprias.

Hospital em Tocantins atenderia casos complexos
Em Tocantins, o bloqueio atingiu os R$ 12 milhões previstos para o orçamento de 2019. Quando pronto, o Hospital Universitário da UFT deve ter 420 leitos e ser nível 4 --de unidade que pode executar ações de saúde e atender casos de maior complexidade. Com vários tipos de serviço e leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a unidade deve custar R$ 120 milhões e servir para o 1,5 milhão de moradores do estado.






Fonte: Uol

sábado, 18 de maio de 2019

Depois da educação, governo Bolsonaro mira na saúde pública

Depois da Educação, o SUS: a política de desmonte do Estado por Bolsonaro segue sem freios
Depois da Educação, Bolsonaro prepara um novo ataque, desta vez na área da Saúde a partir da desconstrução do SUS – Sistema Único de Saúde.
Neste caso, com consequências ainda mais graves, já que um dos pilares da iniciativa está na revogação da Emenda Constitucional 95, que determina um percentual específico de investimento do orçamento público no setor.
Pela Constituição brasileira, duas áreas básicas da prestação de serviços públicos ao cidadão são sustentadas por essa vinculação: Educação e Saúde.
Por ela, cada ente federativo deve alocar percentuais mínimos dos recursos arrecadados.
No caso da saúde, estados e o distrito federal têm que destinar pelo menos 12% do total de seus orçamentos – aos municípios, o índice é de 15%.
Para a União, a regra determina a aplicação mínima de 15% da receita corrente líquida.
Embora a vinculação seja uma garantia de que o dinheiro não será desviado para outras finalidades, não é bem isso o que pensa o ministro da Economia, Paulo Guedes.
O “posto Ipiranga garantia soy yo’ de Bolsonaro entende que a vinculação engessa a gestão do recurso e não é garantia de qualidade na prestação do serviço.
“Ricardo Barros, ex-ministro de Michel Temer, foi o primeiro que vi defender que a saúde não precisa de novos investimentos. O Luiz Henrique Mandetta é o primeiro que vejo defender abertamente a desvinculação dos recursos do orçamento”, alerta o deputado federal Jorge Solla (PT-BA), ex-secretário de Vitória da Conquista e um dos principais especialistas em saúde pública do país.
Criado pela Constituição de 1988 com a finalidade de transformar em realidade um de seus grandes avanços — o direito de todos os brasileiros à saúde —, o SUS é considerado um gigante.
Atende 200 milhões de brasileiros, 80% deles dependentes exclusivamente do setor público, seja para uma simples consulta médica ou para procedimentos de pequena, média e alta complexidade.
O início do desmonte do sistema, na realidade, começou após a vitória de Bolsonaro nas urnas, no período da transição, quando foi aprovado o orçamento para 2019 com aumento de apenas 0,84% em relação a 2018, contrariando um dos princípios da ‘vinculação’ que é prever um aumento das despesas pela inflação do ano anterior, no caso de 4,39%.
Aos prejuízos iniciados por Temer – entre outras iniciativas acabou com o Farmácia Popular, programa de parceria entre a União e os municípios para fornecer, por meio de rede própria ou privada, medicamentos de uso comum a preços reduzidos -, o capitão acrescentou o fim do Mais Médicos, retirando do sistema, sem colocar nada no lugar, pelo menos 10 mil profissionais que prestavam atendimento na área da Atenção Básica.
O Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos) está parado desde 2017 e não há perspectiva de que será retomado.
Bolsonaro prometeu a alguns cubanos que constituíram família e acabaram ficando no Brasil, além de milhares de médicos brasileiros que se formaram na Bolívia, Cuba, Argentina, entre outros países, que iria agilizar o exame mas não há nenhuma sinalização de que isso vai caminhar.
Na realidade, o desmonte da saúde sob Bolsonaro está ocorrendo de forma silenciosa porque os brasileiros estão ainda muito ocupados com as palhaçadas do presidente nas redes sociais, com os embates tresloucados na educação, a bateção de cabeça na câmara, a última imbecilidade dita pelo guru Olavo de Carvalho, o bilhete premiado de Sergio Moro no STF, o fim da aposentadoria, enfim.
Enquanto o circo pega fogo, o ministro Mandetta se sente à vontade para prosseguir na sua inoperância sem ser incomodado e oferecer a mesma justificativa para os problemas todos os dias: não há orçamento.
No Estado da Bahia, por exemplo, foram inaugurados cinco novos hospitais e oito policlínicas – seis outras serão entregues ainda neste ano.
Toda essa estrutura de atendimento pelo SUS não recebe um único centavo da União.
É assim no estado comandado pelo governador Rui Costa e em todos os outros novos serviços inaugurados por prestadores públicos e privados de pequena, média e alta complexidade pelo país.
Também por ineficácia, o desabastecimento já bate à porta do serviços: medicamentos de alto custo fundamentais para transplantados, pacientes oncológicos e toda a cesta de drogas para tratamento de Aids, hepatite C, diabetes, entre outros, ou já estão faltando ou têm os dias contados nas prateleiras.
“O Brasil que sempre foi uma referência nessas áreas perdeu a mão e começa a seguir num caminho sem destino certo”, analisa o deputado Jorge Solla.
Ao desmonte da estrutura e do conceito de atendimento universal, gratuito e equânime, some-se outra praga levada para dentro do sistema pelos aloprados de plantão no palácio do Planalto: o viés ideológico.
Por ele, entenda-se a exclusão do termo violência obstétrica, para ficar na maldade da vez, e toda sorte de atrasos em curso nos procedimentos em saúde mental.
“Embora o cidadão comum ainda não esteja percebendo, o fato é que há uma clara decisão de esfacelar o SUS sem colocar nada no lugar”, diz Jorge Solla.
“De um lado, o desfinanciamento. De outro, a imposição da ideologia por meio de um moralismo atrasado e sem qualquer respaldo científico e de resolutividade”.
Como se nota, a crise na Educação é apenas a ponta do Iceberg. Pode se segurar na cadeira que vem muito mais pela frente.


Fonte: DCM