GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Bolsonaro veta projeto que obriga SUS a ofertar sangue e remédios a pacientes

Presidente vetou integralmente o projeto de lei, mas decisão ainda pode ser derrubada pelo Congresso


O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que obrigava o Sistema Único de Saúde (SUS) a garantir sangue, hemoderivados, medicamentos e demais recursos a todos os pacientes da rede. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União.
Ao vetar o projeto, Bolsonaro alegou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Citando os ministérios da Economia e Saúde, a publicação diz que disponibilização “institui obrigação ao Poder Executivo e cria despesa obrigatória ao Poder Público, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio”.
O texto original do projeto, de autoria do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), inicialmente previa a disponibilização de tratamento a pacientes portadores de coagulopatias congênitas, as hemofilias. Porém, o texto sofreu alterações ao tramitar no Senado e foi aprovado estendendo a medida para todos os pacientes do SUS.
A decisão de Jair Bolsonaro ainda pode ser derrubada pelo Congresso.


Fonte: Revista Fórum

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Bolsonaro extingue mais de 27 mil cargos efetivos e acaba com programa de agentes de saúde do SUS

O texto proíbe também a realização de concursos públicos para vários cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação


Por meio de um decreto de Jair Bolsonaro, o governo decidiu extinguir 27.611 cargos efetivos do seu quadro de pessoal. O texto proíbe também a realização de concursos públicos para vários cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), de acordo com informações de O Globo.
Não haverá demissões, ainda que os cargos sejam extintos. Já estão desocupados 14.227 e 13.384 vagas ainda estão ocupadas. A extinção ocorrerá quando essas pessoas se aposentarem. Não foi informada a estimativa de redução de gastos.


Entre os cargos extintos estão o de mateiro, discotecário, técnico de móveis e esquadrias, locutor e seringueiro.
Serão cortados 22.476 cargos do Ministério da Saúde, o que representa cerca de 81% do total. Apenas para o programa Agente de Saúde Pública serão extintos 10.661 cargos.
“Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias, e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos”, afirmou o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart, por meio de nota.
Concursos
Ainda será proibida a abertura de concurso público para cargos técnicos e administrativos das instituições de ensino. São aproximadamente de 20 mil vagas do Ministério da Educação e  instituições federais de ensino. São 68 tipos de cargos, ou funções para as quais não haverá concurso.
Lenhart disse, também, que o decreto não acaba com os cargos, mas veda a realização de novos concursos. Entre esses cargos estão: técnico em alimentos e laticínios, técnico em audiovisual e tradutor intérprete de linguagem de sinais.
O governo afirmou que a maioria das atribuições dos cargos pode ser exercida por novos meios, como a descentralização para outros entes da federação e terceirização, por exemplo.
“O objetivo é evitar contratações desnecessárias e o desperdício de recursos, pois estes são cargos obsoletos e em funções que não devem mais ser repostas”, disse o secretário.
A deputada Erika Kokay, do PT-DF, comentou o decreto em seu Twitter.

Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Zika Vírus: Bolsonaro acaba com ação de prevenção para grávidas

Via Rede Brasil Atual - O governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, acabou com a distribuição de repelentes para prevenir a contaminação por Zika Vírus em mulheres grávidas – com consequente desenvolvimento de microcefalia em bebês – e outros grupos de risco. É o que mostram emails internos das secretarias Municipal e Estadual da Saúde de São Paulo, trocados às vésperas do início do verão, época de maior proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor do Zika Vírus, Dengue e outras doenças. Não houve comunicação à população sobre a medida.



A distribuição de repelentes teve início no final de 2016, depois da epidemia de Zika Vírus que resultou em centenas de casos de microcefalia, desde novembro 2015. O programa, articulado entre o Ministério da Saúde e o extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, distribuía anualmente cerca de 16 milhões de repelentes para 400 mil mulheres. O estado de São Paulo chegou a receber 1,4 milhão de frascos de repelentes para o atendimento estimado de 46,4mil gestantes integrantes de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. O produto era repassado às secretarias municipais.

O email não detalha os motivos para suspensão da distribuição de repelentes e nem desde quando o governo Bolsonaro tomou a decisão. Em 2018, o Ministério da Saúde ampliou os beneficiários do programa, incluindo a população de áreas endêmicas de doenças como a febre amarela, dengue, chikungunya e zika; todas as gestantes acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS); público com contraindicação à imunização da febre amarela; agentes comunitários de saúde expostos à situação de risco, entre outros. O Ministério da Saúde não se manifestou.



Para o médico sanitarista e ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, a medida é “mais uma demonstração de descompromisso e irresponsabilidade” do governo Bolsonaro. “Acabamos de entrar no verão. É a época do ano mais crítica, pois, além da elevação da temperatura, temos o aumento dos índices pluviométricos, que favorecem a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika. (A distribuição de repelentes é) uma medida de fundamental importância para proteção dos mais de 400 mil bebês que estarão sendo gestados ao longo deste período crítico e que tem risco elevado de desenvolvimento de microcefalia, caso ocorra a infecção da mãe pelo Zika Vírus. Uma medida que pode custar muito caro, em todos os sentidos, para o futuro do país”, afirmou.

No final de novembro, o coordenador-geral de vigilância de arboviroses do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, admitiu que o Brasil corre o risco de passar por um novo surto de Zika Vírus em 2020, durante uma reunião com gestores do SUS. “Percebemos como a ocorrência do Zika está um pouco fora da sazonalidade mostrando que temos um potencial importante e precisamos ficar atentos novamente com a ocorrência de grande magnitude de casos de Zika no país. Esse alerta é para mostrar que precisamos estar atentos no diagnóstico diferencial principalmente em relação a gestantes e crianças”, disse Said, em áudio obtido pela rádio CBN.

Apesar do número de casos ter diminuído, o Zika Vírus continua circulando e fazendo vítimas. Até outubro deste ano, o Ministério da Saúde registrou 10.715 casos prováveis de mulheres que foram infectadas por Zika Vírus na gestação. O número de casos confirmados foi de 55. Em 2018, 124 bebês nasceram com a síndrome congênita do vírus em todo o país. A maior parte dos casos se concentra nas regiões norte e nordeste. O governo Bolsonaro decretou uma pensão para vítimas da infecção, mas apenas para crianças que tenham desenvolvido microcefalia, ignorando outras anomalias causadas pela doença.

Desde o início da epidemia, em novembro de 2015, até outubro deste ano, foram registrados 18.282 casos suspeitos de crianças com malformações decorrentes da infecção por Zika Vírus. A situação foi confirmada em 3.474 casos. Outros 374 casos foram classificados como prováveis. Cerca de 85% dos casos confirmados de malformação em consequência da infecção por Zika Vírus ocorreram em recém-nascidos ou crianças. Os demais levaram a fetos natimortos, abortos, óbitos neonatais e infantis.


Fonte: Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Médico deputado alerta sobre golpe de Bolsonaro para cortar recursos da saúde

POR ALEXANDRE PADILHA no Brasil de Fato

Com a falsa promessa de atender os mais necessitados, Bolsonaro faz o maior ataque da história ao princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS).


A portaria do novo financiamento dos recursos para que os municípios possam abrir e colocar para funcionar unidades básicas de saúde, imunização e ações e prevenção visa impedir que o SUS atenda a todos.

Essa nova portaria baseia o repasse de recursos aos municípios não mais pelo tamanho da população e por indicadores de vulnerabilidade, e sim pelo número de pessoas cadastradas pelas equipes de saúde da família.

Com o desmonte do Mais Médicos, o congelamento de investimentos e a dificuldade de contratação de pessoal, a cobertura em saúde da família em vários municípios brasileiros não chega a 50%.



Eu estive, por exemplo, na cidade de Maceió (AL), acompanhei a destruição do Mais Médicos e vi que a cobertura é de cerca de 26%. No Brasil, a média é em torno de 60%, tendo reduzido este ano.

Quem não está cadastrado, ficará de fora do novo cálculo, e a redução de recursos repassados aos municípios é gravíssima.

Essa política atinge em cheio a Política Nacional de Atenção Básica que nós construímos em 2011 e fere os princípios fundamentais do SUS.


Fonte: Plantão Brasil

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Tuberculose: Bolsonaro corta medicamentos e tratamento de crianças é reduzido em São Paulo

Publicado na Rede Brasil Atual
O tratamento de pessoas com tuberculose está em risco na capital paulista. Emails internos da Secretaria Municipal da Saúde da gestão Bruno Covas (PSDB), obtidos pela RBA, revelam que o governo Bolsonaro reduziu o repasse de medicamentos para combate da infecção em quase 60%. Em consequência, a prefeitura de São Paulo orientou a rede de saúde a não iniciar nenhum novo tratamento de tuberculose latente em crianças. “A prioridade serão as crianças em tratamento de tuberculose ativa. Como medida imediata estão suspensos todos os novos tratamento de ILTB com esquema de Rifampicina em crianças”, informou Mariangela Medina Brito, da equipe técnica do Programa Municipal de Controle de Tuberculose.
A Rifampicina suspensão é o medicamento mais eficiente no tratamento da infecção latente de tuberculose (ILTB) em crianças menores de 10 anos e idosos. Uma tabela constante das mensagens revela que foram entregues apenas 2.500 frascos dos 4 mil necessários para atendimento às crianças com tuberculose latente na capital paulista. Além disso, os quatro medicamentos que compõem o tratamento inicial da tuberculose – feito nos primeiros dois meses – também foram entregues em quantidades abaixo das necessidades. Dos 600 mil comprimidos programados para entrega pelo Ministério da Saúde, a prefeitura recebeu 377.910 – déficit de 222.090 comprimidos.

Os documentos indicam que não há prazo para regularização dos estoques pelo Ministério da Saúde. “O CVE PECT (Coordenador de Vigilância Epidemiológica) está sinalizando que teremos solução de continuidade no abastecimento de Rifampicina suspensão. A informação foi confirmada por telefone por técnico do MS (Ministério da Saúde). A grade de entrega para a proxima programação já foi liberada com corte de mais 60% do que haviamos programado com a assistencia farmacêutica”, escreveu Mariangela.
A entrega de medicamentos é relativa aos meses de setembro, outubro e novembro desse ano. As mensagens foram encaminhadas pela equipe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que coordena o programa de tuberculose, entre a sexta-feira (13) e a segunda-feira (16). Poucos dias depois do Ministério da Saúde comemorar nas redes sociais que o “Brasil vai liderar a estratégia de luta mundial contra a tuberculose”. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai assumir a presidência do programa StopTB, parceria da ONU para eliminação da tuberculose, em dezembro desse ano.
As orientações do Programa Municipal de Controle da Tuberculose foram encaminhadas para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicosocial (Caps) da cidade. No entanto, a Covisa deixou claro que ainda não há plano de atendimento emergencial caso a situação se agrave. “Aguardamos orientações do Programa Nacional a respeito de como iremos proceder com os casos já com tratamento iniciado caso o desabastecimento se mantiver”, escreveu Mariangela.
O ex-ministro da Saúde Artur Chioro avalia a situação como extramente grave. “É um verdadeiro desastre, uma irresponsabilidade, deixar faltar ou diminuir a previsão de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A redução da oferta do medicamento que tem as quatro substâncias para o tratamento inicial da tuberculose, por si só é um desastre, porque ela pode resultar na interrupção do tratamento. Mas pior ainda é esse corte na oferta da Rifampicina suspensão, que é utilizada na infecção latente por tuberculose. Combater a infecção latente, mesmo que a pessoa não apresente sintomas, é uma forma eficaz de interrupção da cadeia de transmissão”, explicou.
Roberta Sales, doutora em Pneumologia pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, explicou que a Rifampicina é o melhor medicamento para tratamento da tuberculose em recém-nascidos, crianças, idosos e grupos de risco. E é o que garante um tratamento de seis meses. Para ela, a situação relatada nos e-mails revela um quadro bastante preocupante.
Organização Mundial da Saúde tem meta de erradicar a tuberculose. E a maneira mais eficaz de fazer isso é identificar as infecções latentes e tratá-las. Se for algo pontual, não é tão assustador. O mais importante seria saber quanto tempo isso vai durar e o que vai ser feito”, disse a especialista. Mas, até o momento, essa informação não existe. A RBA procurou o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde, mas nenhuma das gestões respondeu aos contatos.
O Brasil registra cerca de 70 mil novos casos de tuberculose a cada ano, que resultam em aproximadamente 4.500 mortes. Em setembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou novo protocolo de combate à doença, que define o uso prioritário da Rifampicina como medicamento no tratamento de recém nascidos e de crianças que convivem com casos confirmados da doença. Além de pessoas com HIV, insuficiência renal crônica, câncer e pré-transplante de órgãos. A OMS estima que 25% da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose.
A infecção por tuberculose pode ter dois desenvolvimentos. Se o organismo da pessoa estiver fragilizado, tende-se a desenvolver a forma aguda da doença, que, se não tratada, pode levar a morte. Mas se o organismo está saudável, o bacilo é neutralizado e se aloja em algum ponto do organismo, esperando um momento de fragilidade para atacar – chamada de infecção latente. Nesta forma, a doença pode ficar adormecida por muitos anos. Crianças, idosos, pessoas com imunodeficiências, transplantadas e em tratamento de câncer são as mais sensíveis à doença.
O tratamento da doença é feito por, pelo menos, seis meses. Nos primeiros dois meses, os pacientes recebem quatro medicamentos. Nos outros quatro meses, recebem dois medicamentos. Como o tratamento não pode ser interrompido, sob risco de agravamento do quadro, os casos são monitorados diariamente pelas Unidades Básicas de Saúde, que entregam o medicamento diretamente ao paciente.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Bolsonaro corta R$ 1 bilhão em vacinas do SUS: “Resolveu seguir o fundamentalismo anti-vacina”, diz Padilha

Alexandre Padilha foi à tribuna da Câmara denunciar os cortes feitos por Jair Bolsonaro no Programa Nacional de Imunização


O ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) foi à tribuna da Câmara para denunciar um corte orçamentário promovido pelo governo de Jair Bolsonaro que tira cerca de 1 bilhão de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha ainda considerou que esse movimento vai na direção do pensamento de Olavo de Carvalho, que é contrário às vacinas.


“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde pro ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, declarou.

Pelo Twitter, Padilha ainda completou e comparou o corte no orçamento com o movimento anti-vacina. “Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas”, avaliou.

Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas.


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Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cortes de Bolsonaro emperram pesquisa para deter câncer incurável no cérebro

Sem bolsas federais, pesquisadora aprovada em primeiro lugar na UFRJ atrasa estudo sobre vírus da zika como arma contra tumor



O corte de bolsas de pesquisa anunciado pelo Ministério da Educação no começo da semana vai retardar o início de um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que investigará uma arma promissora contra um tumor de cérebro: o vírus da zika. A biomédica Gabriella Pinheiro Alves de Freitas, pesquisadora que pretende investigar em seu doutorado a segurança do novo tratamento – etapa imprescindível para que ele possa ser testado em pacientes humanos –, receberia uma das 5 613 bolsas cortadas nesta semana (se a conta incluir outros cortes anunciados pelo governo Bolsonaro desde o começo do ano, já são quase 12 mil bolsas a menos).

Análises preliminares realizadas pela equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e por outros grupos de pesquisa indicaram que o vírus é capaz de matar células de glioblastoma, o mais comum e agressivo tipo de tumor de cérebro. Não há cura conhecida para esse tipo de câncer, e os pacientes sobrevivem em média de catorze a dezoito meses depois do diagnóstico. O tratamento indicado pode incluir a cirurgia para retirada do tumor, radioterapia e quimioterapia. “Mas é meramente um paliativo”, disse a bióloga Patrícia Garcez, líder do grupo da UFRJ que estuda o tumor. “Há mais de dez anos não tínhamos novidades no tratamento do glioblastoma.” 
A novidade é o vírus da zika – o mesmo que causou a epidemia em 2016 e deu origem a uma geração de crianças com microcefalia contraída no útero das mães. Garcez contou que outros grupos já fizeram testes pré-clínicos bem-sucedidos em culturas de células e em animais, mas falta se certificar se o tratamento é seguro para pacientes humanos e definir a dose adequada para os testes. Era isso que Gabriella Freitas pretendia fazer durante o doutorado. “Precisamos do trabalho dela para seguirmos para os ensaios clínicos”, disse a orientadora.
Freitas já tinha estudado células de glioblastoma no mestrado em ciências morfológicas pela UFRJ, feito com bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Defendeu sua dissertação na última semana de agosto e se preparava para emendar com o doutorado – passou em primeiro lugar no exame seletivo para seu programa de pós-graduação, avaliado com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC).
A doutoranda receberia durante quatro anos uma bolsa de 2 200 reais da Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, agência vinculada ao MEC. Na segunda-feira (02/09), Freitas entregou os papéis para formalizar o recebimento da bolsa; no dia seguinte, recebeu da coordenação o anúncio de que o benefício tinha sido cancelado. “Eu estava empolgada para continuar a pesquisa, porque temos resultados promissores”, disse a pesquisadora. Nesta semana ela pretendia desenhar os primeiros experimentos, para executá-los na semana seguinte. “Agora vai ser tudo pausado.”
Patricia Garcez, a orientadora de Freitas, é a líder de um dos grupos de pesquisa brasileiros que uniram forças para comprovar que os casos de microcefalia eram de fato provocados pelo vírus zika. Os resultados foram publicados na Science, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo, num artigo assinado por dez pesquisadores da UFRJ, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da Universidade de Campinas. Dos dez autores, seis eram financiados por bolsas de doutorado e pós-doutorado pagas pela Capes ou pelo CNPq.
“Só conseguimos os avanços na pesquisa sobre o vírus zika porque tínhamos as pessoas certas na hora certa”, disse a bióloga. A pessoa certa, no caso atual, é Freitas, a integrante do grupo com a expertise necessária para determinar a segurança do tratamento contra o tumor de cérebro. Garcez terá que treinar outro aluno caso ela se afaste, e tão cedo não poderá dar início aos experimentos. “O projeto vai sofrer muito se perdermos a Gabriella, vai demorar muito mais.”
A estudante perdeu sua única fonte de renda, no meio de sua formação – uma jornada de dez anos (quatro de graduação, dois de mestrado e quatro de doutorado). “Infelizmente a bolsa é o salário do jovem pesquisador no Brasil”, disse Freitas, que ainda não sabe como vai se manter. A estudante quer seguir fazendo pesquisa, mas precisará encontrar alguma forma de sustento se não tiver bolsa. “Não tem como trabalhar de graça.” A doutoranda continua a frequentar o laboratório da UFRJ. Sua última bolsa de mestrado, referente a agosto, caiu no começo do mês.
Na avaliação do físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, o corte de bolsas na Capes e no CNPq pode afetar a produtividade científica do país no curto prazo. “Isso talvez a gente já comece a sentir daqui a dois ou três anos”, disse Davidovich. Mas haverá também impactos de longo prazo, continuou. “Sem bolsas de iniciação científica para a graduação, os estudantes deixarão de ser atraídos para a pesquisa.”
O físico tem ido a Brasília se encontrar com parlamentares e representantes do governo para defender mais recursos para ciência e tecnologia. Nesta quinta-feira (05/09), falará em nome dos cientistas numa audiência pública sobre o corte de bolsas na Comissão de Educação do Senado. Davidovich está preocupado também com o orçamento apresentado pelo governo para 2020, que prevê “cortes violentos” de recursos para ciência e tecnologia em órgãos como a Capes, o CNPq e a Embrapa. “Se esse orçamento vingar, vai ser o apagão da ciência”, afirmou. “Não vejo como o Brasil vai sair da recessão dessa forma.”
Procurada pela piauí para comentar o corte, a Capes afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as bolsas em vigor estão mantidas e que “a medida representa uma economia de 37,8 milhões de reais em 2019, podendo chegar a 544 milhões de reais nos próximos quatro anos”.
Numa carta assinada por setenta pesquisadores, a Coalizão Ciência e Sociedade afirmou que, “em momentos difíceis, cabe aprender com outras sociedades que, diante de crises econômicas e sociais, asseguraram e mesmo elevaram o investimento em ciência e tecnologia, o exato oposto da política que se executa no país”.

Fonte: Folha

sábado, 24 de agosto de 2019

Ministro do STF que dará voto decisivo para a soltura de Lula é internado com pneumonia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello foi internado nesta quarta-feira (21/08/2019), no hospital DF Star, em Brasília. Segundo sua assessoria, ele deu entrada no hospital com uma forte gripe e seguiu para internação e realização de exames. Com os resultados, foi detectado o início de uma pneumonia.



Apesar da seriedade do problema, o jurista está com um quadro de saúde estável, mas sem previsão de alta. Aos 73 anos, ele é o ministro mais antigo do Supremo. No último sábado (17/08/2019), ele completou 30 anos de casa.


É de Celso de Mello a repsonsabilidade de dar o voto de minerva na decisão do Habeas Corpus que soltará Lula.


Fonte: Plantão Brasil

domingo, 11 de agosto de 2019

Michelle Bolsonaro abandona a própria avó por 2 dias em maca no corredor de hospital, enquanto Queiroz foi pro Albert Einstein com tudo pago

Avó materna da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, passou dois dias em uma maca improvisada nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia, na periferia de Brasília, a espera de atendimento.


Ela deu entrada no hospital na quinta-feira (8) com suspeita de fratura no fêmur e ficou na maca até a noite deste sábado (10). Menos de uma hora depois de a Folha ter procurado o governo do Distrito Federal, a idosa foi transferida para uma unidade com mais estrutura, o Hospital de Base.


Segundo a assessoria de imprensa do GDF (Governo do Distrito Federal), o governador Ibaneis Rocha (MDB) estava acompanhando a situação e o hospital para onde Maria Aparecida foi transferida tem uma estrutura de pronto-socorro mais eficiente. A administração distrital informou também que ela já estava sendo atendida na unidade onde estava até a noite de sábado.

A avó da primeira-dama afirmou que se acidentou na manhã do mesmo dia que deu entrada no hospital, na casa em que mora na favela Sol Nascente, também na periferia de Brasília.

Uma de suas galinhas teria passado para a casa do lote ao lado.

"Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]. Quanto mais eu, que estou com três dias, né?", disse Maria Aparecida à Folha na tarde deste sábado (10), deitada na maca que lhe servia de leito improvisado, em meio a várias outras no hospital de Ceilândia.

Sua neta e o presidente Jair Bolsonaro moram no Palácio da Alvorada, a 37 km de distância do hospital onde a idosa estava.

Acompanhada de uma tia de Michelle, Maria Aparecida disse que sofre de osteoporose e que aguarda uma cirurgia na perna direita —a mesma que machucou na quinta-feira— há cinco anos.

"Sou vó dela, [mas] ela ainda não sabe [do acidente]. Tenho o telefone dela não. Que não falo [com Michelle], tem já cinco anos. O dia que o pai dos meus filhos morreu, ela que pagou o enterro, ficou com a gente lá. Foi o último dia que eu vi."

A avó diz não ter havido nenhuma briga entre ela e a neta. "Ela [se] afastou de mim. Não quis nada mais comigo", afirmou. "Era meu prazer se ela viesse, [mas] ela não vem não."

Ao falar da relação com Michelle, Maria Aparecida afirmou ainda que uma de suas noras trabalha como babá da filha do casal presidencial, Laura, 8.


"Quando ela morava no Rio, chamava minha filha, chamava a família toda para ir lá, não chamou nem eu, nem essa aí [Fátima, filha que a acompanhava no momento da entrevista], nem Aparecida, nem Gilmar, nem Gilberto, tudo meus filhos. Ela chamou o João, que é policial, com a mulher dele, o Tonho com a mulher dele, que é essa que trabalha lá para ela. Não chamou a gente", disse.




Quando questionada se desejava ser transferida para um outro hospital, ela chorou.

"Eu quero é fazer minha cirurgia. Seja lá o que Deus quiser. Não dou conta nem de mexer com o dedo do pé direito. Não dou conta de pentear meu cabelo, não dou conta de comer com minha mão, não dou conta de sentar. A coisa mais triste é ficar dependendo dos outros em negócio de higiene."

Ela, então, diz que, neste sábado, apareceram apenas enfermeiros e que queria ser amparada por alguma profissional do gênero feminino.


Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 4 de agosto de 2019

General Villas-Boas corre o risco de perder a fala e sua única salvação pode ser maconha medicinal

Com uma doença neuromotora degenerativa, o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do Palácio do Planalto, corre risco de não falar mais e tem testado tecnologias para substituir o ato da fala.


Em meio a outras alternativas, o militar contou em entrevista ao SBT que foi apresentado ao canabidiol --uma das centenas de compostos encontrados na maconha-- e, apesar de não usá-lo, defendeu o uso do medicamento e falou em "hipocrisia social" ao mencionar as dificuldades de quem precisa no acesso ao tratamento.

"Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade", disse o general com dificuldade para respirar.


Ele afirmou que vai abrir um instituto com sua filha Adriana para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como ele. Enquanto isso, já começou a usar a navegação na internet sem as mãos e testa três tecnologias diferentes.

Villas Bôas deixou o comando do Exército no começo deste ano e passou o bastão para o general Leal Pujol. Durante a cerimônia de despedida, ele chorou e foi abraçado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e fez um discurso em que disse que 2018 foi ano "desafiador para as instituições e para a identidade nacional".



Fonte: UOL