GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de junho de 2019

VÍDEO: Em programa dos EUA, Glenn diz que áudios foram feitos pelo Whatsapp e Telegram

Revista Fórum - O jornalista Glenn Greenwald concedeu entrevista para o programa norte-americano Democracy Now pontuando as matérias feitas pelo The Intercept que geraram a mais nova crise dentro do governo Jair Bolsonaro. O fundador do site disse ter áudios de conversas entre o ministro da justiça Sérgio Moro e de procuradores do Ministério Público Federal envolvidos na Operação Lava Jato.
Grewnwald afirmou que esses áudios ainda não foram publicadas na série de reportagens e por isso preferiria não comentar sobre o assunto, mas garantiu que as mensagens foram feitas a partir de aplicativos como Whatsapp e Telegram. O conteúdo dessas conversas são mais longos, por isso os envolvidos preferiam fazer pequenos monólogos do que digitar grandes textos.
Na entrevista o jornalista diz que o que muitos acreditavam está acontecendo durante o julgamento do ex-presidente Lula está se confirmando nas matérias. “Muitas pessoas dizem no Brasil que o que Lula disse, especificamente que Moro conseguiu uma posição ou que ele era forçado a condenar Lula, ou que ele estava unicamente obcecado por isso, que as elites brasileiras estavam demandando isso dele”.



Na noite deste sexta-feira (14) o The Intercept publicou nova matéria, mostrando desta vez que Sérgio Moro, juiz do caso na época, pediu para que o MPF publicasse uma nota confrontando o depoimento de Lula. Moro ainda teria dito que isso deveria ser feito “após o showzinho da defesa”.
Veja a entrevista de Greenwald abaixo:
Tocador de vídeo



sexta-feira, 14 de junho de 2019

Mídia internacional destaca “primeira Greve Geral contra Bolsonaro”


Meios estadunidenses, europeus e latino-americanos repercutem a mobilização dos trabalhadores de todo o Brasil contra a reforma da Previdência e a favor dos direitos sociais


A Greve Geral desta sexta-feira (14) também é notícia em outras latitudes, em meios de comunicação de diferentes continentes, que destacam o fato de que, embora o atual governo de Jair Bolsonaro já tenha enfrentado protestos de estudantes e professores, no mês passado, esta é a primeira mobilização organizada pelos trabalhadores durante o seu mandato.


Nos Estados Unidos, o Washington Poste o New York Times republicaram a mesma nota da agência Associated Press, que explica: “por que se realiza uma greve geral no Brasil?”.
O texto informa que “a greve nacional promete mobilizar os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, e é a primeira desde a chegada ao poder do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro. Embora a maioria dos manifestantes esteja protestando contra uma reforma previdenciária que tramita no Congresso, outros estão nas ruas contra os cortes orçamentários na Educação Pública, contra uma economia lenta e a agenda conservadora do governo”. Finalmente, prevê que “a participação deve ser particularmente forte no Nordeste, o bastião histórico do Partido dos Trabalhadores, principal partido da oposição”.


Entre os meios europeus, o jornal espanhol Público relata que “os sindicatos vêm esquentando os motores da greve desde 1º de maio, dia em que ela foi anunciada”. A matéria do meio ibérico também comenta que a greve é “organizada por organizações politicamente distantes, mas que nunca estiveram tão unidas: a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. E ambas fazem previsões otimistas”.
Na França, a rádio internacional RFIinforma que “muitos transtornos são esperados nos transportes nesta primeira greve geral contra o governo de Jair Bolsonaro”. Ao se referir às razões da greve, especialmente a reforma da Previdência, a rádio diz que “os sindicatos temem que os mais pobres paguem o preço pela reforma”, e fez comentários curiosos sobre a postura de Bolsonaro sobre o tema: “eleito notavelmente graças aos votos dos aposentados, o presidente está envergonhado. Ele negou parcialmente seu ministro da economia, o principal arquiteto dessa reforma”.


Já o portal russo RT destaca uma declaração do presidente da CUT, Vagner Freitas, em que ele avalia que “a greve geral é de todos. Nesta sexta não é para ir ao trabalho, é dia de ficar em casa, de cruzar os braços e dizer que nós não aceitamos ataques aos nossos direitos, à soberania nacional e à democracia”.

Finalmente, o canal venezuelano TeleSur lembra que a greve geral ocorre no dia da abertura da Copa América, e mostra o temor de que “a paralisação poderia afetar a mobilidade dos torcedores ao estádio do Morumbi, em São Paulo, onde acontecerá a partida entre as seleções do Brasil e da Bolívia”.


Fonte: Revista Fórum

terça-feira, 11 de junho de 2019

Congresso dos EUA quer investigar Lava Jato

O deputado Ro Khanna, da Califórnia, pediu ao governo Trump para investigar o caso envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil; o pedido se deu após a denúncia do The Intercept que mostrou o ex-juiz Sérgio Moro tramado com promotores ações ilegais para condenar o ex-presidente e impedir que o PT retornasse ao governo após ter sofrido um golpe em 2016


Khanna afirmou ao site The Intercept: "esta reportagem confirma o que sabíamos o tempo todo - que Moro era um péssimo ator e parte de uma conspiração maior para mandar Lula para a cadeia (...) Embora não seja o caso de os Estados Unidos fazerem um julgamento factual sobre a inocência de Lula, essa reportagem mostra que Moro não era imparcial, mas 'coordenado' com os promotores. Isso viola todas as normas e ética judiciais. Espero que a administração Trump apoie uma investigação completa sobre este assunto, uma vez que Lula ainda está na prisão e Moro é ministro da Justiça de Bolsonaro."



A reportagem destaca que "o presidente Donald Trump abraçou Jair Bolsonaro, o presidente de direita do Brasil que, como Trump, tem uma história de declarações fanáticas, homofóbicas e misóginas."
E acrescenta: "no domingo, o The Intercept e o The Intercept Brasil publicaram trechos de uma enorme quantidade de documentos secretos, incluindo admissões privadas de dúvidas dos promotores sobre se havia provas suficientes para provar a culpa de Lula. A ampla investigação sobre corrupção, conhecida como Operation Car Wash, remonta a cinco anos e resultou em centenas de pessoas acusadas de centenas de crimes."


A matéria ainda sublinha que "Lula, que foi eleito presidente em 2002 e 2006, foi indiciado sob a investigação e considerado culpado em 2017 de corrupção e lavagem de dinheiro, acusações relacionadas à aceitação de propinas de empresas de construção. Ele foi condenado a quase 10 anos de prisão. O aprisionamento de Lula o forçou a sair da corrida presidencial de 2018, que se esperava que ele vencesse; isso pavimentou o caminho para Bolsonaro, que então nomeou Moro como ministro da justiça. De acordo com o arquivo, a promotoria também trabalhou em estratégias para evitar uma entrevista na prisão com Lula durante a eleição, com medo de ajudar o Partido dos Trabalhadores."


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Imprensa internacional repercute vazamento de conversas entre Moro e Dallagnol

Na noite desse domingo, 9 de junho, o Brasil conheceu “As mensagens secretas da Lava Jato”, série de reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil com conversas reveladoras entre o atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o promotor do caso de Lula Delta Dallagnol. As mensagens apontam intervenção do juiz no processo, imparcialidade entre as partes e falta de provas no caso que levou Lula à prisão. 
Imprensa internacional evidencia escândalo, aponta furos na operação Lava Jato e colocam em cheque credibilidade do processo. Confira as principais manchetes:
Uma investigação jornalística questiona a imparcialidade da operação Lava Jato
De acordo com “The Intercept”, a investigação anticorrupção sobre Lula visava impedir seu retorno ao poder 
Lula do Brasil condenado para impedi-lo de votar em 2018: Reportagem
The intercept vaza conversas e coloca em dúvida a Lava Jato
Reportagem afirma que Lula foi preso para impedi-lo de votar em 2018
Brasil: vazaram conversas que lançam dúvidas sobre a Lava Jato
Brasil: vazam mensagens entre Moro e promotores e questionam a imparcialidade do caso Lava Jato contra Lula
Documentos revelam o papel político da Lava Jato contra Lula
Vazaram conversas do ex-juiz Moro e promotores durante a investigação de Lula em Lava Jato
Uma investigação questiona a imparcialidade da operação pela qual Lula foi preso no Brasil
Vazamentos revelam ‘jogo sujo’ no nível judicial para afastar Lula da corrida eleitoral
A prisão de Lula da Silva, resultado de uma trama?
Eles denunciam que Sergio Moro agiu para prejudicar Lula em Lava Jato e impedi-lo de retornar ao poder
:  Lula do Brasil preso para afastá-lo das eleições de 2018 – reportagem


Fonte: Mídia Ninja







sexta-feira, 7 de junho de 2019

Maior jornal da Europa diz que Brasil de Bolsonaro é uma idiocracia, um reino de idiotas

O Brasil, governador pelo presidente Jair Bolsonaro, corre o risco de virar uma "idiocracia", diz um artigo publicado pelo jornal francês Le Monde. A publicação avalia o nível intelectual do mandatário e compara a situação do País ao filme "Idiocracy", comédia que mostra um futuro em que os Estados Unidos seriam um país dominado pela ignorância. A idiocracia brasileira é o governo dos ignorantes, dos idiotas.


O texto faz referência a um artigo do jornalista Hélio Schwartsman publicado no jornal Folha de S.Paulo questionando se Bolsonaro é inteligente. De acordo com a publicação do jornal francês, a situação do Brasil evoca preocupações "ligadas ao nível intelectual de Bolsonaro, à frente do Estado desde 1º de janeiro, e têm a ver com o caos que o presidente mantém, alimentando-se de controvérsias triviais e vulgares nas redes sociais, atacando a cultura, as ciências sociais e humanas, cortando orçamentos universitários e mantendo uma obsessão marcante com assuntos fálicos em detrimento do avanço de reformas cruciais".

O Monde também cita as polêmicas envolvendo filhos de Jair Bolsonaro e o "guru" do governo, Olavo de Carvalho, que "divulgou a suposição de que a Terra seja plana". Foram reforçadas "as questões sobre a bagagem intelectual do chefe de Estado, temendo que o Brasil esteja prestes a se tornar uma "idiocracia’", diz a reportagem.


De acordo com o Le Monde, pode ser perigoso questionar a racionalidade do governo. "O nível intelectual de Bolsonaro é questionado pela imprensa e alguns de seus compatriotas, mas o caos que ele mantém pode ser parte de sua estratégia política", diz.


Fonte: Brasil 247

Mais um vexame internacional:Bolsonaro não trouxe a "nova política". Trouxe o novo português.

Bolsonaro mostra novamente que não é amigo da língua portuguesa e passa vergonha na Argentina. Assista:




quarta-feira, 5 de junho de 2019

Brasileiros mais famosos do mundo, segundo o MIT: Pelé em 1º, Lula em 4º, Paulo Freire em 6º

Do cientista político autor de best-sellers, Alberto Carlos Almeida, no Twitter:

Segundo o criterioso estudo do MIT (EUA), Paulo Freire é o sexto brasileiro mais conhecido no mundo, na frende de figuras como Getúlio Vargas, Pedro II, JK, Fernando Henrique e Tom Jobim. E o Governo Bolsonaro não faz ideia de quem ele é.

Segundo o criterioso estudo do MIT (EUA), Paulo Freire é o sexto brasileiro mais conhecido no mundo, na frende de figuras como Getúlio Vargas, Pedro II, JK, Fernando Henrique e Tom Jobim. E o Governo Bolsonaro não faz ideia de quem ele é: 


https://t.co/5VOiUemeYj

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Papa Francisco envia carta a Lula: “No final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira”

O Papa Francisco enviou uma carta ao ex-presidente Lula neste mês, em que ele pede para o petista não “desanimar e continuar confiando em Deus” diante das “duras provas” vividas ultimamente.
“Tendo presente as duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos – sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos -, que lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, diz o Papa.

No texto, provavelmente escrito durante o período da Páscoa, Francisco fala da ressurreição de Jesus Cristo e que o triunfo d’Ele “sobre a morte é a esperança da humanidade”.
“A sua Páscoa, sua passagem da morte à vida, é também a nossa páscoa: graças a Ele, podemos passar da escuridão para a Luz; das escravidões deste mundo para a liberdade da Terra prometida; do pecado que nos separa de Deus e dos irmãos para a amizade que nos une a Ele; da incredulidade e do desespero para a alegria serena e profunda de quem acredita que, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação”, diz o texto, que é uma resposta a carta de Lula enviada ao líder católico em 29 de março.


“É uma carta que carrega muitas mensagens, além daquelas de afeto”, disse a advogada Carol Proner à Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (29) da Folha de S.Paulo. Amiga de Lula, a jurista faz parte de um grupo de estudos no Vaticano e teve acesso à correspondência.
Leia na íntegra.

Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Bolsonaro publica decreto proibindo tequila brasileira e defendendo tequila mexicana

Jair Bolsonaro publicou um decreto hoje no Diário Oficial em que sacramenta que, no Brasil, agora, só pode ser chamado de tequila se for tequila mexicana, produzida de acordo com a legislação daquele país e por fabricantes autorizados.


O decreto tira do papel um acordo assinado em 2016, batizado de acerto "Cachaça-Tequila".


Segundo o Diário Oficial, tequila é, a partir de hoje, a bebida "obtida por meio da destilação de mostos, preparados direta e originalmente do material extraído das cabeças de Agave da espécie tequilana weber variedade azul, hidrolisadas ou cozidas, e submetidos à fermentação alcoólica com leveduras, cultivadas ou não”.


Fonte: Época

Após Brexit fracassar várias vezes, primeira-ministra da Inglaterra renuncia

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou na manhã desta sexta (24) que deixará a liderança do Partido Conservador no dia 7 de junho, abrindo caminho para uma troca no comando do país nos próximos meses.


A corrida para sucedê-la no comando do Partido Conservador (e, por extensão, do país) deve durar entre seis e oito semanas e só começará por volta de 10 de junho. Até que esse processo termine, May seguirá no cargo primeira-ministra. 

O ex-prefeito de Londres Boris Johnson, defensor de um brexit duro, talvez até sem acordo com a UE, é dado como favorito para sucedê-la.




Em pronunciamento na sede do governo, em Londres, ela disse lamentar não ter conseguido finalizar o processo da saída britânico da União Europeia, o brexit, e afirmou ter sido uma honra ser a segunda mulher a ocupar o posto de chefe de governo, "mas não a última".

Ela foi as lágrimas no fim de seu discurso, ao afirmar que tinha sido a maior honra de sua vida ser a segunda mulher a ocupar o cargo —Margaret Thatcher foi a primeira.

May assumiu o posto em julho de 2016, depois da renúncia de David Cameron, fragilizado pelo resultado surpreendente do plebiscito sobre o brexit, um mês antes.

Depois de um ano e meio de negociações, ela conseguiu, no fim de 2018, fechar um acordo com a UE para o desligamento do Reino Unido do consórcio europeu, mas ele foi rejeitado três vezes pelo Parlamento em Londres.

No processo, ela resistiu a duas moções de desconfiança, uma delas submetida por seus próprios colegas de partido. 



Fonte: Folha

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Decreto de Bolsonaro pode levar aéreas estrangeiras a cancelar voos para o Brasil

Medida preocupa aéreas, que veem abertura para embarque de pessoas armadas a bordo de aeronaves comerciais


Companhias aéreas e até representantes do governo estão preocupados com o decreto sobre porte de armas assinado há duas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro. Eles entendem que o presidente pretende permitir o embarque de pessoas armadas a bordo de aeronaves comerciais, o que poderá levar companhias aéreas estrangeiras a cancelarem voos para o Brasil, aumentando os preços das passagens.
Técnicos do governo dizem que foram surpreendidos pelo decreto e que tentam encontrar uma saída para evitar o rebaixamento do Brasil na auditoria que será feita pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) na semana que vem.
Na inspeção, serão analisados documentos e a aplicação das normas de segurança internacional nos aeroportos.
Técnicos ouvidos pela Folha disseram que a OACI pode emitir um alerta para os quase 200 estados-membros informando riscos eventualmente identificados.
Hoje, a nota do Brasil para “segurança contra atos de interferência ilícita” é de 97% e cabe à Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) definir todos os processos de segurança nos aeroportos.
O artigo 41 do decreto retira da agência esta competência, transferindo-a para os Ministérios da Defesa e da Justiça. A lei só passará a valer depois que as duas pastas regulamentarem o decreto definindo as regras de embarque de passageiros armados.
Os ministérios vão estabelecer normas de segurança para controlar o embarque de pessoas armadas, regulamentar situações em que policiais federais, civis e militares, além de integrantes das Forças Armadas e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) poderão portar arma de fogo a bordo, além de estabelecer procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com porte.
Com esta mudança, os técnicos dizem acreditar que o Brasil sofrerá, inevitavelmente, um rebaixamento.
No ano passado, a Anac emitiu uma resolução que endureceu as regras para embarque de pessoas armadas. Até então, o embarque armado era permitido em razão da prerrogativa de função. Para policiais federais, por exemplo.

SEGURANÇA

Técnicos da agência ponderam que o texto foi baseado na regulamentação americana e canadense e que a revisão foi motivada pela necessidade de se adequar à regulação internacional.
As notas de segurança são um critério importante para a definição das rotas das companhias aéreas estrangeiras.
Um eventual rebaixamento do Brasil pode tornar o país inseguro, fazendo-o deixar de atender critérios de empresas internacionais. Esses protocolos são parecidos com o das regras de governança de bancos que não emprestaram dinheiro para empresas saudáveis, mas que se envolveram na operação Lava Jato.
Enquanto elas não se enquadraram aos padrões internacionais, não tiveram a torneira do crédito reaberta.
Caso os voos sejam cancelados, os preços podem aumentar por causa do desequilíbrio entre oferta e demanda.
O presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, defende que, como previsto em lei, apenas a Anac tenha poderes para tratar de temas relacionados à segurança de voo.
“Na atual regra, transportamos por ano dezenas de milhares de armas trancadas em cofres a bordo, embarcadas e entregues atendendo demandas das forças de segurança”, afirma Sanovicz.
“Somos radicalmente contrários a qualquer alteração dessas regras porque elas estão alinhadas a práticas internacionais. Qualquer alteração que cause diferenças entre o Brasil e o resto do mundo são prejudiciais ao nosso mercado e à aviação”.

EDUARDO BOLSONARO

A flexibilização para embarque armado é reivindicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente da República.
Em 2018, ele apresentou um projeto de lei que institui a possibilidade de embarque armado em aeronaves civis ao detentor de porte de arma de fogo. O projeto está na comissão de Segurança Pública da Câmara.
Em vídeo publicado por ele em agosto do ano passado, antes da eleição do pai, Eduardo reclamou dos procedimentos adotados à época pela Anac para embarque de pessoas armadas.
“É uma aberração, algo feito por pessoas que não entendem nada de armas. E, se entendem, se são policiais metidos neste meio, [são] pessoas frouxas, que não têm a coragem de matar no peito para garantir aos seus colegas policiais o direito do embarque armado”, disse o deputado no vídeo gravado no aeroporto Santos Dumont, no Rio.
“Juro que, em 2019, vou voltar todas as minhas forças com um novo governo, buscar um acesso ao novo ministro da Justiça, ao ministro da Defesa, quem sabe até ao presidente da República, para mudar esta realidade. Podem contar comigo porque eu vou encher o saco para a gente mudar esta cultura de covarde, de frouxo, de cordeiro que a gente tem aqui no Brasil”, afirmou o parlamentar.
A Anac diz que ainda está analisando o decreto e não comenta o assunto.
No entanto, representantes da agência têm procurado parlamentares para tentar reverter as alterações.
“Este artigo coloca o Brasil em uma lista negra do mercado da aviação internacional”, diz o líder da Minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que já apresentou no Congresso um decreto legislativo para cancelar do decreto de Bolsonaro.
Pareceres emitidos por técnicos da Câmara e do Senado não mencionam este artigo, mas apontam que o decreto excede limites legais.
Em outra frente, está no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) da Rede.
O partido argumenta que o decreto do presidente é inconstitucional porque viola o princípio da separação dos Poderes, adentrando em escolhas reservadas ao Legislativo.
Na sexta-feira (10), a ministra Rosa Weber deu prazo de cinco dias para Bolsonaro e o ministro Sergio Moro (Justiça) apresentarem informações sobre o decreto das armas.