GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Protestos no CHILE: mais de 2mil manifestantes presos e 15 pessoas foram mortas

- O número de mortos nos protestos violentos no Chile subiu para 15, três a mais que no balanço oficial anterior, e 2,6 mil pessoas foram presas, anunciou o governo nesta terça-feira, 22.



Temos um total, a nível nacional, de 15 mortos, 11 deles na região metropolitana (...) associados a incêndios e saques, principalmente de centros comerciais", afirmou o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, em uma entrevista coletiva. Três pessoas que morreram em incidentes fora da capital foram vítimas de tiros, indicou ele.


Diante da situação no país, o presidente Sebastián Piñera tentará nesta terça encontrar uma saída para a explosão social que abala o Chile há cinco dias, com reuniões com os líderes dos partidos políticos, no momento em que os protestos podem ser ampliados com greves e novas mobilizações.



Fonte: UOL

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

URGENTE - Brasil pode perder vaga em conselho da ONU

A entrada da Costa Rica na disputa por uma vaga no Conselho dos Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) coloca em risco a cadeira do Brasil no órgão. Criado em 2006, o CDH escolhe seus 47 membros por meio de uma votação secreta feita pelos 193 países que compõem a Assembleia-Geral da ONU. Os candidatos são divididos por região e, para o mandato de 2020 a 2022, o Brasil disputa com Venezuela e Costa Rica duas vagas disponíveis para os países da América Latina e do Caribe. A eleição ocorre nesta quinta-feira, 17.

Para ocupar o posto para o qual foi eleito em 2006, 2008, 2012 e 2016 - o País é recordista de participação, ao lado de Argentina, México e Cuba -, o Brasil precisa conquistar pelo menos 97 votos. A vaga pleiteada estava praticamente certa até o último dia 3, quando Carlos Alvarado Quesada, presidente da Costa Rica, colocou sua candidatura, como forma de impedir que a Venezuela assumisse um posto no conselho. Apesar da intenção oficial de barrar o governo de Nicolás Maduro, o movimento foi encarado como uma ameaça também à vaga brasileira, cuja relação com outros países-membros da organização tem se desgastado nos últimos meses.
Desconforto

Além da candidatura repentina da Costa Rica, há ainda os desconfortos diplomáticos protagonizados por Jair Bolsonaro. Não bastasse o ataque a Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e comissária para Direitos Humanos da ONU, a relação do presidente com o próprio órgão já começou conturbada. Ainda na campanha, Bolsonaro afirmou que pretendia retirar o Brasil da ONU caso fosse eleito. Mais tarde, ele se retratou, esclarecendo que se referia apenas ao Conselho de Direitos Humanos, para o qual concorrerá nesta quinta.
Elaini Silva, doutora em Direito pela USP e professora de Relações Internacionais da PUC-SP, afirma que a premissa do órgão é combater a violação de direitos humanos, o que pode ser um problema tanto para a Venezuela quanto para o Brasil. "O CDH é novo na história da ONU. Espera-se que os Estados envolvidos com grandes violações não sejam eleitos ou, caso já estejam lá, possam ser suspensos, como previsto na resolução que criou o conselho."

"É uma situação inédita, com uma nova dinâmica. Esse elemento competitivo não costumava acontecer no contexto latino-americano, e gerou uma repercussão interessante. É o fim de uma espécie de cordialidade latino-americana que pautava as relações até agora", diz Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais na FGV.
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, condenou a candidatura do governo de Nicolás Maduro para o órgão. "A Venezuela está mostrando violações de direitos humanos para o mundo. Não consigo imaginar como consegue ter a coragem de se candidatar para esse cargo", declarou à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Bolsonaro soube há um mês que EUA barrariam entrada do Brasil na OCDE

Da coluna Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo
O governo brasileiro soube há um mês que os EUA enviaram uma carta à OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) apoiando o ingresso apenas da Argentina e da Romênia na entidade. E procurou na época o governo americano para ter explicações.
LISTA


A equipe de Jair Bolsonaro trabalhava até então com a possibilidade de os EUA formalizarem, ainda neste ano, apoio para a entrada dos países na seguinte ordem: Argentina e Romênia em 2019, Brasil em maio de 2020 e Peru em dezembro, e a Bulgária, em maio de 2021.
MALOTE 
A OCDE, segundo integrante do governo, chegou a enviar uma carta aos EUA confirmando a ordem. Os americanos responderam aprovando apenas Argentina e Romênia —e deixando o Brasil de lado.
(…)
Ao buscar os EUA, a equipe de Bolsonaro ouviu que o problema não era com o Brasil e sim com uma expansão desenfreada de membros sem que a OCDE seja reformada. Os EUA se preocupam com o fortalecimento da União Europeia na entidade.


(…)
A informação da carta dos EUA à OCDE chegou também ao STF (Supremo Tribunal Federal), por meio de diplomatas estrangeiros.
(…)

Trump irá sacrificar o Brasil para atingir seus objetivos

Segundo o jornalista, Jamil Chade no seu blog especializado em temas de diplomacia e política internacional, a posição dos EUA em endossar um calendário para a entrada do Brasil na OCDE, que a agência Bloomberg mostrou, mostra o amadorismo do governo Bolsonaro em negociações internacionais.  O jornalista mostra que o Brasil compra briga com os inimigos dos EUA, como Venezuela e outros países, apoiam medidas contra os mesmos países, para tentar ganhar vantagens, no entanto, por enquanto é apenas uma promessa.


Em troca de tudo isso, Trump havia prometido promover o Brasil ao “clube dos ricos”, a OCDE. Uma carta que teria sido enviada ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, o secretário de estado-norte americano, Mike Pompeo, indicou que os EUA, pretende começar a expansão da OCDE, com Argentina e Romênia e teria retirado a proposta inicial de colocar o Brasil na OCDE já em 2020.


Os americanos continuam dizendo ao governo brasileiro que apoiam o Brasil e sua entrada na OCDE, no entanto a realidade em Paris, mostra coisa totalmente oposta.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Trump quebra promessa feita a Bolsonaro e nega apoio ao Brasil na OCDE

O governo dos EUA se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), marcando uma reviravolta após meses de apoio público por parte das principais autoridades norte-americanas.


O secretário de Estado dos EUA, Michael Pompeo, rejeitou um pedido para discutir uma nova ampliação da OCDE, do clube dos países mais ricos, de acordo com a cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, em 28 de agosto e à qual a Bloomberg News teve acesso. Na carta, Pompeo deixou claro que Washington apoia apenas as candidaturas de adesão de Argentina e Romênia.

"Os EUA continuam a preferir a ampliação a um ritmo contido que leve em conta a necessidade de pressionar por planos de governança e sucessão", afirmou o secretário de Estado na carta.


A mensagem contradiz a posição pública dos EUA sobre o assunto. Em março, o presidente Donald Trump, em entrevista coletiva conjunta com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, na Casa Branca, declarou apoiou à entrada do Brasil no grupo de 36 países. Em julho, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

Os EUA apoiam a ampliação comedida da OCDE e um eventual convite para o Brasil, mas estão trabalhando primeiro para as entradas de Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA, que pediu para não ser identificada porque não está autorizada a falar publicamente sobre deliberações políticas internas.
O governo brasileiro não respondeu a reiterados pedidos de comentários. Um funcionário da assessoria de imprensa da OCDE em Paris não fez nenhum comentário imediatamente.

O Brasil apresentou seu pedido de adesão à OCDE em maio de 2017.

--Com a colaboração de Simone Iglesias e Geraldine Amiel.

Repórteres da matéria original: Samy Adghirni em Osaka, sadghirni@bloomberg.net;Justin Sink Washington, jsink1@bloomberg.net


Fonte: UOL

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Esquerda se mantém no poder e direita tem derrota histórica em Portugal

Da Deutsche Welle:

Os eleitores portugueses desafiaram neste domingo (06/10) a tendência europeia e voltaram a eleger uma legenda de esquerda para governar o país. O Partido Socialista, do primeiro-ministro António Costa, venceu novamente as eleições gerais, segundo mostram os primeiros resultados.

Os votos, contudo, não devem ser suficientes para alcançar uma maioria absoluta no Parlamento, dominado por partidos de esquerda. Isso significa que Costa, que deve seguir como premiê do país, continuará dependendo de outras legendas para governar.

Com quase 90% das urnas apuradas, segundo a Secretaria de Administração Interna de Portugal, o Partido Socialista obteve até o momento 37,14% dos votos, seguido do Partido Social-Democrata (PSD), principal legenda de oposição, que tem 29,95%. Na terceira e quarta colocações também há partidos de esquerda, o que significa que o atual premiê não terá dificuldades em formar alianças.


Fonte: DCM



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

The Guardian da Inglaterra, fala de fotos de Bolsonaro com acusado de matar Marielle

O jornal inglês, The Guardian, fez hoje uma matéria dando a devida importância e atenção ao fato que Bolsonaro, tem fotos ao lado de um dos acusados de participar do assassinato de Marielle Franco. O jornal diz que é a segunda vez, que o presidente de extrema-direita é fotografado ao lado de um dos acusados de assassinar Marielle Franco, anteriormente ele foi fotografado ao lado Élcio Vieira de Queiroz, policial acusado de dirigir veículo usado para matar Marielle.
Élcio com Bolsonaro em suas redes sociais


O jornal mostrou a opinião da oposição e de jornalistas sobre o fato e mostra o fato do novo acusado, de participar do assassinato de Marielle, ter fotos ao lado de Bolsonaro e seu filho, Carlos Bolsonaro, Josinaldo Lucas Freitas, professor de artes marciais, acusado de descartar as armas usadas para matar Marielle.
Veja a matéria do The Guardian na íntegra

Mídia alinhada ao golpe esconde do público que Lula é Cidadão de Honra de Paris

Os jornais que participaram da destruição da democracia no Brasil, atuando na deposição ilegal de Dilma e na prisão sem provas de Lula, omitiram de seus leitores que o ex-presidente Lula recebeu ontem o título de Cidadão de Honra de Paris

Lula é agora Cidadão de Honra de Paris. A notícia é destaque em todo mundo, mas foi escondida por toda a mídia conservadora do país, que decidiu esconder de seus leitores o fato de um preso político brasileiro ser honrado com o título de cidadão parisiense. Até o conservador jornal francês Le Figaro deu a notícia com grande destaque.



A notícia foi censurada em toda a mídia responsável pelo golpe contra Dilma Roussef e pela eleição de Jair Bolsonaro, que baniu o assunto das páginas dos jornais, das TVs e sites.
A decisão de Paris representa uma grande derrota para Jair Bolsonaro, que só é presidente porque Lula foi artificialmente barrado da disputa presidencial, para Moro, que operou a farsa judicial, e para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que ajudou a articular a prisão de Lula e, embora tenha apartamento à disposição em Paris, jamais mereceu tal honraria.
O conservador Le Figaro registrou assim a notícia: "A cidade de Paris decidiu na quinta-feira conceder cidadania honorária ao ex-presidente brasileiro Lula, que atualmente está cumprindo pena de prisão, por seu compromisso de reduzir a "desigualdade social e econômica" em seu país".
A Prefeitura de Paris em seu comunicado afirmou que a ação de Lula "permitiu que quase 30 milhões de brasileiros escapassem da pobreza extrema e acessassem direitos e serviços essenciais".
"Lula é conhecido por sua política proativa de combater a discriminação racial particularmente acentuada no Brasil", acrescenta o comunicado, dizendo que "através de seu compromisso político, todos os defensores da democracia no Brasil são atacados."
A carta da Prefeitura destaca ainda a perseguição judicial movida por Moro contra Lula, o posicionamento de parlamentares franceses, juristas e ex-chefes de Estado no entendimento de Lula teve seu direito de concorrer à presidência em 2018 barrado e cita o The Intercept e a revelação de que houve um conluio entre o então juiz e autoridades da Operação Lava Jato para condená-lo e prendê-lo.


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Paris reconhece prisão ilegal de Lula ao lhe conceder título de Cidadão de Honra

Jornal GGN – A Assembléia Municipal de Paris, na França, atribuiu a Luiz Inácio Lula da Silva o título de Cidadão de Honra da Cidade de Paris, reconhecendo, entre outras razões, a prisão ilegal do ex-presidente Lula e seus esforços em defesa dos direitos sociais, da justiça social e da democracia. A homenagem só foi entregue 17 vezes a personalidades presas ou lideranças ameaçadas, como Nelson Madela, Taslima Nasreen e Shirin Ebadi.
O título é concedido pela capital francesa a figuras que lutam pelos direitos humanos, proteção do meio ambiente e justiça social, por exemplo, e aqueles que foram alvos de injustiças ou ameaças de direitos. O órgão considerou que Lula, cumprindo prisão de oito anos e dez meses em Curitiba, deve receber esta honraria.


De acordo com a jurista Carol Proner, o Estatuto de Cidadão de Honra de Paris só foi atribuído outras 17 vezes, desde que foi criado em 2001, “a personalidades ou em perigo por suas opiniões políticas”. “Após Nelson Mandela, Taslima Nasreen ou Shirin Ebadi, Lula obtém a proteção da cidade de Paris e está reconhecido como um perseguido político, que não beneficiou de um processo justo”, informou Proner.


No documento, a Assembléia expõe entre razões para Lula receber este título a prisão ilegal:
“Considerando que sua prisão ocorreu em 4 de abril de 2018 enquanto ele era candidato nas eleições presidenciais e favorito nas pesquisas eleitorais; (…) que resultou em sua inelegibilidade e na necessidade de seu partido mudar de candidato; (…) que o Comitê de Direitos Humanos da ONU ordenou as autoridades brasileiras a assegurar os direitos civis políticos de Luiz Inácio Lula da Silva, notadamente como candidato; (…) que em outra ocasião, Sergio Moro interviu em julho de 2018 para revogar uma decisão de Justiça, que considerava ilegal a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pedindo a sua libertação imediata.”


Frisando a ilegalidade da detenção do ex-presidente e então candidato político, a Assembléia de Paris também destacou “os inúmeros apelos de ex-chefes de Estado europeus, parlamentares franceses e juristas internacionais, denunciando a inconsistência das evidências apresentadas pela promotoria e as condições de detenção de Luiz Inácio Lula da Silva”.
O Conselho de Paris não deixou de fazer referência a um dos responsáveis pela prisão inconstitucional do líder político brasileiro, o ex-juiz Sergio Moro, referindo-se a ele como o “que depois se tornou ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro”, e que foi denunciado pelo jornal investigativo The Intercept, que “revelou que o mesmo juiz teria mantido conversas em particular com os investigadores responsáveis ​​pela Operação anticorrupção da Lava Jato para impedir que Luiz Inácio Lula da Silva se apresentasse às eleições presidenciais de 2018”.
Em nome da Cidade de Paris, caracterizada pelo “empenho constante em favor dos direitos humanos”, a Assembleia concluiu destacando “o engajamento de Luiz Inácio Lula da Silva pelos direitos sociais, a justiça social, a proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, valores compartilhados pela cidade de Paris, e o fato de Lula estar sendo ameaçado por este compromisso, (…) e que por meio da figura de Luiz Inácio Lula da Silva, todos os defensores da democracia no Brasil estão sendo atacados”.


Leia o documento:

Fonte: GGN

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Opinião: Os malditos populistas

Um brasileiro enviado por Deus, um americano brigão e um britânico que enganou o povo e a rainha: esta semana nos mostrou como a democracia está ameaçada em muitos países. E por populistas eleitos, opina Martin Muno.


Mas que dia! No início desta terça-feira (24/09), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sofreu uma derrota na Suprema Corte que teria sido considerada devastadora em tempos normais do passado. Por unanimidade, o tribunal considerou "ilegal, nula e sem efeito" a imposição – iniciada pelo premiê – de uma pausa obrigatória ao Parlamento britânico.
Em tempos anteriores, esse veredito teria significado o fim de qualquer chefe de governo britânico, incluindo o homem que acabou de tomar posse e que tentou, de uma forma escrúpula, dobrar a Constituição tácita, trair a rainha e silenciar o poder soberano – isso é, o Parlamento eleito pelo povo. Mas os tempos são diferentes. Johnson quer permanecer no cargo, e ele – conforme profetizado – permanecerá como premiê por enquanto.
Outra coisa impensável há alguns anos seria a aparição de um presidente eleito que se apresenta como um quase enviado por Deus. No início de seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, Jair Bolsonaro agradeceu a Deus pela oportunidade de "restabelecer a verdade". Ele explicou imediatamente o que entende por isso: "Nossa Amazônia permanece praticamente intocada" e "é um equívoco afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo". No entanto, há algumas semanas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou que a destruição da floresta tropical na Amazônia quase dobrou em um ano.
O segundo discurso nas Nações Unidas também foi bizarro: Donald Trump, o "Grande Mestre do Populismo". Sua caminhada até a tribuna, suas expressões faciais e seu discurso lido de forma monótona – tudo isso demonstra o desprezo que ele tem por essa assembleia da comunidade mundial. E ele diz isso claramente: "O futuro não pertence aos globalistas, mas aos patriotas." Quer dizer, se todos lutam contra todos, todos ficam melhor. O dia foi coroado de forma dramatúrgica com a notícia, após o discurso, de que Trump foi confrontado com um processo de impeachment.
Para ser claro: não se trata aqui de todos os ditadores manchados de sangue que também estavam em Nova York. Trata-se de políticos eleitos que governam países onde ainda existem estruturas democráticas amplas.
Pode-se rir dos políticos arrogantes e expansivos que zombam de qualquer verdade. Esses três homens entre a meia-idade e a velhice não parecem se encaixar no complexo mundo digital do século 21, onde o nerd barbudo deveria ser o arquétipo masculino.
Mas esse não é o caso. Em muitos países trava-se uma luta de populistas contra a democracia, não somente no Reino Unido, Brasil e Estados Unidos. Se houvesse novas eleições na Itália, o extremista de direita Matteo Salvini teria sido eleito o novo primeiro-ministro. Há anos os populistas governam na Hungria, Polônia e República Tcheca. Na França, só o liberal Emmanuel Macron, que governa com truques populistas, impede o surgimento de um governo populista de direita.
E onde quer que governem, eles tomam os mesmos três caminhos para minar a democracia. O primeiro é tentando diluir a diferença entre verdade e mentira, mentindo constantemente e amordaçando a imprensa livre. Isso pode ser feito simplesmente ao não dar crédito, ao falar de fake news ou ao banir e comprar editoras privadas.
A segunda maneira é construindo a imagem do inimigo: sejam minorias, refugiados, migrantes e membros de outras religiões ou, simplesmente, intelectuais. O "nós aqui contra eles lá" é praticamente o martelo na caixa de ferramentas do populismo. E qualquer um que critica Trump, Bolsonaro e companhia é automaticamente colocado fora desse "nós" coletivo.
O terceiro caminho é tentando enfraquecer ou mesmo dissolver as instituições democráticas. Foi aqui que Boris Johnson se posicionou duas vezes: por um lado, silenciando o Parlamento e, por outro, anunciando que não respeitaria as decisões da Câmara dos Comuns.
Mas o caso Johnson, em particular, mostra que as democracias não estão indefesas: é significativo que Brenda Hale – presidente da Suprema Corte, uma mulher instruída, com argumentos calmos, definidos e racionais – tenha ajudado o Parlamento a recuperar seus direitos. A mulher com o broche de aranha freia o impetuoso primeiro-ministro com o poder das palavras. E isso é reconfortante.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Putin declara apoio a Maduro e se diz pronto a impedir golpe de Trump

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou durante o encontro com o líder venezuelano, Nicolás Maduro, que a Rússia apoia o governo legítimo da Venezuela e juntos vão enfrentar tentativa de golpe de Trump

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em encontro com o líder venezuelano, Nicolás Maduro, que a Rússia apoia o governo legítimo da Venezuela. 

Além disso, o presidente russo apoiou o diálogo com a oposição e reforçou que a rejeição do diálogo seria prejudicial e irracional.  "A Rússia apoia de forma consequente todos os órgãos legítimos da Venezuela, incluindo a instituição presidencial e o parlamento. Além disso, apoiamos o diálogo que você, senhor presidente, e o governo mantêm com a oposição. Consideramos qualquer recusa em dialogar como irracional, prejudicial ao país e uma ameaça ao bem-estar da população", afirmou Putin.  
Por sua vez, o presidente venezuelano afirmou que Moscou e Caracas "provaram que em conjunto podem superar quaisquer dificuldades".

Fonte: Sputnik 

Bolsonaro faz declaração de amor a Trump: "I love you"

Bolsonaro fez uma quase inacreditável declaraçao de amor a Trump nesta terça. "I love you" disse o brasileiro num encontro de alguns segundos na ONU. O arroubo não foi correspondido

Jair Bolsonaro e Donald Trump, encontraram-se por alguns segundos nesta terça-feira (24), logo após o discurso do primeiro na Assembleia Geral da ONU e antes da fala do segundo, agora ameaçado de impeachment.

O local, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, foi a chamada “sala GA-200” da ONU, para onde Bolsonaro foi conduzido após o seu pronunciamento. Lá, Trump aguardava para fazer o seu discurso.
Segundo diplomatas que testemunharam a cena, Bolsonaro disse a Trump:
— I love you.
E, como resposta, ouviu:
— Que bom te ver de novo.
O diálogo ficou nisso. Amor não correspondido, pelo visto.


Fonte: Brasil 247

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Vídeo - Bolsonaro espera 1 hora para dar aperto de mão e encontrar Trump por 17 segundos

Revista Fórum: Encontro entre os dois presidentes se deu após o discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU. Trump não assistiu presencialmente à fala de Bolsonaro, pois ficou em um saguão externo, dando entrevistas


Depois de discursar por pouco mais de 30 minutos na abertura da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nesta terça-feira (24), Jair Bolsonaro aguardou cerca de 1 hora para se encontrar com o presidente americano Donald Trump. No entanto, o encontro entre o fã e seu ídolo foi extremamente breve e sem grandes colocações.
Quando Trump apareceu, deu apenas 17 segundos a Bolsonaro, um aperto de mão e uma foto. “Ótimo discurso”, disse Trump ao presidente brasileiro, já logo o dispensando novamente. Trump não assistiu presencialmente à fala de Bolsonaro, pois ficou em um saguão externo, dando entrevistas.


Em um dos momentos de seu discurso, Bolsonaro prestou homenagem ao presidente americano. “Agradeço àqueles que não aceitaram levar adiante essa absurda proposta [espírito colonialista]. Em especial, ao Presidente Donald Trump, que bem sintetizou o espírito que deve reinar entre os países da ONU: respeito à liberdade e à soberania de cada um de nós”, disse.
Confira o vídeo:
Uma das cenas mais patéticas da história da ONU: Bolsonaro ficou 1 hora no corredor esperando Trump passar para conversar, como um fã esperando um ídolo na porta do camarim.

Quando Trump apareceu, deu 17 segundos a Bolsonaro, um aperto de mão e uma foto.
5.080 pessoas estão falando sobre isso

URGENTE: Congresso dos EUA confirma abertura do processo de impeachment de Trump

A presidente da Câmara dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira 24 a abertura do processo de impeachment contra o presidente Donaldo Trump.

Trump é acusado de tentar pressionar a Ucrânia para investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, um possível adversário, e interferir nas eleições de 2020.

“Hoje, estou anunciando que a Câmara dos Deputados está avançando com um inquérito oficial de impeachment. O presidente deve ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei”, declarou Nancy em sessão no Congresso.



"Foi uma violação das responsabilidades constitucionais", disse ainda, em declaração à imprensa, se referindo à conversa de Trump com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em julho.

Trump respondeu no Twitter, se dizendo vítima de perseguição: "Eles nunca viram a transcrição da ligação. A caça às bruxas total!". Em outra postagem, escreveu: "ASSÉDIO PRESIDENCIAL!".

Com isso, Jair Bolsonaro pode perder agora seu principal aliado, a quem bajulou num discurso ultrajante na ONU nesta manhã, quando aguardou uma hora para tentar um encontro e conseguiu 17 segundos para um aperto de mão e uma foto.



Fonte: Brasil 247

Imprensa internacional lamenta o discurso de Bolsonaro: "calamitoso"

Correspondentes estrangeiros ressaltam discurso ultranacionalista de Jair Bolsonaro, que nega fatos comprovados como as queimadas na Amazônia. Correspondente do The Guardian, Tom Phillips, disse que diplomatas jamais imaginariam um discurso "tão arrogante, cheio de bílis e verdadeiramente calamitoso para o lugar do Brasil no mundo" . Leia repercussões

O discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas provocou reações de correspondentes estrangeiros e recebeu cobertura reativa da imprensa internacional, chamada de mentirosa pelo líder brasileiro, apresentado como de extrema-direita por vários veículos. As negativas de Bolsonaro sobre a crise amazônica  receberam amplo destaque, por conta das fotos de satélite, inclusive da Nasa, que registraram o aumento dos incêndios e desmatamento nos últimos dois meses no Brasil.

O jornal espanhol El País ressaltou o “discurso ultranacionalista” de Bolsonaro. O diário francês Le Monde destacou o ataque dele ao líder indígena Raoni, acusado de ser “manipulado por estrangeiros”. Washington Post abriu matéria pelas negativas dele sobre os incêndios na Amazônia, apesar das evidências que levaram à sua “condenação internacional” no mês passado.
O correspondente do jornal britânico The Guardian, Tom Phillips, mostrou surpresa no Twitter com o tom beligerante adotado pelo presidente do Brasil. “Mesmo nos piores pesadelos, não tenho certeza de que diplomatas brasileiros tenham imaginado um discurso de Bolsonaro na #UNGA [Assembleia Geral das Nações Unidas] tão arrogante, tão cheio de bílis e tão verdadeiramente calamitoso para o lugar do Brasil no mundo. #MeDaPenaPorBrasil”, escreveu.
Outro repórter do Guardian, estabelecido no Rio de Janeiro, o jornalista Dom Phillips, também destacou uma linha do discurso do líder brasileiro. “Os ataques sensacionalistas que sofremos por grande parte da mídia internacional devido aos incêndios na Amazônia despertaram nosso sentimento patriótico”, escreveu no Twitter, reproduzindo link da Folha.
O jornalista Vincent Beavis, correspondente do Washington Post na Ásia e que atuou no Brasil pelo jornal americano Los Angeles Times, também acompanhou o pronunciamento do presidente. E escreveu no Twitter: “Agora, o mundo certamente está prestando atenção ao Brasil como um país, talvez mais do que nunca. Mas acho que poucos membros importantes das comunidades liberais e pró-democráticas globais gostarão de Bolsonaro menos hoje do que ontem. Já estava muito claro quem ele é”.
A Reuters distribuiu material destacando que Bolsonaro acusou a mídia de mentir sobre incêndios e que exige “respeito pela soberania do Brasil”. O despacho repercutiu na imprensa europeia, asiática e do oriente médio. O jornal americano The Wall Street Journal ressaltou o tom “desafiador” adotado pelo presidente, que “acusa líderes globais e a mídia de espalhar mentiras sobre a floresta tropical”.

O influente site americano The Huffington Post apontou que Bolsonaro defendeu o desmatamento ao declarar que “a Amazônia não está sendo devastada”.  A reportagem destaca que “o presidente de extrema-direita do Brasil (…) culpou as organizações internacionais de mídia e ambientais por espalharem “mentiras” sobre os incêndios que assolam a floresta amazônica durante um discurso nacionalista que abriu a Assembléia Geral das Nações Unidas na manhã desta terça-feira”.
A Associated Press também destacou as acusações do chefe de Estado brasileiro de que a “mídia está mentindo sobre os incêndios na Amazônia”. O material foi replicado em mais de 2,2 mil veículos globais nos cinco continentes. Já a France Press deu na manchete que o presidente do Brasil “rejeitou a falácia” de que “a Amazônia pertence à humanidade”. O texto ganhou repercussão na Ásia e Europa, sendo reproduzido amplamente em veículos da França, como France 24, Radio France Internationale, Le Figaro e News 24. O argentino Clarín também destacou a denúncia da “falácia” da Amazônia, assim como o La Nación.
Reportagem da Bloomberg, com o título “Mundo deve respeitar a soberania do Brasil na Amazônia, diz Bolsonaro”, relata que no discurso de 30 minutos, o presidente brasileiro enfatizou que “o Brasil está se movendo em nova direção depois de chegar à ‘beira’ do socialismo”.

A agência inglesa BBC destacou a declaração do presidente de que a “floresta amazônica pertence ao Brasil“. No material distribuído logo após o pronunciamento de Bolsonaro, o serviço noticioso britânico relatou que ele adotou um tom “desafiador” perante o parlamento mundial: “É uma falácia dizer que a Amazônia é a herança da humanidade, e um equívoco confirmado pelos cientistas de dizer que nossas florestas amazônicas são os pulmões do mundo”.
Entre diplomatas estrangeiros, também houve estupor com as ameaças de Bolsonaro. O chanceler cubano Bruno Rodriguez rechaçou os ataques do líder brasileiro no Twitter: “Eu rejeito categoricamente as calúnias de Bolsonaro a Cuba. Ele está delirando e anseia pelos tempos da ditadura militar. Deveria cuidar da corrupção de seu sistema de Justiça, governo e família. É o campeão do aumento da desigualdade no Brasil”, disse. 

Fonte: Brasil 247 

Não deu outra: contando mentiras, Bolsonaro protagonizou vexame na ONU

Jair Bolsonaro voltou a usar um versículo bíblico sobre a verdade — João 8:32 — para propagar uma série de mentiras.
Eis algumas:
No discurso da ONU, ele falou que o Brasil esteve sob ameaça de implantação do socialismo.
Insinuou que as escolas estavam sendo usadas para perversão das crianças.

Sugeriu que o programa Mais Médicos, bem avaliado pela população, era uma estratégia para a mudança de regime no país.
Sustentou que a floresta amazônica não está sob ameaça de devastação, apesar do monitoramento por satélite indicar ampliação das queimadas.
Bolsonaro fez um discurso ideológico, como se estivesse em campanha eleitoral.
Na área internacional, elegeu como inimigos Cuba, Venezuela e atacou Emmanuel Macron, sem citar o nome dele.
Também fez seu discurso contra a imprensa e defendeu — é quase inacreditável — a ditadura militar, que teria vencido uma guerra que objetivava acabar com o capitalismo no Brasil.
“Há poucas décadas, tentaram mudar o regime brasileiro e de outros países da América Latina. Foram derrotados. Civis e militares brasileiros foram mortos e outros tantos tiveram suas reputações destruídas, mas vencemos aquela guerra e resguardamos nossa liberdade”, disse.
Bolsonaro levou para a ONU o pior da nossa história, falou com indisfarçável orgulho do terrorismo de estado, que torturou e matou.
Com “reputação destruída”, ele provavelmente estava se referindo a Carlos Alberto Brilhante Ustra, o chefe do DOI-Codi, apontada por mais de uma vítima como um sádico torturador.
Bolsonaro também defendeu os policiais militares, ao destacar que eles são as maiores vítimas da violência no país.
Falando também a seu público, ele mencionou perseguição a cristãos como se fosse um problema brasileiro.
Aqui a perseguição se dá contra seguidores de religiões de matiz africana.
“É inadmissível que, em pleno século XXI, com tantos instrumentos, tratados e organismos com a finalidade de resguardar direitos de todo tipo e de toda sorte, ainda haja milhões de cristãos e pessoas de outras religiões que perdem sua vida ou sua liberdade em razão de sua fé”, disse.
De onde Bolsonaro tirou esse número de que são milhões de cristãos que perdem sua vida?
Possivelmente, é uma contribuição de Damares Alves, a mesma que deve ter soprado a ele outros dados falaciosos.
“Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto. A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas. A ideologia invadiu nossos lares, para investir contra a célula máter de qualquer sociedade saudável, a família”, disse.
Só faltou falar em kit gay, que nunca existiu.
“Tentaram ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo identidade mais básica e elementar, a biológica”, afirmou.
O discurso de Bolsonaro foi ideologicamente forte, uma mensagem para o público de extrema direita do Brasil e do exterior.
Não houve compromisso com a verdade factual.
Como a onda de extrema direita dá sinais de que está passando, Bolsonaro protagonizou uma fala que não resistirá ao tempo.
Ficará na história como o registro de um chefe de estado menor, uma vergonha para o Brasil, o protagonista de vexames em série.

Fonte: DCM