GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Berlim quer barrar planos da Igreja de Edir Macedo

Capital alemã quer impedir que grupo neopentecostal brasileiro adquira uma sede própria na cidade. Subprefeito critica método de captação de doações entre fiéis e diz que falta transparência financeira na igreja.

No coração da praça Leopold, no bairro berlinense de Wedding, que reúne uma alta concentração de imigrantes, fica o imóvel que é alvo de uma iminente disputa entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e a prefeitura do distrito Mitte.
A Universal aluga o local desde 2016, mas agora deseja se tornar a proprietária do imóvel, uma imponente igreja neogótica do século 19. O plano, porém, não agradou as autoridades municipais, que agora tentam impedir a transação.
"A presença da Universal não enriquece nosso distrito e nem a região", afirmou o subprefeito do Mitte, Stephan von Dassel, do Partido Verde. Dassel afirma que o histórico da Universal e seus métodos são incompatíveis com a região. Na sua opinião, a igreja arrecada doações entre seus fiéis com base em falsas promessas de que ao entregar o dinheiro todo os problemas serão resolvidos. Ele ainda critica a falta de transparência sobre a destinação do dinheiro arrecadado.
O braço alemão da Universal está presente em 11 cidades do país, incluindo Frankfurt, Hamburgo, Colônia e Munique. Sua base de fiéis é formada principalmente por imigrantes  brasileiros e africanos falantes do português, mas também alguns alemães e latinos. Sua sede nacional fica em Berlim, na Nova Igreja Nazareth – justamente o imóvel que é alvo da disputa, que foi alugado pela IURD há três anos.
Na praça Leopold, a antiga igreja luterana, tombada pelo patrimônio histórico, se destaca com sua torre de 78 metros de altura. O interior é modesto: no centro do altar há uma cruz e a inscrição em alemão do slogan do grupo religioso "Jesus Cristo é o Senhor". Em algumas janelas, há os típicos vitrais coloridos de igrejas católicas.
Em comparação com os megatemplos extravagantes da Universal no Brasil, a construção pode parecer tímida, mas no contexto arquitetônico da capital alemã, a aparência externa da sede tem uma suntuosidade chamativa.
A Universal local iniciou suas atividades na capital alemã em 2000. Além dos tradicionais cultos, realizados em alemão e português e traduzidos para o inglês, que ocorrem diariamente, o templo possui ainda um centro de ajuda, que propagandeia oferecer assistência a pessoas em busca apoio ou orientação espiritual.
"Em meu conhecimento, essa ajuda é direcionada para que rapidamente muito dinheiro seja doado para a igreja. Como se os problemas existentes se resolvessem sozinhos por meio destas doações", ponderou Dassel.
Sonho da sede própria
Depois de anos alugando outros imóveis, a Universal se mudou para a sede atual em 2016. Parecia ter finalmente encontrado um local ideal para fixar raízes na cidade por meio de uma sede própria. Segundo o pastor Ulices Vidal, a transação é necessária para dar continuidade em melhores condições ao trabalho espiritual e social que a Universal afirma promover.
"Estamos para ficar e as pessoas que nos visitam – seja no inverno quando o frio é muito ou no resto do ano – precisam de condições condignas. Nesse aspeto não somos uma igreja diferente de outras", afirmou.
Nova Igreja Nazareth
Universal aluga Nova Igreja Nazareth desde 2016
A Universal confirmou que a venda da Nova Igreja Nazareth já conta com o aval do atual proprietário, o grupo religioso Comunidade de Deus da Alemanha, que adquiriu o imóvel do distrito de Mitte em 1993, por 440 mil marcos alemães (aproximadamente 400 mil euros em valores corrigidos) 
Durante anos, o templo foi utilizado pela Comunidade de Deus, até a transferência da sede para outra região. Depois disso, segundo o presidente do grupo religioso, Marc Brenner, houve uma tentativa de encontrar junto com a cidade um destino para o prédio. Segundo ele, as conversas fracassaram, e há três anos o grupo decidiu alugar o imóvel para a Universal.
Brenner afirmou que a igreja está à venda há anos e que ficou surpreso com a atual reação das autoridades, que ameaçam entrar na Justiça para impedir a transação. "Não conseguimos esconder nossa decepção sobre o desenvolvimento da situação nos últimos anos e nos últimos meses", ressaltou.
Nem a Comunidade de Deus da Alemanha e nem a Universal quiserem informar o valor do negócio. Mas considerando a explosão atual nos preços dos imóveis da cidade, onde apartamentos de 70 metros quadrados na região da Nova Igreja Nazareth são vendidos por cerca de 350 mil euros (mais de 1,5 milhão de reais), o valor negociado deve facilmente passar de 1 milhão de euros.
A Universal deu sinais de que o dinheiro não parece ser um empecilho para a transação. Mas o desejo do grupo brasileiro de possuir uma sede própria em Berlim deve ser alvo agora de uma batalha judicial, na qual, incialmente, o distrito de Mitte larga com vantagem.
Segundo o subprefeito Dassel, o contrato de venda assinado em 1993 com a Comunidade de Deus tem uma cláusula que prevê que o atual proprietário só pode repassar o titulo do imóvel  com o aval da prefeitura.
E o antigo contrato também prevê que, se o atual proprietário efetuar a venda sem essa autorização, o distrito tem o poder de rescindir o acordo da década de 1990 e recuperar a propriedade da Nova Igreja Nazareth somente devolvendo o valor da transação original – algo que hoje seria uma pechincha para a cidade, considerando a valorização dos imóveis na região.
Jair Bolsonaro, Silvio Santos (R) und Edir Macedo
Edir Macedo, fundador da Universal, esteve também ao lado de Bolsonaro nas comemorações do 7 de setembro em Brasília
Segundo Dassel, caso a Comunidade de Deus e a Universal insistam na transação, a subprefeitura deve acionar a Justiça para fazer valer o contrato assinado em 1993. O subprefeito contou ainda que a prefeitura quer recomprar a igreja, independente do avanço ou não do negócio entre os dois grupos religiosos.
Em relação à recusa do distrito e às críticas de Dassel sobre os métodos da Universal, o pastor Vidal afirmou que as autoridades deveriam conhecer o trabalho do grupo brasileiro antes de assumirem posições negativas. "Em vários países e cidades o trabalho da Igreja Universal é muito bem recebido e elogiado. Aqui não será diferente. Cumprimos a lei e queremos operar dentro do sistema e na comunidade", acrescentou.
Mídia e poder
Fundada em 1977, por Edir Macedo, a Universal está presente em mais de 80 países. No Brasil, o grupo religioso comanda um dos maiores conglomerados de mídia do país, além de ter uma ligação com o partido Republicanos, antigo Partido Republicano do Brasil (PRB), legenda do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo e bispo da Universal.
Macedo nunca escondeu seu desejo de ampliar a influência do grupo e, em um livro lançado em 2008, intitulado O Plano do Poder, chegou a dizer que Deus tinha planos políticos para os evangélicos.
O grupo religioso apoiou abertamente a candidatura de Jair Bolsonaro e permanece como um dos pilares de sustentação do ex-militar. Em 1º de setembro, o presidente chegou a participar de um culto comando por Edir Macedo no megatemplo da Universal em São Paulo. "Se ele [Bolsonaro] for fracassado, nós seremos fracassados como temos sido fracassados por conta dos desmandos, desleixos e injustiças que tivemos nesse país até aqui", afirmou Macedo, durante o culto, logo depois de fazer críticas à imprensa. O bispo esteve também ao lado de Bolsonaro nas comemorações do 7 de setembro em Brasília.

Na ONU, governo se recusa a reconhecer existência da ditadura e choca outros países

do UOL

O governo de Jair Bolsonaro se recusou a reconhecer na ONU a existência de um golpe de estado em 1964 no Brasil, no primeiro gesto público desta natureza no fórum internacional desde a redemocratização.


Num evento realizado pela OAB, relatores internacionais e entidades, o Itamaraty também evitou usar o termo “regime militar” e insistiu em falar de “eventos entre 1964 e 1985”.

A intervenção foi feito nesta terça-feira, num encontro realizado pela OAB, Instituto Herzog e que contou com a presença de relatores internacionais em Genebra. O grupo, dentro da sede das Nações Unidas, denunciava de forma inédita o desmonte dos mecanismos de Justiça, Memória e Verdade por parte do governo de Bolsonaro.



Brasília não mandou nem sequer sua embaixadora na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, ao evento. A ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, está na Hungria. Mas não se deu o trabalho de fazer a viagem até Genebra, poucas horas de vôo da Suíça.

Em nome do Itamaraty, um diplomata declarou que o governo “saúda o debate público sobre os eventos entre 1964 e 1985”.

Uma jornalista mexicana, então, pediu a palavra e questionou o governo com uma pergunta direta: houve ou não houve golpe?

Uma vez mais, o diplomata evitou confirmar a existência do golpe e apenas explicou que já enviou em abril uma carta às Nações Unidas com a posição do governo brasileiro. Nela, o Planalto insiste que os “eventos” de 64 foram “legítimos” e que faziam parte da luta contra o comunismo.

“O presidente reafirmou em várias ocasiões que não houve um golpe de Estado, mas um movimento político legítimo que contou com o apoio do Congresso e do Judiciário, bem como a maioria da população. As principais agências de notícias nacionais da época pediram uma intervenção militar para enfrentar a ameaça crescente da agitação comunista no país”, diz a carta.

“Já enviamos uma correspondência ao relator da ONU”, disse a delegação brasileira nesta terça-feira. “O importante é recordar os eventos e ter um debate público”, insistiu o diplomata, em resposta à jornalista estrangeira. “O que faltou foi um debate publico mais amplo e agora está ocorrendo em nosso país”, completou.



Essa é a primeira vez que o Brasil adota tal comportamento em um evento público dentro da sede da ONU. A posição do governo ocorre dias depois que Bolsonaro teceu elogias ao ditador Augusto Pinochet e depois de seu filho, Carlos Bolsonaro, insinuar nas redes sociais que as “vias democráticas” não estariam dando os resultados desejados ao país.

Em seu discurso em Genebra, o diplomata insistiu que o Brasil “não está numa ditadura pelo voto” e que o presidente foi eleito democraticamente. Ele também garantiu que o estado busca “manter seu compromisso com a democracia”.

O representante do Itamaraty insistiu que a recomendação de Bolsonaro aos militares no dia 31 de março não foi para “celebrar”. Mas sim “recordar” o acontecimento. Segundo ele, tal ato não buscou justificar violações de direitos humanos. “Mas sim abrir um debate mais amplo sobre esse período”.

O governo também se recusou a aceitar que há um desmonte das instituições de Memória. “Não estamos virando as costas para esses temas”, garantiu, lembrando que a crise econômica foi o motivo para a retirada de fundos.

Constrangimento

Sua fala gerou um constrangimento entre os participantes e repercutiu, segundo o UOL apurou, até mesmo em Brasília. Glenda Mezarobba, representante do Instituto Vladimir Herzog, pediu a palavra e respondeu à jornalista mexicana. “Sim, houve um golpe de estado em 1964”, declarou.

Enquanto pessoas na sala balançavam a cabeça diante da resposta do governo, o relator especial da ONU para a Promoção da Verdade, Justiça e Reparação, Fabián Salvioli, fez um alerta: “o passado sempre volta se não for abordado de forma correta”. “Precisamos abordar seriamente e isso significa cuidar das vítimas”, declarou.


Para ele, a atenção aos direitos humanos “é o único caminho possível”. “Caso contrário, em cem anos vamos estar aqui”, alertou. Durante o evento, que ocorreu às margens do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Salvioli lamentou a onda “negacionista” e lembrou da troca de carta entre seu escritório e o governo brasileiro, em abril. “Lamento que, no lugar de gerar uma reflexão positiva, a resposta foi insistir num sério erro”, disse. “É um erro ir contra assuntos universalmente aceitos, como o repudio à tortura. Isso é universal. Dar voltas a essa posição é voltar à Idade Média, e isso é um problema”, atacou o relator.

O UOL revelou que Salvioli fez um pedido para realizar uma missão ao Brasil, justamente para investigar a situação dos mecanismos e a resposta do estado diante da Ditadura. O governo, porém, tem ignorado seu pedido.

Glenda, diante da postura do governo brasileiro, fez um apelo público para que o Planalto permita a viagem do relator. Segundo ela, o governo federal está “virando as costas para as graves violações de direitos humanos” e lembra que foi eleito um presidente que “faz apologia à violência e defende torturadores”.

José Carlos Dias, presidente da Comissão Arns, se disse “indignado” diante da postura do presidente Bolsonaro de fazer “apologia da tortura”. “Precisamos tentar salvar a democracia brasileira”, disse. Segundo ele, os mecanismos de Justiça e Memória “estão sendo boicotados pelo atual regime político brasileiro”, “Nesse momento, estamos vivendo um clima de medo, um clima de autoritarismo. Estou temendo que estejamos alcançando a ditadura pelo voto”, alertou.

Helio Leitão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, não escondia sua indignação. “Esse negacionismo é motivo de muita preocupação”, disse ao UOL, ao terminar o evento. “O que ocorreu hoje aqui é um grave indicativo de que a atual política busca legitimar o golpe de 64. Isso é uma guinada na política externa brasileira e isso crava o último prego nas políticas de verdade e memória do Brasil”, afirmou.

Em sua avaliação, ao se recusar a reconhecer que o Golpe existiu, o governo está fomentando a violência. “Isso é a promoção do extermínio da diferença. A consciência democrática pressupõe a valorização das diferenças. No momento que tenho, partindo do Planalto, uma sinalização inequívoca de legitimação do Golpe Militar e ruptura democrática, o que se sinaliza é uma política de intolerância. Não é por acaso que vemos uma alta na violência da polícia. Isso fomenta mais ódio e violência”, disse.

Segundo ele, as sinalizações do Planalto estão sendo “muito bem compreendidas pelos grupos reaccionários da sociedade e se traduz em violência”. Em seu discurso, Leitão alertou que as “políticas de justiça de transição do Brasil foram desmanteladas nos últimos anos, seja por meio de fundos insuficientes ou a substituição de membros especializados por membros que não tem nem experiência e nem afinidade com o assunto”.

“O governo brasileiro tem insistido reiteradamente numa mudança de narrativa inquietaste sobre as atrocidades cometidas durante a última ditadura, incluindo a instrução aos militares para comemorar o golpe de 31 de março de 1964”, disse.

Leitão destacou o empecilho que representa a Lei de Anistia. “Isso levou à impunidade de vários crimes cometidos pelo estado durante a ditadura”, disse. “Em outras palavras, gera uma instancia de auto-anistia, frente aos agentes do estado que claramente é contrair aos padrões da ONU”, afirmou.

Pedido de Desculpas
Para o relator da ONU, só existe reconciliação entre as vítimas e o estado quando houve um pedido oficial de desculpas pelo crime. Mas ele lamenta que esse não tem sido o caminho. “Se no lugar de pedir desculpas se nega os fatos e se questiona o trabalho da Comissão da Verdade, então as vitimas voltam a ser vítimas. E isso é inaceitável”, declarou.

Para ele, retroceder no reconhecimento dos crimes da ditadura “não é juridicamente possível e nem eticamente válido”. Isso não é aceito pela comunidade internacional que, depois de uma transição, se retroceda”, disse.


(...) 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

"Não é atitude de um presidente": câmera flagra líderes internacionais inconformados com Bolsonaro

"Não é atitude de um presidente": câmera flagra líderes internacionais inconformados com Bolsonaro


Um detalhe importante nesse vídeo feito por uma câmera que acompanhou os bastidores do G7: ele revela o consenso que existiu entre os líderes internacionais ao desaprovar o ato do brasileiro. Bolsonaro, depois dos problemas envolvidos com sua atitude, apagou seus comentários nas redes sociais. E negou que tenha ofendido a esposa de Macron. No entanto, há poucos dias, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a atacar, afirmando que a mulher de Macron "era feio mesmo".

Pois é. Bolsonaro está ACABANDO com a nossa imagem lá fora.

sábado, 7 de setembro de 2019

Filha de primeira-dama francesa responde a Guedes e lança tag em ação contra a misoginia: #balancetonmiso

Tiphaine Auzière mostrou sua incredulidade com as declarações e lançou a tag #balancetonmiso, em francês, para denunciar atitudes misóginas


Em resposta às declarações grosseiras do ministro da Economia, Paulo Guedes, Tiphaine Auzière, filha do primeiro casamento da primeira-dama da França, Brigitte Macron, lançou nesta sexta-feira (6) nas redes sociais uma campanha contra a misoginia.

Com uma cópia impressa de reportagem em que Guedes defende comentário de Jair Bolsonaro, de que a primeira-dama francesa “é feia mesmo”, Tiphaine mostrou sua incredulidade com as declarações.
“Estamos em 2019 e dirigentes políticos têm como alvo o físico de uma mulher também ativa politicamente. Vocês acreditam que isso existe ainda? Ah, sim”, afirma.
Tiphaine então faz um apelo para que as pessoas reajam a esse tipo de declaração. “Temos que reagir, nos engajar dentro das nossas famílias, no nosso trabalho, nas urnas para que todos juntos joguemos fora nossa misoginia”, disse, lançando a tag #balancetonmiso, em francês, para denunciar atitudes misóginas.

Fonte: Revista Fórum

Chegam da Espanha novas informações sobre os 39kg de cocaína no avião de Bolsonaro

do DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

Manoel Silva Rodrigues, o sargento brasileiro detido com 39 quilos de cocaína no aeroporto de Sevilha em junho passado, permanecerá na prisão por ordem do tribunal de instrução.

O militar solicitou liberdade alegando que havia medidas menos pesadas para sua situação pessoal.

Silva Rodrigues estava viajando em um avião da comitiva do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que estava indo para uma cúpula do G20 em Osaka (Japão). Em 25 de junho, fez uma escala em Sevilha e o militar foi preso quando uma mala contendo 37 tabletes de cocaína passou pelo scanner da Guarda Civil.

A análise subsequente mostrou 39 quilos de cocaína de alta pureza e um valor de mercado ilícito de 1,3 milhão de euros.

O juiz, com apoio do Ministério Público Antidrogas, decretou que o suspeito permaneça na prisão provisória sem fiança.

Fontes do caso indicam que o tribunal investiga se Sevilha era o destino final da droga. (…)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Roger Waters diz que Bolsonaro está destruindo o planeta

Roger Waters voltou a se pronunciar contra Bolsonaro. Na tarde desta sexta (6), no Festival de Veneza, onde apresenta fora de competição o longa Us + Them, Waters falou que o populismo torna Bolsonaro uma figura tão aceita no Brasil e que, como Donald Trump, “Bolsonaro está destruindo o planeta”. A informação é do Portal UOL.



“Estivemos no Brasil durante as eleições, não havia possibilidade de não entrar no assunto”, diz Sean Evans, que assina a direção de Us + Them junto de Waters. “É parte da tática de Bolsonaro e de Trump de convencer classes mais desfavorecidas de que eles são seus ídolos, e as pessoas acabam acreditando […] Teria sido impossível para ele não abordar o assunto”, acrescentou.


O longa é um registro de um concerto da mais recente turnê do músico, Us + Them, em 2017, em Amsterdã.


Fonte: Brasil 247

Comediante dos EUA compara Bolsonaro ao Coringa e o acusa de destruição da Amazônia

"Concorrer à Presidência prometendo destruir a Floresta Amazônica não parece algo da vida real. Soa como algo que o Coringa diria", comentou Trevor Noah, do programa The Daily Show


O comediante Trevor Noah, protagonista do The Daily Show, abordou as queimadas na Amazônia em seu último programa, na quinta-feira (5). Nele, o apresentador compara Jair Bolsonaro (PSL) ao personagem Coringa, do Batman, e acusou o presidente a não fazer nada com relação à crise no bioma Amazônia.


“Isso é insano. Concorrer à Presidência prometendo destruir a Floresta Amazônica não parece algo da vida real. Soa como algo que o Coringa diria. E mesmo que ele assumisse o cargo, ele falaria algo como: ‘Ei, quer queimar a Amazônia? Como assim, isso foi algo que eu disse? Era uma piada. Eu sou o Coringa. Mas não é engraçado quando a gente precisa explicar a piada'”, comparou.


“Mas sim. O presidente brasileiro está mais interessado no potencial comercial da floresta do que em proteger a vida. Isso pode explicar porque ele está tão resistente em aceitar ajuda do resto do mundo. Não é porque você quer explorar a Amazônia que significa que todo mundo quer”, prosseguiu Noah.

O apresentador citou também as tensões de Bolsonaro com o presidente francês Emmanuel Macron. “É uma das coisas mais mesquinhas que já vi. Macron disse que o mundo precisa salvar a Amazônia, e em resposta Bolsonaro foi falar de Notre-Dame e da esposa dele. Isso deixará a próxima reunião da ONU muito estranha. Eles terão de colocar Israel e Palestina entre o Brasil e a França para acalmar a tensão”, brincou.


A assembleia-geral da ONU está marcada para o dia 24 de setembro, em Nova Iorque, e o secretário-geral, Antonio Guterres, já afirmou na semana passada que a Amazônia deverá ser um dos temas abordados. O procedimento cirúrgico pelo qual Bolsonaro passará no próximo domingo (8), no entanto, pode ser usado pela equipe do presidente para evitar que ele se exponha no encontro. A cirurgia, que será realizada no dia 8, exige uma recuperação de dez dias, que pode ser expandida para proteger o ex-capitão.


Fonte: Revista Fórum

Há risco de boicote mundial ao discurso de Bolsonaro na ONU

da coluna de LAURO JARDIM, nO Globo:

O Itamaraty teme um boicote a Jair Bolsonaro, que vai abrir a Assembleia Geral da ONU, em virtude das trapalhadas recentes do governo na política internacional. Há o receio de que chefes de Estado, sobretudo europeus, se retirem do plenário ou enviem representantes de terceiro escalão no momento em que Bolsonaro for ao microfone.


Fonte: O Globo

Bolsonaro acumula calote de R$ 1,7 bilhão na ONU

Influenciado sobretudo por doutrinados de Olavo de Carvalho, Bolsonaro e o chefe da diplomacia brasileira, Ernesto Araújo, veem a entidade como inimiga, que tenta impor um governo mundial


Inimigo declarado da Organização das Nações Unidas – a quem acusa de querer impor o “globalismo” -, o governo Jair Bolsonaro acumula um calote de US$ 433,5 milhões, valor que ultrapassa R$ 1,7 bilhão, referente às contribuições obrigatórias dos países que fazem parte do órgão multilateral.


Segundo reportagem de Jamil Chade, no portal Uol, dados oficiais da secretaria-geral da ONU revelam que que, nos oito primeiros meses do mandato, o Palácio do Planalto não destinou nenhum centavo ao orçamento regular da entidade.
Contribuição
Cada país, pelas regras votadas por eles mesmos, paga uma parcela desse orçamento, com base no tamanho de sua economia e nível de desenvolvimento.


Após uma revisão em 2011, a contribuição brasileira passou de 1,4% do total do orçamento da ONU para 2,9%, o décimo maior aportador de dinheiro no sistema. Já o governo americano arca com quase 25% do orçamento da ONU, ainda que, nos últimos anos, também tenha acumulado atrasos.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou diversas vezes tirar o Brasil da ONU, caso fosse eleito presidente. A repercussão negativa fez com que ele voltasse atrás antes mesmo do primeiro turno.
Influenciado sobretudo por doutrinados de Olavo de Carvalho, Bolsonaro e o chefe da diplomacia brasileira, Ernesto Araújo, veem a entidade como inimiga, que tenta impor um governo mundial em uma tese que eles definem como globalismo – ignorando o poder do sistema financeiro internacional e das empresas transnacionais que atuam nesse sentido.

Durante o governo, Bolsonaro já fez diversas ameaças à ONU, como tentar impedir a conferência climática já agendada para acontecer no Brasil. O último ataque, com grande repercussão internacional, mirou a comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet.


Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Itamaraty paga diárias de R$ 11 mil em giro de 33 horas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Reportagem de Hanrrikson de Andrade no UOL:
O Itamaraty pagou US$ 2.729,94 (R$ 11.260) em quatro meias diárias para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e seus dois assessores pelas horas trabalhadas em um bate-volta aos Estados Unidos ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), na semana passada.

A viagem acontece em meio a campanha do filho do presidente Jair Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil em Washington. Eduardo ficou em solo americano por 33 horas na companhia de Ernesto, dos dois assessores do Itamaraty e de Filipe Martins (assessor para Assuntos Internacionais do Planalto), Vicente Santini (secretário-executivo da Casa Civil) e Arthur Weintraub (assessor da Presidência e irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub). Todos viajaram em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

(…)

“Que desastre”: Jornalista da GloboNews se indigna com fala da Guedes sobre Brigitte Macron

Guga Chacra, da GloboNews, descobriu que Paulo Guedes é espelho de Bolsonaro


O comentarista da GloboNews, Guga Chacra se revoltou com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a primeira-dama francesa Brigitte Macron. Guedes defendeu Jair Bolsonaro e disse que o comentário machista do presidente foi normal e verdadeiro. O ministro sempre foi exaltado pela Rede Globo por ser “liberal”, mas demonstrou que embarcou mesmo no bolsonarismo.


“‘É feia mesmo, não é nenhuma mentira’, diz Guedes sobre Brigitte Macron. Inacreditável. Normalizaram a falta de educação e o desrespeito. O ministro da Economia ataca a primeira-dama da França. Sério, o que houve c/ o Brasil? Que vergonha. Que desastre”, desabafou Chacra
Por promover uma agenda liberalizante, Guedes sempre foi poupado pela Globo e pela GloboNews, que tentavam colocá-lo como uma figura sensata e afastada da retórica de Jair Bolsonaro. Seria ele o ponto de sustentação de um governo marcado por declarações polêmicas.
A surpresa de Chacra demonstra que a grande mídia parece ter caído na real de que Paulo Guedes não é um anjo caído do céu, mas um dos comandantes do projeto de Jair Bolsonaro, mais próximo do presidente do que o ídolo midiático Sérgio Moro.



Imprensa de todo o mundo registra repúdio à agressão de Bolsonaro a Bachelet

O ataque de Jair Bolsonaro à ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet repercute fortemente na imprensa internacional. O jornal inglês The Guardian destaca em manchete que ocupante do Planalto insulta a chefe de direitos humanos da ONU ao lembrar da tortura do pai dela pelo regime de Pinochet. Michelle, Alta Comissária da ONU para direitos humanos, havia apontado ’encolhimento da democracia’ no Brasil, em referência aos assassinatos cometidos pela polícia.


Na publicação inglesa, o correspondente Dom Phillips reporta as declarações de Bolsonaro, para quem, sem o ditador, “o Chile hoje seria uma Cuba”.

Os argentinos Clarín, La Nación e Página 12 também dão destaque às críticas de Bolsonaro, à nota de solidariedade de Lula a Bachelet e ao rechaço do presidente Sebastian Piñera.


Na imprensa chilena, jornal La Tercera reproduziu despachos das agências internacionais de notícias e estampou na edição de hoje a posição do Itamaraty, que reafirmou as críticas, mas sem mencionar o ataque de Bolsonaro.

Bolsonaro criticou Michelle Bachelet, após ela apontar "encolhimento do espaço democrático no Brasil". No Facebook, o ocupante do Planalto postou: “Diz [referindo-se a Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”.


Agências

Material da agência espanhola EFE destaca a frase de Bolsonaro a Bachelet: “Se não fosse por Pinochet, Chile hoje seria uma Cuba”. A matéria destaca que o brasileiro a acusou de defender “vagabundos” e a atacou pessoalmente ao mencionar a morte do pai. O texto é replicado em 38 mil veículos estrangeiros de língua hispânica, incluindo Clarin (Argentina), El Mostrador (Chile), La Vanguardia e El Universal (México), El Espectador (Colômbia), ABC (Espanha), e o serviço em espanhol da BBC.

Em outra matéria, a EFE diz que o ex-secretário-geral da OEA José Miguel Insulza criticou Bolsonaro e chamou o brasileiro de “vergonha”. “(Bolsonaro) é uma vergonha para o Brasil e para a região, mas acredito que não há muito o que fazer, senão protestar”, disse Insulza.

Despacho da Reuters fala em “atrito” do Chile com o Brasil. Reproduzido em mais de 2,2 mil sites noticiosos em todo o mundo, incluindo veículos influentes como Huffington Global e o Daily Mail, o texto diz que Bolsonaro reagiu “furiosamente” aos comentários de Bachelet, provocando irritação no Chile, que se assustou com o tom e ataque pessoal à ex-presidenta. Despacho da France Presse também reporta que Bolsonaro atacou Bachelet e pediu desculpas por Pinochet. Segundo a agência francesa, ele a acusou de defender “bandidos”.



Fonte: Brasil 247