GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Mídia alemã já cobra sanções contra o Brasil pelo estímulo de Bolsonaro ao desmatamento

"Dois dos principais veículos alemães, a revista Der Spiegel e o jornal semanal Die Zeit, publicam que “É hora de sanções contra o Brasil”, no título da primeira", informa o jornalista Nelson de Sá, em sua coluna, na Folha de S. Paulo.


“A Europa não deve ficar de braços cruzados enquanto um preconceituoso cético da ciência, movido pelo ódio, sacrifica vastas áreas de floresta para pecuaristas e plantações de soja”, diz a revista.

Num artigo sob o título “Comece onde dói”, o jornal Die Zeit se pergunta: “Que diferença faz cortar o dinheiro para conservar florestas de um governo que não tem mesmo qualquer interesse em conservar florestas?”.



E responde que “seria mais promissor começar num ponto que fere mais: os interesses econômicos de seus exportadores, por exemplo, os fazendeiros que vendem carne e soja em larga escala para metade do mundo”.

Recentemente, Bolsonaro insultou a chanceler alemã Angela Merkel e disse que o Brasil não precisa do dinheiro que os alemães destinam a fundo perdido para a conservação da Amazônia.


Fonte: Brasil 247

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bolsonaro é ridicularizado na TV alemã

Em horário nobre, programa humorístico da principal rede de televisão pública da Alemanha satiriza o governo brasileiro, criticando suas políticas ambientais e agrícolas e o crescente desmatamento na Amazônia.

Borat, bobo da corte e protagonista do clássico de terror Massacre da serra elétrica – essas foram algumas das associações feitas ao presidente Jair Bolsonaro pelo programa humorístico alemão Extra 3, transmitido na noite de quinta-feira (15/08).
Atração de horário nobre da ARD, principal rede de televisão pública alemã, o programa satirizou por quase cinco minutos o governo do presidente brasileiro, criticando principalmente sua política ambiental e o desmatamento na Amazônia.
"Um sujeito que não pensa nem um pouco sobre sustentabilidade e emissão de CO2 é o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o 'Trump do samba'. Mas alguns dizem também 'o boçal de Ipanema'", afirma o apresentador Christian Ehring, em frente a uma fotomontagem de Bolsonaro vestindo a sunga do personagem Borat, criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen.


Bolsonaro é ridicularizado na TV alemã

BRASIL | 



Presidente brasileiro é o "bufão do agronegócio", segundo humorístico

Em horário nobre, programa humorístico da principal rede de televisão pública da Alemanha satiriza o governo brasileiro, criticando suas políticas ambientais e agrícolas e o crescente desmatamento na Amazônia.

Borat, bobo da corte e protagonista do clássico de terror Massacre da serra elétrica – essas foram algumas das associações feitas ao presidente Jair Bolsonaro pelo programa humorístico alemão Extra 3, transmitido na noite de quinta-feira (15/08).
Atração de horário nobre da ARD, principal rede de televisão pública alemã, o programa satirizou por quase cinco minutos o governo do presidente brasileiro, criticando principalmente sua política ambiental e o desmatamento na Amazônia.
"Um sujeito que não pensa nem um pouco sobre sustentabilidade e emissão de CO2 é o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o 'Trump do samba'. Mas alguns dizem também 'o boçal de Ipanema'", afirma o apresentador Christian Ehring, em frente a uma fotomontagem de Bolsonaro vestindo a sunga do personagem Borat, criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen.
"Bolsonaro deixa a floresta tropical ser destruída para que gado possa pastar e para que possa ser plantada soja para produzir ração para o gado", continua Ehring, após mencionar os mais recentes dados sobre desmatamento no Brasil e diante de outra montagem, dessa vez mostrando Bolsonaro com uma serra elétrica nas mãos.
"Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu significativamente e pode continuar aumentando a longo prazo", diz uma voz em off, após aparecer uma foto do líder brasileiro como um "bobo da corte do agronegócio", segurando uma garrafa de pesticida.
O apresentador destaca ainda que o presidente "não se importa nem um pouco" com a suspensão de verbas para projetos ambientais anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente alemão no fim de semana. "Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá tá precisando muito mais do que aqui", afirmou Bolsonaro ao reagir com desprezo ao congelamento dos repasses.
Ehring também fala sobre o acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul, chamando o pacto de um "romance destrutivo". Atrás dele aparece uma fotomontagem retratando o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como uma dançarina sentada em seus braços.
"Bolsonaro ainda demitiu o chefe do próprio instituto que registrou o desmatamento na floresta tropical", ressalta o comediante, referindo-se à demissão de Ricardo Galvão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "E também nomeou a principal lobista da indústria agropecuária como ministra da Agricultura", complementa.
Em seguida, ele apresenta um videoclipe da chamada Bolsonaro-Song, uma paródia da música Copacabana, sucesso nos anos 70 na voz do americano Barry Manilow. O vídeo intercala cenas de Bolsonaro com imagens de cortes de árvores e queimadas na Amazônia, além de atividade agrícola e pecuária.


"O massacre da serra elétrica": sátira associa líder brasileiro a filme de terror
Humorístico conhecido principalmente pela sátira política, o programa Extra 3 tem como alvos principais os dirigentes alemães. Mas líderes internacionais como o americano Donald Trump, o norte-coreano Kim Jong-un, o britânico Boris Johnson e o russo Vladimir Putin também são personagens recorrentes do programa.
Nem sempre a brincadeira é levada na esportiva pelos estadistas. Um dos mais recentes debates provocados pelo Extra 3 foi uma paródia musical com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, veiculada em março de 2016. O caso gerou um desconforto diplomático entre Berlim e Ancara, e o Ministério do Exterior turco chegou a convocar o embaixador alemão no país para explicações.
A controvérsia chegou ao ápice poucas semanas depois, com uma sátira a Erdogan apresentada em outro programa televisivo, dessa vez pelo humorista Jan Böhmermann. O imbróglio foi parar na Justiça e acabou ganhando as capas dos jornais como o "caso Böhmermann".

Fonte: DW

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Juristas estrangeiros estão chocados e pedem anulação de processos de Lula

Eles afirmam que as revelações do escândalo das mensagens divulgadas pelo The Intercept "estarreceram todos os profissionais do direito"


Um grupo de 17 juristas, advogados, ex-ministros da Justiça e ex-membros de cortes superiores de oito países escreveu um texto conjunto em que pede ao  Supremo Tribunal Federal (STF) a libertação de Lula e a anulação de processos a que ele responde na Justiça.
Eles afirmam que as revelações do escândalo das mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, e Sergio Moro, que condenou Lula, "estarreceram todos os profissionais do direito".
"Ficamos chocados ao ver como as regras fundamentais do devido processo legal brasileiro foram violadas sem qualquer pudor", afirmam ainda no texto. "Num país onde a Justiça é a mesma para todos, um juiz não pode ser simultaneamente juiz e parte num processo."
Eles seguem: "Por causa dessas práticas ilegais e imorais, a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade dentro da comunidade jurídica internacional".
Os juristas que assinam o manifesto são de países como França, Espanha, Itália, Portugal, Bélgica, México, EUA e Colômbia.
Entre os signatários está Susan Rose-Ackerman, professora de jurisprudência da Universidade de Yale, nos EUA. Ela é considerada uma das maiores especialistas do mundo em combate à corrupção.
O procurador Deltan Dallagnol já recomendou entrevistas dela, apresentando a professora em redes sociais como "maior especialista mundial em corrupção e seu controle".
O marido dela, Bruce Ackerman, também assina o documento. Ele foi professor do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em Yale. Os dois são amigos há 30 anos.
O magistrado brasileiro chegou a convidar Bruce Ackerman para participar de um seminário no Brasil sobre democracia, corrupção e justiça.
Outros nomes de peso que assinam a carta são o professor italiano Luigi Ferrajoli, referência do garantismo jurídico no mundo, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, que condenou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet por crimes contra a humanidade, Alberto Costa, ex-ministro da Justiça de Portugal, e Herta Daubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça da Alemanha.
O grupo é integrado ainda por ex-presidentes e integrantes de cortes superiores, como Pablo Cáceres, ex-presidente da Suprema Corte de Justiça da Colômbia, e Diego Valadés, ex-juiz da Suprema Corte de Justiça do México e ex-procurador-geral da República.
Moro é o alvo central das críticas. Segundo os juristas, ele "não só conduziu o processo de forma parcial, como comandou a acusação desde o início". "Manipulou os mecanismos da delação premiada, orientou o trabalho do Ministério Público, exigiu a substituição de uma procuradora com a qual não estava satisfeito e dirigiu a estratégia de comunicação da acusação."
"Hoje, está claro que Lula não teve direito a um julgamento imparcial", afirmam. "Não foi julgado, foi vítima de uma perseguição política."
Segundo eles, a luta contra a corrupção é essencial. Mas "no caso de Lula, não só a Justiça foi instrumentalizada para fins políticos como o Estado de Direito foi claramente desrespeitado, a fim de eliminar o ex-presidente da disputa política".
Eles finalizam dizendo ser "indispensável" que os juízes do STF "exerçam na plenitude as suas funções e sejam os garantidores do respeito à Constituição". E pedem que as autoridades "tomem todas as providências necessárias para identificar os responsáveis por estes gravíssimos desvios de procedimento".


Fonte: O Tempo

Alberto Fernandez e Cristina Kirchner derrotam Macri nas eleições primárias na Argentina

Macri concedeu entrevista ao informativo El Destape reconhecendo a derrota. "Dói ver que não tivemos hoje o resultado que esperávamos"


As eleições primárias na Argentina, ocorridas neste domingo (11), mostram que o jogo político na América Latina, que viu a ascensão de governos de extrema direita nos últimos tempos, começa a mudar.


A chapa progressista encabeçada por Alberto Fernandez, com Cristina Kirchner na vice-presidência, derrotou o grupo conservador de direita liderado pelo atual mandatário, Mauricio Macri – apoiado por Jair Bolsonaro. Na primeira parcial, com 58,7% das urnas apuradas, Fernandez/Kirchner obtiverem 47,01% dos votos, contra 32,66% do presidente, que tenta a reeleição.
Macri concedeu entrevista ao informativo El Destape reconhecendo a derrota. “Dói ver que não tivemos hoje o resultado que esperávamos”, disse o atual mandatário argentino.
Cerca de 75% dos eleitores aptos foram às urnas, de acordo com a Justiça eleitoral – 4 pontos percentuais a mais que na última primária presidencial, em 2015. As urnas ficaram abertas das 8h às 18h. Pesquisas de boca de urna mostram a vitória de Fernandez/Kirchner, que teriam atingido porcentual acima dos 45%.


Pelas normas da eleição argentina, há chance de o pleito ser definido já no primeiro turno. Se a chapa mais votada tiver 40% dos votos úteis e 10 pontos percentuais a mais que a segunda colocada, estará eleita. Ou, então, se obtiver simplesmente 45% mais um voto.
As eleições gerais ocorrerão em 27 de outubro. Um eventual segundo turno está marcado para 24 de novembro. O novo governo assumirá em 10 de dezembro.
Paso
As eleições Paso – como são chamadas as primárias na Argenitna – servem como uma pesquisa nacional, mas são obrigatórias para todos os argentinos entre 18 e 70 anos que estão registrados no sistema eleitoral. A participação é optativa apenas para os jovens de 16 e 17 anos e para os maiores de 70 anos.


As eleições são consideradas “abertas” por não exigirem afiliação partidária e terem a participação de todos os cidadãos. São “simultâneas” porque se realizam no mesmo dia em todo o país.
Cerca de 34 milhões de argentinos estão habilitados para votarem nas 185 mil urnas distribuídas pelo país, em mais de 14 mil colégios.


Além de definirem quem serão os candidatos a presidente e vice-presidente, as eleições Paso definem os candidatos para renovar um terço dos senadores (24 cadeiras) e a metade dos deputados (130 cadeiras). Esse tipo de votação – Paso – é realizado sempre no segundo domingo de agosto e funciona como um filtro, pois elimina as candidaturas que não alcancem o piso de 1,5% dos votos.


Fonte: Revista Fórum

sábado, 10 de agosto de 2019

CPI no Paraguai pode atingir PSL e clã Bolsonaro

O Congresso do Paraguai criou uma CPI para apurar a atuação do presidente Mario Abdo Benítez no acordo sobre a venda de energia de Itaipu. A CPI investigará supostos privilégios à empresa brasileira Léros, ligada ao empresário Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP). Para garantir a exclusividade à Leros, o clã Bolsonaro foi associado à empresa


247 - O Congresso do Paraguai criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do presidente Mario Abdo Benítez e do vice-presidente Hugo Velázquez no acordo de renegociação da venda de energia de Itaipu, na fronteira entre Brasil e o país vizinho. A CPI investigará supostos privilégios à empresa brasileira Léros, ligada ao empresário Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP), do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro.


Pelo acordo, que havia sido cancelado, o Paraguai pagaria mais caro pela energia proveniente de Itaipu. Benítez é acusado de traição à pátria por ter assinado com o Brasil um documento que aumenta custos com energia em US$ 200 milhões por ano.
De acordo com o senador Eusebio Ramón Ayala, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), nomeado para compor a comissão, há indícios de que a Léros recebeu tratamento preferencial em relação às demais empresas que demonstraram interesse à Administração Nacional de Eletricidade (Ande, a Eletrobrás paraguaia) em intermediar a venda da energia excedente para o país vizinho.
“Vamos investigar a ata (que sacramentou o acordo), todo o trabalho prévio, consequências e conexões com a Léros”, disse Ayala, integrante da oposição, ao jornal O Estado de S.Paulo.
No Brasil, a Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou uma representaçãona Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna. Parlamentares querem que a PGR investigue denúncias sobre irregularidades na renegociação sigilosa.
A petição ressalta que, "segundo denúncias de jornais paraguaios, houve pressão de lobistas de empresas brasileiras comercializadoras de energia, para que se retirasse do acordo uma cláusula que possibilitaria que a empresa estatal paraguaia ANDE pudesse comercializar o excedente de energia não utilizado pelo Paraguai diretamente no mercado livre do Brasil".



Fonte: Brasil 247

Desmatamento no Brasil bate recorde e governo da Alemanha vai suspender projetos de proteção na Amazônia

a área da foto acima era floresta mas virou plantação de soja

Devido ao forte aumento do desmatamento na Amazônia brasileira, o Ministério alemão do Meio Ambiente decidiu suspender o financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade, anunciou a ministra responsável pela pasta, Svenja Schulze, em entrevista ao jornal Tagesspiegel neste sábado (10/08).

"A política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento", declarou a ministra ao jornal alemão, apontando que somente quando houver clareza, a cooperação de projetos poderá continuar.


Segundo a reportagem, num primeiro passo, trata-se de projetos no valor de 35 milhões de euros (cerca de 155 milhões de reais), provenientes da iniciativa para proteção climática do Ministério do Meio Ambiente em Berlim. De acordo com o órgão, desde 2008, já foram disponibilizados 95 milhões de euros (por volta de 425 milhões de reais) através dessa iniciativa para projetos de proteção florestal no Brasil.

"Embora o governo do presidente direitista, Jair Bolsonaro, esteja comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e de iniciar o reflorestamento maciço, a realidade é outra", escreveu o jornal alemão. "Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário."

O Tagesspiegel escreveu ainda: "A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e para criação de gado. Por volta de 17% da Floresta Amazônica desapareceu nos últimos 50 anos, alertam os pesquisadores, uma perda de 20% a 25% poderia fazer com que o pulmão verde da Terra entrasse em colapso – ameaçando transformar a região numa vasta savana."

Para conter o desmatamento florestal, a Alemanha também apoia o Fundo Amazônia, onde o Ministério alemão da Cooperação Econômica já injetou até agora 55 milhões de euros (por volta de 245 milhões de reais). A suspensão de projetos atinge somente o financiamento do Ministério do Meio Ambiente em Berlim.

Com um volume de quase 800 milhões de euros (por volta de 3,5 bilhões de reais), a maior parcela do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega e, uma pequena parte dele, pela Alemanha. O dinheiro se destina a projetos para reflorestamento, contenção do desmatamento e apoio à população indígena.

Segundo a reportagem do Tagesspiegel, o Ministério do Meio Ambiente em Berlim também defende que a participação alemã no Fundo Amazônia seja revista.



Fonte: DW.com

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Papa Francisco detona desmatamento descontrolado na Amazônia promovido por Bolsonaro

O papa Francisco disse na manhã de hoje que a Amazônia sofre com uma "mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro". Afirmou ainda que o "homem não pode permanecer um espectador indiferente diante dessa destruição, nem a Igreja deve ficar em silêncio".



"A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça; coloca em evidência a conduta predatória com a qual o homem se relaciona com a natureza. Por favor, não esqueçam que justiça social e ecologia estão profundamente interligadas", disse Francisco aos participantes do 2º Fórum das Comunidades Laudato que acontece em Amatrice, cidade italiana do Lácio, na mesma região de Roma.

Segundo a agência de notícias Vatican News, o papa afirmou que aquilo que está acontecendo na Amazônia terá repercussões "em nível planetário".

"Prostrou milhares de homens e mulheres roubados do seu território, que se tornaram estrangeiros na própria terra, retirados da própria cultura e das próprias tradições, quebrando o equilíbrio milenar que unia aqueles povos à sua terra. O homem não pode permanecer um espectador indiferente diante dessa destruição, nem a Igreja deve ficar em silêncio: o grito dos pobres deve ressoar da sua boca", afirmou Francisco.


Fonte: UOL

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Por que o EL PAÍS decidiu publicar as mensagens da Lava Jato vazadas ao ‘The Intercept’

A investigação contra corrupção mais importante da história recente do Brasil merece ter o escrutínio da sociedade


A partir desta terça, o EL PAÍS publica uma série de reportagens sobre a Operação Lava Jato. Tudo tem como base as mensagens privadas trocadas entre os procuradores e também com o então juiz Sergio Moro que chegaram ao The Intercept. A publicação do material em parceria com o site é de evidente interesse público. À luz dos diálogos, o agora ministro da Justiça e o procurador Deltan Dallagnol se tornam protagonistas de uma trama que revela também as zonas cinzentas do funcionamento do Judiciário, onde as linhas que separam o que é ilegal, imoral e legítimo sob os olhos da Justiça e da opinião pública se confundem. Discutir esses limites e o papel das instituições de controle, como os conselhos da magistratura e do Ministério Público, é crucial para a sociedade. É certo que a maior parte do país está orgulhosa dos passos dados pela Lava Jato, mas também é certo que estamos mergulhados em uma feroz polarização política que só será superada se o combate à corrupção for escorado em uma Justiça equânime e respeitosa do devido processo legal, que assim seja reconhecida.


Leia mais no El País

Mensagens mostram que presidente do Paraguai mentiu e sabia de acordo secreto com o Brasil que lesava seu país

O governo do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, enfrenta uma crise política deflagrada pela assinatura de uma ata diplomática com o Brasil prevendo mudanças na distribuição de energia da hidrelétrica de Itaipu, controlada pelos dois países.
No texto, o Paraguai se comprometia a comprar energia mais cara. O pacto firmado em maio deste ano foi mantido clandestino até 24 de julho, quando o presidente da estatal Ande (Administração Nacional de Eletricidade), Pedro Ferreira, renunciou após discordar dos termos.
Benítez, aliado de Bolsonaro, cancelou o acordo para evitar o impeachment, mas os problemas continuam.
Interferências privadas e a precipitação de Jair Bolsonaro em baratear o custo doméstico da energia comprada de Itaipu arrastaram o Brasil para o olho do furacão.

O advogado José Rodríguez González, assessor do vice-presidente Hugo Velázquez, confessou à Procuradoria ter atuado nas negociações entre os dois países para beneficiar a empresa paulista Leros, comercializadora de energia.
O jornal ABC Color teve acesso a mensagens dando conta de que Mario Abdo Benítez sabia tudo o acordo, ao contrário do que vinha falando:
O presidente da República, Mario Abdo Benítez, recebeu pressão do Brasil para assinar o ato secreto de 24 de maio e o contrato regulatório.
Abdo Benítez não estava apenas ciente da seriedade do acordo secreto, como também pediu que ele permanecesse secreto, que nada fosse dito, e continuou insistindo para que o chefe da ANDE assinasse o contrato. Ele até escreveu que a ANDE não era a única coisa importante do Paraguai.

Nosso jornal tem acessado comunicações reveladoras que nos permitem entender as alternativas que cercaram a assinatura do acordo bilateral com a República Federativa do Brasil.
O conteúdo reflete as pressões e ameaças dos brasileiros, mas também as reações das autoridades paraguaias e da ANDE. Portanto, optamos por publicar esses detalhes que chegaram às nossas mãos – eles não são todos e provavelmente refletem apenas uma parte do processo – para que os cidadãos saibam em que ambiente o documento foi assinado.
O acordo foi assinado em segredo no dia 24 de maio em Brasília e reflete o cenário que se aproxima do Paraguai com vistas à renegociação de Itaipu em 2023.
Em 5 de março deste ano, o presidente Mario Abdo Benítez apressava a ANDE para resolver as coisas com a Eletrobrás e a Itaipu.
“PEDRO, apressa solução da ANDE Eletrobras. Está tudo parado. Temos que movimentar a economia, a Itaipu é uma ferramenta. Não se pode ganhar tudo em uma negociação”.
Ferreira respondeu que faria o melhor porque tudo o que os brasileiros impuseram aumentava as tarifas com impactos de até 400 milhões de dólares.
Na terça-feira, 12 de março, uma delegação chefiada pelo presidente viajou para o Brasil. Eles anunciaram que era para a renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, juntamente com Bolsonaro.
Um dia antes dessa data, em 11 de março, o presidente escreveu para Ferreira: “Espero que não briguem entre si em Brasília. Seria a última gota. As pessoas observam e criticam. Se houver diferenças, elas não podem ficar públicas”.
Na mesma data, o ministro da Fazenda, Benigno López, também viajou ao Brasil em 12 de março e informou à imprensa brasileira que o acordo deveria ser “justo e rápido” entre as partes. Lopez participou de um jantar de luxo preparado em São Paulo pelo advogado e empresário Nelson Wiliams. (…)
Na sexta-feira, 5 de julho, às 3h55, o presidente escreve para Ferreira. “O Paraguai não pode ter duas posições diante dos brasileiros. Eu já perguntei a Luis (Castiglioni) o que você me perguntou. E ele concordou em enviar uma instrução escrita sobre a aprovação das atas e as instruções para o Ande. Espero que tudo corra bem e seja cumprido, ou o chanceler não terá autoridade alguma com o Brasil. É muito claro”.
Às 6:57 daquele dia, Ferreira vai mais longe que em todos os dias anteriores e escreve: “Presidente, se for de alguma utilidade, negocie minha cabeça e não o Ande. Eu vou entender e até mesmo apoiar essa posição.”
E acrescenta: “Eu sei o quão difícil é a posição do Presidente, mas não posso assinar algo contrário ao meu país, não conscientemente, e além de tudo algo que acho que vai te prejudicar muito.”
Estes são os documentos vazados para o nosso jornal. Nós ignoramos se depois deste dia houve mais conversas. Pedro Ferreira demitiu-se do cargo em 24 de julho.

Fonte: DCM 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

É preciso investigar esquema de Bolsonaro e PSL em Itaipu

A Ata Bilateral sobre Itaipu foi assinada secretamente em 24 de maio passado pelos representantes das chancelarias do Brasil e do Paraguai.


Referida Ata, que modifica a forma de contratação pela ANDE [Administración Nacional de Eletricidad] da energia de Itaipu para consumo do Paraguai, só foi conhecida devido ao escândalo que quase culminou na abertura de processo de impeachment do presidente paraguaio Mario Abdo Benitez e causou a demissão de autoridades do governo paraguaio, dentre elas o chanceler e o embaixador no Brasil.


Não fosse a denúncia de técnicos da estatal ANDE, um esquema corrupto de negócio já estaria em andamento.

Os termos do acordo, concebidos por agentes privados diretamente interessados no negócio, são uma obra-prima de predatismo e rapinagem de bens públicos: nefastos aos interesses dos 2 Estados nacionais, mas magnânimos com uma empresa vinculada a políticos do PSL.

Ante a crise instalada no país vizinho, Bolsonaro apressadamente concordou com a decisão unilateral do Paraguai de cancelar o acordo. Como justificativa para o rápido e inusitado recuo, ele pretextou preocupação com a estabilidade política do aliado, que poderia ser destituído em processo sumário de impeachment.

A realidade revelada por segmentos da imprensa paraguaia mostra, contudo, que o motivo da pressa do Bolsonaro pode não ter nada a ver com solidariedade política com o presidente paraguaio, mas sim com o objetivo de abafar o caso e evitar que venham a público detalhes de um escândalo de corrupção que envolve seu governo, seu partido e alguns aliados íntimos.


No centro da tramóia está Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio/PSL [líder do Bolsonaro no Senado e aliado fiel da família em SP], que figura nas negociações representando interesses da empresa LEROS.

A LEROS explora jazidas de diamante e nióbio no Brasil. Por coincidência, durante o encontro do G20 em Osaka/Japão, Bolsonaro surpreendeu o mundo numa live patética fazendo propaganda do potencial comercial de nióbio …

A TV Telefuturo do Paraguai apresenta um panorama completo do complicado processo. Na reportagem [aqui], a emissora mostra mensagens de WhatsApp enviadas por José Rodríguez, que se apresentava como assessor jurídico do vice-presidente paraguaio Hugo Velázquez, ao presidente da ANDE, Pedro Ferreira, com instruções sobre os termos da Ata que a estatal deveria incluir.

Nas mensagens prévias à assinatura da Ata, que ocorreu em 24 de maio, o assessor José Rodriguez fazia menção ao “modelo de contrato com uma empresa brasileira” sem, no entanto, nomear qual empresa se tratava.


Em 5 de junho, já com a Ata assinada, o nome da empresa beneficiada aparece em mensagem que José Rodriguez enviou ao presidente da ANDE para solicitar uma reunião, uma vez que “o representante comercial da empresa LEROS do Brasil se encontra no país a fim de dar seguimento ao acordo de compra e venda de excedente de energia ao mercado brasileiro”.

Na mensagem, o assessor do vice-presidente paraguaio sublinha que os representantes da LEROS “vêm em representação da família presidencial do país vizinho”.

Em 15 de julho, José Rodriguez informou o presidente da ANDE sobre o envio, para a LEROS, da carta de intenções para a empresa operar, com exclusividade, o mercado anual de mais de US$ 200 milhões de energia excedente do Paraguai.

Em resposta a Rodriguez, o presidente da ANDE esclareceu que não poderia haver exclusividade para a LEROS, pois a venda da energia excedente deveria se dar mediante procedimento licitatório em busca de melhor preço.

À continuação, Rodriguez enviou mensagem a outro diretor da ANDE recomendando confidencialidade sobre os termos da Ata “devido a que, em conversações com o mais alto posto de mando do Brasil se concluiu que não é o mais favorável, a fim de resguardar o manejo prudencial da informação para que a operação em marcha [o contrato exclusivo com a LEROS] se efetive com o maior êxito” [sic].

Rodriguez justifica a decisão de manter a clandestinidade do negócio uma vez que “a autorização de ambos mandatários [Abdo e Bolsonaro] já se encontra verbalmente acertada”.

Em 12 de julho, um intermediário da ANDE havia enviado por correio postal diretamente a Kleber Ferreira [um dos fundadores da LEROS] e a Alexandre Giordano, o político do PSL – e não ao governo brasileiro – a carta de intenção para a exploração deste negócio.


Em discurso após cancelar o acordo para sustar o processo do seu impeachment, o presidente paraguaio disse que “não vou tolerar a corrupção, que não importa o quanto doa, por causa da proximidade de meus colegas e amigos de luta, isso não nos dá o direito de ter má conduta na administração de coisas públicas. É por isso que ordenei que aqueles que participaram do processo, talvez sem má vontade, sejam removidos do cargo”.

Ou seja: para se salvar, o próprio presidente paraguaio – citado por um operador do seu governo como alguém que “acertou verbalmente” com Bolsonaro o esquema a favor da LEROS – admitiu o esquema de corrupção.

Estamos diante de uma suspeita forte de corrupção que atinge diretamente o gabinete e o partido presidencial [PSL] e que, além disso, põe em risco uma área sensível e estratégica para o Brasil, que é o suprimento de energia elétrica pela Usina Binacional de Itaipu.

É preciso, por isso, investigar a fundo a presença indevida de particulares do entorno do Bolsonaro em negociações que envolvem altos interesses do Estado brasileiro.

É preciso descobrir o que tem por trás da pressa do Bolsonaro em evitar o esclarecimento disso que pode ser um escândalo bilionário de corrupção que o envolve diretamente e a políticos do PSL.



Fonte: Brasil 247

Brasil passa vergonha na Espanha e jornal espanhol mostra corrupção da família Bolsonaro

La Vanguardia, um dos maiores jornais da Espanha, com sede em Barcelona, destaca hoje em reportagem “os esgotos de Bolsonaro”.


Texto assinado pelo enviado especial ao Rio de Janeiro Andy Robinson diz que Bolsonaro é ameaçado cada vez mais por escândalos de corrupção e de ligação com grupos paramilitares (milícias).

A reportagem também trata da Vaza Jato e assinala que Sergio Moro é acusado de ter violado “os princípios da independência judicial” para perseguir o Partido dos Trabalhadores.


Sobre Flávio Bolsonaro, que teve a investigação suspensa por conta do veto ao compartilhamento de dados do Coaf, o jornal informa:

“Há muito a investigar. Portanto, quando o Supremo Tribunal anunciou a suspensão provisória da investigação, muitos se perguntaram se o governo está por trás. “Está mais do que comprovado que Flávio Bolsonaro recebeu dinheiro de parentes de milicianos, de assassinos do crime organizado, e Queiroz aceitou o dinheiro”, anunciou em julho o deputado do PT Paulo Pimenta. “O Supremo Tribunal pediu a todas as instâncias do judiciário que parem de investigar Flávio Bolsonaro e Quiroz. Qual é o medo? Estamos perplexos.”

Para o La Vanguardia, está esmagada a imagem de Bolsonaro e seus três filhos no papel de combatentes contra a corrupção brasileira.



Fonte: DCM

sábado, 3 de agosto de 2019

Senado pode investigar benefícios a clã Bolsonaro em caso que ameaçou impeachment no Paraguai

Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal pode enviar uma comitiva para o Paraguai para acompanhar investigações sobre contrato firmado entre os governos do Brasil e do Paraguai sobre Itaipu, cancelado após ameaças de impeachment a Mario Abdo, presidente paraguaio


A Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal pode enviar uma comitiva para o Paraguai para acompanhar investigações sobre contrato firmado entre os governos do Brasil e do Paraguai sobre Itaipu, cancelado após ameaças de impeachment a Mario Abdo, presidente paraguaio. Segundo a imprensa paraguaia, o governo brasileiro teria acertado modificações em contrato para beneficiar empresa ligada ao clã Bolsonaro.
Segundo a rádio CBN, um integrante da comissão vai pedir o envio de uma comitiva até o Paraguai para investigar o caso que movimenta a política paraguaia. A polêmica envolve o novo contrato da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que teria sido manobrado para beneficiar empresa ligada à família Bolsonaro e teria sido assinado por Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP).


O acordo gerou a renúncia do ministro das Relações Exteriores, Luis Castiglioni, e outras três autoridades do governo, entre eles o presidente da empresa elétrica que comanda o lado paraguaio da Multinacional de Itaipu. Congressistas cogitaram apresentar pedido de impeachment contra Abdo e seu vice, mas este foi “adiado” após o cancelamento do contrato. O governo Bolsonaro considerou este possível impeachment um golpe e tratou de proteger o aliado.



A crise gerada por Itaipu, no entanto, está longe de acabar. Apesar de um acordo garantir que racha do Partido Colorado, de Abdo, não apresente um pedido de impeachment, partidos de oposição, entre eles a Frente Guasú do ex-presidente Fernando Lugo, cogitam bancar o “juízo político”.
Além disso, a relação de Abdo com o vice, Hugo Velázquez, se deteriorou. Velázquez é apontado como forte envolvido na negociação e a relação dele com o presidente se deteriorou.



Fonte: Revista Fórum