GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

Mostrando postagens com marcador Injustiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Injustiça. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Um ano depois, caso Queiroz patina: Flávio Bolsonaro nem sequer prestou depoimento

De Gabriel Sabóia no UOL.


Um ano após ser revelado que o antigo Coaf identificou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em nome de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, o STF (Supremo Tribunal Federal) abre caminho para que o caso volte a ser investigado. Tido como a primeira crise do clã Bolsonaro após a eleição presidencial, a investigação enfrentou uma batalha judicial que envolveu a quebra de 95 sigilos bancários e fiscais e a paralisação de mais de 900 ações contra corrupção no país.


Desde que o caso veio à tona, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se beneficiou de duas decisões de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A turbulência política provocada pela investigação não foi suficiente contudo para que Flávio prestasse de forma espontânea esclarecimentos ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Até hoje o senador não prestou depoimento a promotores e se recusa a falar sobre o assunto quando procurado pela imprensa. Já o ex-assessor só se manifestou por escrito ao MP.


(…)
Em posse do relatório, o MP-RJ agendou para o dia 6 de dezembro do ano passado, a primeira oitiva de Queiroz. Mas o PM não compareceu para prestar esclarecimentos. Na véspera, a defesa dele havia solicitado ao órgão a cópia integral do procedimento investigatório. A Promotoria concedeu o adiamento da data e estipulou o dia 19 daquele mês como a data em que ele deveria comparecer ao órgão.
(…)


PS do DCM: Ao depor por escrito, Queiroz teve tratamento que é dispensado a presidentes da república. Quando ocupava o Planalto e era investigado por corrupção e formação de quadrilha, Michel Temer não era ouvido pessoalmente, sempre por escrito. Queiroz não atendeu a algumas intimações e depois seus advogados acertaram com os promotores que ele poderia responder a um questionário. Foi o que aconteceu. Formalmente, a deferência foi em razão de seu estado de saúde — ele tem câncer. A revista Veja publicou reportagem que mostra que vive em São Paulo — não está internado — e vai de táxi, sozinho, para o hospital no Morumbi onde faz tratamento. A rigor, não impede que deponha.


Fonte: DCM

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Reinaldo Azevedo: Lula foi vítima de excludente de ilicitude no TRF4

Para o jornalista, desembargadores apenas trocaram a pistola pela toga. "O TRF-4 me faz crer que a campanha de 2022 realmente já começou", diz


Resgatando uma das mais famosas medidas de Jair Bolsonaro, que isena policiais que matam em serviço, o jornalista Reinaldo Azevedo avalia que o ex-presidente Lula foi vítima de algo parecido no julgamento do TRF-4 que confirmou sua condenação no caso do sítio de Atibaia e elevou sua pena para 17 anos.


"O julgamento do recurso de Lula pela 8ª Turma do TRF-4 na última quarta (27) nada teve a ver com direito, leis, Constituição e outros substantivos que afastam a barbárie em benefício do pacto civilizatório", diz ele. "O que se viu no tribunal foi um concerto de vontades em favor de uma forma especial de excludente de ilicitude".
"Os magistrados e o representante do Ministério Público Federal deram a entender que tudo é permitido a quem acusa e julga", diz ainda. "O TRF-4 me faz crer que a campanha de 2022 realmente já começou", finaliza o colunista na Folha de S.Paulo. Leia aqui a íntegra.

Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Colunista do Globo denuncia o vale-tudo judicial contra Lula

A perseguição do TRF4 contra o ex-presidente Lula foi tão escancarada desta vez que até mesmo um dos principais colunistas políticos do jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco, apontou as contradições e as falhas evidentes do julgamento desta quarta-feira


Contra o ex-presidente Lula, não há lei. O que existe é um vale-tudo, uma baderna, uma zorra judicial. Esta é essência do artigo do jornalista Bernardo Mello Franco, um dos principais colunistas do Globo, que, nesta quinta, publica o artigo Contra Lula, está liberado.


"No fim de outubro, o Ministério Público Federal pediu a anulação da sentença por outra razão. Em parecer enviado ao TRF-4, o procurador Maurício Gerum citou decisão recente do Supremo Tribunal Federal. A Corte decidiu que os réus delatados têm direito a falar depois dos delatores, o que não ocorreu na ação contra Lula", escreve o jornalista.


"Há duas semanas, o TRF-4 anulou outra sentença em que Hardt copiou e colou frases de um colega. O caso envolvia uma ex-prefeita do interior do Paraná, e o desembargador Leandro Paulsen aproveitou para passar um sermão na juíza", prossegue Mello Franco.
"Os dois episódios sugeriam que a condenação do ex-presidente também seria anulada. Ontem deu-se o contrário, e ele ainda teve a pena aumentada. O Ministério Público recuou do próprio parecer, e o TRF-4 deixou de ver o plágio como uma prática desabonadora. No julgamento, o procurador Gerum ainda acrescentou uma nova acusação ao réu. Lula seria culpado pelo 'grave desequilíbrio político que permite que hoje se chegue ao cúmulo de se dar alguma atenção a ideias terraplanistas”.

Fonte: Brasil 247

domingo, 24 de novembro de 2019

Lava Jato gasta R$ 19 milhões apenas neste ano e Aras pede auditoria

De O Globo.


Augusto Aras vai dar um freio de arrumação na Lava-Jato.
Nas conversas que tem tido dentro da PGR que agora comanda, Aras diz que fará uma auditoria em todas as operações. Acha que está sendo gasto dinheiro demais (neste ano, só de diárias e passagens aéreas já foram R$ 19 milhões) sem uma medição dos resultados concretos.
(…)

Vaza Jato: Moro alterou seu próprio padrão de atuação ao divulgar áudios de Lula

Pesquisa realizada pela força-tarefa da Lava Jato indica que o então juiz não deu publicidade a outros casos semelhantes em que houve escuta telefônica


O ministro da Justiça Sérgio Moro, quando era juiz, quebrou seu padrão de atuação ao divulgar áudios do ex-presidente Lula. A revelação foi feita em mais uma reportagem da Vaza Jato, publicada neste domingo (24), em matéria de Ricardo Balthazar, da Folha de S.Paulo, e Rafael Neves, do The Intercept Brasil.
A reportagem diz que “um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.


Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, um levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.
“O levantamento da Lava Jato, que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo. Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito”, diz a reportagem.
Outro detalhe revelado pela Vaza Jato é que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mentiu e manipulou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dallagnol disse a ele que era padrão de Sérgio Moro liberar o sigilo das gravações.
Defesa
O levantamento do sigilo das investigações, acrescenta a matéria, “é um dos fatos apontados pelo habeas corpus que a defesa de Lula apresentou ao STF para questionar a imparcialidade e Moro como juiz nas ações em que o petista foi condenado. O ex-presidente pede que o tribunal declare a suspeição de Moro e anule os processos contra ele”.


Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Após coagir porteiro, Sergio Moro agora quer federalizar caso Marielle

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (21) que a menção ao nome do presidente Jair Bolsonaro na investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes "é um total disparate".



Ele defendeu a federalização da investigação do caso, sob análise do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e usou como um dos argumentos o depoimento do porteiro que citou o presidente.

"Esse é um caso que tem que ser investigado com neutralidade, dedicação e sem politização. Essa questão do envolvimento do nome do presidente nisso aí, para mim, é um total disparate. Uma coisa que não faz o menor sentido. O que se constatou foi um possível envolvimento fraudulento do nome do presidente", afirmou Moro, em entrevista à rádio CBN.



"Vendo esse novo episódio, em que se busca politizar a investigação indevidamente, a minha avaliação é que o melhor caminho para que possamos ter uma investigação exitosa é a federalização", declarou o ministro.

A federalização do caso foi solicitada pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Para ela, a manutenção do inquérito com a Polícia Civil do Rio de Janeiro pode gerar novos “desvios e simulações”.

O nome do presidente foi mencionado em depoimento por um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde moraram Bolsonaro e o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado no crime.



O funcionário afirmou em dois depoimentos à Polícia Civil no início de outubro que foi "seu Jair" da casa 58, de Bolsonaro, quem autorizou a entrada do ex-policial militar Élcio de Queiroz, também acusado no crime, no condomínio no dia do crime. As investigações apontam que os dois réus se encontraram ali antes de assassinar Marielle e Anderson.




A citação ao presidente, porém, logo foi considerada equivocada na investigação. Isso porque, no dia do crime, Bolsonaro estava na Câmara, em Brasília. Além disso, perícia do Ministério Público em gravação da portaria apontou que quem autorizou a entrada de Elcio naquele dia foi Ronnie Lessa.

À Polícia Federal nesta terça (19), o funcionário do condomínio mudou sua versão e disse ter se enganado.



Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A mando de Bolsonaro, Moro inicia nova ofensiva contra Lula

Sérgio Moro, o ex-juiz que foi o algoz do presidente Lula e reponsável por sua prisão, foi acionado por Jair Bolsonaro para pôr em prática uma estratégia de novas perseguições e enfrentamentos contra o ex-presidente



O Palácio do Planalto decidiu escalar Sérgio Moro, o ex-juiz que foi o algoz de Lula e responsável pela prisão do ex-presidente para pilotar a estratégia de enfrentamento e perseguição contra o líder das forças populares e progressstas brasileiras. 
O ministro da Justiça do governo de extrema-direita está confrontando a decisão do STF de proibir a prisão após condenação em segunda instância e vai exercer pressão sobre o Congresso Nacional para reverter a decisão da Suprema Corte através de uma emenda à Constituição.   
Reportagem do jornalista Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo aponta que Bolsonaro acionou Moro para reagir a Lula e liderar as pressões políticas e legislativas contra a decisão do STF sobre prisão após condenação em segunda instância.  
Desde a decisão do Supremo pelo veto à prisão em segunda instância na quinta-feira (7), com a consequente soltura de Lula na sexta (8), o tom dos ataques do governo Bolsonaro a Lula tem subido. 
Essa escalada não deve parar, indica a reportagem.  Bolsonaro sentiu o impacto das declarações de Lula depois que o líder petista saiu da prisão. 
Em discurso perante uma multidão no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo no sábado (9) e declarações nas redes sociais, Lula criticou o governo, as politicas antipopulares de Bolsonaro e Paulo Guedes e avisou que vai à luta para defender os ingeresses do povo brasileiro.   


Segundo a reportagem, Bolsonaro vai ampliar a resposta e seus ministros também. Moro então entra em cena com posicionamentos mais fortes e assumindo a posição de algoz de Lula e duro crítico da corrupção. 
Essa atuação de Moro é de grande importância para o Planalto. Interlocutores de Bolsonaro avaliam que Moro teria mais legitimidade para mobilizar protestos contra Lula e agir contra a sua própria suspeição ao julgar e condenar Lula. 
A suspeição de Moro será julgada pelo STF.   A defesa do ex-presidente Lula questiona a imparcialidade de Moro na condução da Lava Jato. O caso deve ser julgado neste mês na Segunda Turma do Supremo. Esse julgamento, que pode anular a condenação do tríplex, tornaria Lula novamente elegível, o que representaria uma ameaça a Bolsonaro em 2022.


O governo de Bolsonaro teme que o STF decida pela suspeição de Moro. A mais alta corte do país está inconformada com os ataques que sofre do próprio ocupante do Palácio do Planalto. O decano do STF, Ministro Celso de Mello, declarou - a respeito de um vídeo em que Bolsonaro atacou os ministros do STF como hienas -  que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.


Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A mando de Moro, PF fecha o cerco contra porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle

Em mais uma demonstração de uso político da corporação pelo ministro Sérgio Moro, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar se o porteiro que afirmou que um dos suspeitos de matar Marielle Franco foi à casa de Jair Bolsonaro (PSL) poucas horas antes do crime cometeu os crimes de obstrução da Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa


A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar possíveis crimes por parte do porteiro que afirmou que um dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi à casa do presidente Jair Bolsonaro (PSL) poucas horas antes do crime.
A PF atendeu a um pedido do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. A requisição é consequência de um ofício no qual o ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias da citação ao presidente. O ofício foi remetido ao MPF-RJ na última quarta-feira (30) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o MPF no Rio requisitou o inquérito para esclarecer se o porteiro cometeu os crimes de obstrução da Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa. Também será investigado se o porteiro caluniou ou difamou o presidente da República, crime previsto no artigo 26 da lei de Segurança Nacional.
Segundo o depoimento do porteiro, ao interfonar para a casa de Bolsonaro, um homem com a mesma voz do presidente teria atendido e autorizado a entrada. O suspeito, no entanto, teria ido a outra casa dentro do condomínio —a de Ronnie Lessa, outro acusado de ter matado a vereadora.


Fonte: Brasil 247


🎥PF invadiu cela de Lula com intimação às 6h da manhã

Ex-presidente Lula chamou ação da Polícia Federal de "palhaçada" em entrevista a Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania. "Você acredita que entraram ontem na cela que eu estou 6 horas da manhã? Como se tivessem fazendo uma coerção!", disse (assista)


A Polícia Federal invadiu a cela onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso às 6h desta terça-feira 6. A denúncia foi feita pelo próprio Lula, em entrevista a Eduardo Guimarães, editor do Blog da Cidadania (assista abaixo).
"Você acredita que entraram ontem na cela que eu estou 6 horas da manhã? Como se tivessem fazendo uma coerção!", disse Lula, que chamou a ação de "palhaçada".

O objetivo era entregar uma intimação para Lula depor às 10h em ação que buscava prender a ex-presidente Dilma Rousseff. 
Para a defesa de Lula, a ação é uma demonstração de força da PF. Segundo os advogados, por Lula estar preso, não precisa de uma intimação para prestar depoimento.
Assista:



Fonte: Brasil 247

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Alçado por Bolsonaro, Aras quer 60 dias de férias para procuradores

O procurador-geral ainda ameaçou o Congresso caso não aprove a medida


O procurador-geral da República, Augusto Aras, diz que a carga de trabalho dos membros do Ministério Público é “desumana” e defendeu a permanência das férias de 60 dias para procuradores. O Congresso tenta diminuir esse período para 30 dias, e um projeto será enviado ao governo nesta quarta-feira (6).
“A carga de trabalho de cada membro torna-se até certo ponto desumana até porque seu quadro de pessoa permanece deficitário há muito tempo, forçando substituições ou ausência do MP em locais importantes do imenso território que ele tem de estar presente”, diz um trecho da nota de Aras, apontando que, “algumas vezes”, alguns procuradores atendem mais de 500 processos.
A redução do período de férias para membros do MP faz parte de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa. Em nota, o indicado de Jair Bolsonaro (PSL) diz que os membros do MP são “agentes políticos” e os compara a parlamentares e chefes do Poder Executivo e que, por isso, “não podem estar submetidos a jornadas de trabalho pré-estabelecidas”. O procurador-geral ainda ameaçou o Congresso caso aprove a medida.
“Caso o Parlamento pretenda levar adiante a redução das férias, é provável que tenhamos que discutir, também, a necessidade de se estabelecer jornada de trabalho e férias de 30 dias para os membros dos Poderes Legislativo e Executivo – o que seria o caos na vida nacional”, alerta.


Fonte: Revista Fórum

domingo, 3 de novembro de 2019

Pedro Doria questiona independência do PGR indicado por Bolsonaro

Por Márcia Guimarães na Revista Fórum

O escritor e colunista d’O Globo e do Estadão, Pedro Doria levantou suspeita sobre a conduta do procurador-geral da República, Augusto Aras, empossado por Jair Bolsonaro. O jornalista lembra que a PGR arquivou o processo em que o presidente é citado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.


“O PGR escolhido pelo PR arquivou um processo que envolvia o PR ou familiar. Arquivou com base numa perícia que não tem a assinatura de um perito criminal profissional. E as provas que têm de ser periciadas estão sob a custódia do PR. Se isto não é inacreditável, o que é?”, questionou Doria.


Mais cedo, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Rio de Janeiro (SINDPERJ) informou que a perícia técnica oficial não foi acionada para analisar a gravação apreendida no condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente possui casa e foi citado por um porteiro sobre a morte de Marielle. “Lamentamos que um evento de grande importância criminal para o país, que envolveu até o Presidente da República, venha a ser apresentado sem o devido processo de comprovação científica. Uma prova técnica robusta e incontestável só pode ser produzida com respeito à cadeia de custódia e com a devida Perícia Oficial da mídia original e do equipamento original no qual foi gravada”, criticou o sindicato.


(...)

Certo da impunidade,Bolsonaro tira sarro de crime de obstrução de Justiça que cometeu

Jair Bolsonaro tripudiou, na noite deste sábado, da investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, em andamento há um ano e oito meses na Polícia Civil do Rio de Janeiro, segundo aponta reportagem do jornal Valor Econômico.


Em um segundo passeio na moto nova que buscou nesta manhã na concessionária, ele provocou, em tom de ironia: "Cadê Globo, já acharam quem matou a Marielle?", questionou o presidente. "Foi eu mesmo, ou não?", completou, dando risada.

Neste sábado, pela manhã, Bolsonaro confessou o crime de obstrução judicial. "Nós pegamos [a gravação], antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha", afirmou.



Os dois principais suspeitos de assassinar Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, são milicianos de uma organização que tem ligação com a família Bolsonaro. Diante do crime confessado ontem, a oposição prepara um pedido de impeachment.


Fonte: Brasil 247

sábado, 2 de novembro de 2019

Entidade de peritos diz que não foi acionada para periciar escândalo que envolve Bolsonaro na morte de Marielle

A entidade, que é subordinada à Polícia Civil do estado carioca, conta com peritos criminais especializados em perícias de informática e de áudio e imagem


O Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Rio de Janeiro (SINDPERJ) informou que a perícia técnica oficial não foi acionada para analisar a gravação apreendida no condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) possui casa e foi citado por um porteiro no caso do assassinato de Marielle Franco.
A entidade, que é subordinada à Polícia Civil do estado carioca, conta com peritos criminais especializados em perícias de informática e de áudio e imagem. Contudo, a perícia do CD apresentado pelo síndico do condomínio foi realizada por técnicos do Ministério Púbico, ou seja, não houve sequer a apreensão dos equipamentos do sistema de portaria.
“Lamentamos que um evento de grande importância criminal para o país, que envolveu até o Presidente da República, venha a ser apresentado sem o devido processo de comprovação científica. Uma prova técnica robusta e incontestável só pode ser produzida com respeito à cadeia de custódia e com a devida Perícia Oficial da mídia original e do equipamento original no qual foi gravada”, criticou o sindicato.


Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

MP nem sequer fez perícia no computador de onde saíram áudios que supostamente desmentem o porteiro

O Ministério Público do Rio informou que precisa de autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para periciar “o sistema” dos áudios que supostamente desmentem o depoimento do porteiro que mencionou Jair Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco.



A reportagem da revista Veja cita a matéria do jornal Folha de S.Paulo que "revelou que o MP não analisou a possibilidade de os arquivos terem sido apagados ou renomeados antes de serem entregues aos investigadores."

A matéria da revista ainda sublinha que "o MP nega e afirma que não constam indícios de adulteração nos arquivos recebidos em CD pelo órgão no dia 15 deste mês – mas informa que o computador de onde saíram os arquivos não foi analisado.“Esse CD é compatível com a planilha física. Nada impede que o sistema seja periciado como um todo tão logo tenha autorização do STF”


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Promotora do caso Marielle é bolsonarista e postou foto com deputado que quebrou placa da vereadora

Uma das promotoras do Ministério Público do Rio de Janeiro responsável pela investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes é assumidamente bolsonarista e já postou foto ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), um dos responsáveis por quebrar a placa que fazia homenagem à vereadora.

Publicações da promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho que denunciam seu alinhamento pró-Bolsonaro foram compartilhadas pelo jornalista do Intercept Brasil, Leandro Demori, nesta quinta-feira (31). Uma das postagens da promotora no Instagram, que é fechado, relata seus sentimentos no dia em que Bolsonaro assumiu a presidência. Veja abaixo. É chocante:




Abaixo está a procuradora que investiga o assassinato de Marielle ao lado do deputado que QUEBROU A PLACA de Marielle:




Fonte: Revista Fórum

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

URGENTE: Bolsonaro aciona Moro para tomar novo depoimento do porteiro e “afastar este fantasma”

Na Arábia Saudita, Bolsonaro diz que falou com Sergio Moro para tomar depoimento do porteiro para que uma possível hipótese de que ele seja "mentor da morte de Marielle seja enterrada de vez”


Em visita à Arábia Saudita, Jair Bolsonaro anunciou que vai usar o aparelho do Estado para “afastar o fantasma que querem colocar no meu colo”, sobre o envolvimento dele como “mentor” do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ). O presidente afirmou que já acionou o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, para tomar depoimento do porteiro que teria envolvido seu nome.
“Estou conversando com o ministro da Justiça para a gente tomar, via PR, um novo depoimento desse porteiro para esclarecer de vez esse fato, de modo que esse fantasma que querem colocar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez”, disse Bolsonaro na madrugada desta quarta-feira (30) – no horário de Brasília -, segundo informações da BBC Brasil no Twitter.
Bolsonaro já levantou a tese de que “o porteiro ou se equivocou, ou não leu o que assinou”. “Pode o delegado ter escrito o que bem entendeu e o porteiro, uma pessoa humilde, ter assinado embaixo”, disse, acusando mais uma vez o envolvimento do governador fluminense, Wilson Witzel (PSC-RJ).
“Nós sabemos que (porteiros) são pessoas humildes, que quando são tomadas depoimento, sempre ficam preocupadas com algo. O porteiro está sendo usado pelo delegado da Polícia Civil, que segue ordens do Sr. Witzel governador.”
Aos berros
Em uma live transmitida na noite desta terça-feira (29), em que se mostra totalmente descontrolado, Bolsonaro se mostrou completamente abalado com as revelações trazidas pelo “Jornal Nacional”, da Globo, na noite desta terça-feira (29), que o associam ao assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018.
“Eu não deveria perder a linha, sou presidente, mas confesso que estou no limite com vocês”, disse, após inúmeros berros, em referência à Globo, principal alvo de seus ataques.
“Vocês, TV Globo, o tempo todo infernizam minha vida, porra! Agora Marielle Franco, querem empurrar em cima de mim? Seus patifes! Canalhas! Não vai colar! Não tinha motivo pra matar ninguém no Rio de Janeiro”, disparou.


Segundo a reportagem da Globo, Élcio Queiroz, ex-policial militar, teria afirmado à portaria do condomínio em que morava o presidente que iria para a casa de Jair Bolsonaro, mas se dirigiu a casa de Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos contra Marielle, que fica no mesmo condomínio. Segundo depoimento do porteiro que estava na guarita, uma pessoa identificada como “Seu Jair” autorizou a entrada de Élcio no mesmo dia do assassinato da vereadora. Saiba mais aqui.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Moro vai visitar Rosa Weber antes de seu voto decisivo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, será recebido nesta quinta-feira (24) às 13h30 no Supremo Tribunal Federal por Rosa Weber, ministra a quem serviu como juiz auxiliar no julgamento do chamado ’mensalão’.

A ministra do STF tem o que talvez seja o voto mais imprevisível sobre a constituicionalidade ou não da prisão em segunda instância. Na sessão desta quarta-feira (23), o placar ficou em 3x1 a favor da execução das penas após condenação em segunda instância.

Quatro ministros já votaram: Marco Aurélio contra, e Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, a favor.



Rosa Weber também é relatora de uma ação da Procuradoria Geral da República que derruba portaria assinada por Moro em julho que permitia a deportação sumária de estrangeiros considerados perigosos.



Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Globo divulga fake news sobre liberdade de Cunha para pressionar STF

Na tentativa de pressionar o STF a decidir pela Constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância, o Valor Econômico, do Grupo Globo, aponta que uma eventual decisão pela ilegalidade da medida pode beneficiar o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), o que é "rigorosamente falso", de acordo com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay


O Supremo Tribunal Federal analisa nesta quarta-feira (23) a Constitucionalidade ou não do cumprimento de penas após a condenação em segunda instância jurídica. Se a Corte decidir que condenado só deve ir para a prisão depois que se esgotarem todos os recursos judicias, ou seja, até o trânsito em julgado do processo, a medida pode libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, também podem sair da cadeia o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o ex-ministro José Dirceu.


O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, critica a abordagem da prisão em segunda instância pela imprensa tradicional. 
"Lamentavel as notícias falsas veiculadas hoje em vários jornais sobre o alcance da decisão do Supremo nas ADCs. Por exemplo o destaque dado a liberdade do Eduardo Cunha, dentre outros, que é rigorosamente falso. É bom frisar, inclusive, que seria crime se fosse com fins eleitorais", diz. 
"Por enquanto, não é crime fake news com o fim de influenciar decisão judicial. Mas já é crime de abuso de autoridade. Mas o mal jornalismo está aproveitando a vacatio legis pra cometer crimes impunes. O assunto é muito grave e merece ser tratado com seriedade. Art. 29. Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, fiscal ou administrativo com o fim de prejudicar interesse de investigado:  Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa", acrescenta. 
Ainda segundo o Valor,  o STF "pode adotar solução intermediária, determinando o início do cumprimento de pena após o trânsito em julgado na terceira instância". 


Fonte: Brasil 247 

sábado, 19 de outubro de 2019

Vaza Jato: Moro direcionava operações da PF sem a solicitação do Ministério Público

Além das relações de proximidades e interferências nas investigações da operação Lava Jato, o ex-juiz Sérgio Moro também direcionava ações da Polícia Federal mesmo sem ser provocado pelo Mnistério Público. Essa ação do atual ministro da Justiça é ilegal. Os episódios em que Moro ordena irregularmente buscas foram publicados pelo The Intercept neste sábado (19).


De acordo com as mensagens de conversas pelo Telegram obtidas pelo site, os policiais federais sabiam que o que Moro fazia era ilegal e brincavam com a situação. “Russo deferiu uma busca que não foi pedida por ninguém…hahahah. Kkkkk”, escreveu Luciano Flores, delegado da PF alocado na Lava Jato, em fevereiro de 2016, em grupo que reunia procuradores do Ministério Público federal e integrantes da PF.
Russo é o apelido de Moro entre os investigadores da Lava Jato. A informação de que juiz ordenava uma ação da PF sem o pedido do Ministério Público causou surpresa em outras pessoas que faziam parte do grupo. “Como assim?!”, respondeu Renata Rodrigues, delegada da PF trabalhando na Lava Jato. Flores respondeu: “Normal… deixa quieto…Vou ajeitar…kkkk”.


Outros diálogos mostram também que Moro auxiliou no planejamento da operação, tendo direcionado quais materiais deveriam ser apreendidos, o que viola o sistema de acusação.


Fonte: Revista Fórum

domingo, 6 de outubro de 2019

Bolsonaro chamou chefe da PF fora da agenda após indiciamento de ministro do Turismo

"Em audiência que não estava prevista na agenda oficial, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no fim da tarde desta sexta-feira o diretor-geral da Polícia Federal , Maurício Valeixo. Segundo registro no site do Palácio do Planalto , incluído posteriormente, o encontro ocorreu às 17h. Pela manhã, a PF indiciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, pelo uso decandidaturas-laranja no PSL em Minas Gerais. No mesmo dia, ele foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral do Estado", informa o jornalista Gustavo Maia, em reportagem publicada no Globo.


Bolsonaro disse que eles trataram de "tudo que você possa imaginar", sem um assunto específico. "Trocamos informações de tudo que acontece no Brasil", afirmou. Horas depois, Bolsonaro anunciou que suspenderia as peças de propaganda do pacote anticrime, defendido por Moro, que é o chefe direto de Valeixo. Segundo Bolsonaro, a publicidade foi suspensa em razão de pressões da esquerda – o que não parece ser uma justificativa convincente.


Reportagem deste domingo da Folha de S. Paulo já envolve o próprio Bolsonaro no laranjal do PSL, a partir de provas recolhidas pela PF.



Fonte: Brasil 247