GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Dodge prejudicou investigação sobre assassinato de Marielle Franco, aponta MP

A coordenadora do Grupo de Ação e Repressão contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, Simone Sibilio, afirma que a ex-PGR provocou “balburdia processual” ao defender a federalização do caso




Jornal GGN – A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge foi alvo de severas críticas pela promotora-chefe da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
De acordo com informações do portal G1, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) chegou a declarar em documento de acesso restrito que a atuação da PGR pode municiar a defesa de acusados.
As críticas constam das alegações finais do MPRJ no Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) de número 24, aberto pela ministra Laurita Vaz após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), em 17 de setembro do ano passado – perto da saída de Dodge do posto.


A coordenadora do Grupo de Ação e Repressão contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, Simone Sibilio, afirma no documento que a ex-PGR atuou por “capricho pessoal”, usou “argumentação falaciosa”, provoca “balburdia processual”, baseou-se em “disse me disse” e traz “prejuízos incomensuráveis” ao caso, “sem conseguir enxergar o malefício que produziu”.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Juiz que censurou Porta dos Fundos absolveu Bolsonaro em acusação de homofobia

Ao defender o presidente, Abicair afirmou que em uma democracia "não se pode censurar o direito de manifestação"


O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, que determinou nesta quarta-feira (8) a retirada do Especial de Natal do Porta dos Fundos do Netflix, foi o mesmo juiz que absolveu o então deputado federal e atual presidente Jair Bolsonaro por comentários homofóbicos e racistas durante o programa “CQC”, da TV Bandeirantes, em 2011.


Na época, Bolsonaro havia sido condenado em primeira e segunda instâncias a pagar R$ 150 mil pelas declarações. O então deputado participava do quadro “O povo quer saber” e, ao ser questionado sobre o que faria se tivesse um filho homossexual, Bolsonaro respondeu que “isso nem passa pela minha cabeça, porque eles tiveram uma boa educação. Sou um pai presente, então não corro esse risco”.
Depois, respondeu sobre se participaria de um desfile gay. “Não iria porque não participo de promover os maus costumes, até porque acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão a nação simplesmente ruirá”, disse.


No programa, o atual presidente da República também foi questionado sobre o que faria se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra. Como resposta, Bolsonaro afirmou que “não iria discutir promiscuidade com quem quer que seja” e “não corro esse risco e meus filhos foram muito bem-educados”.
Como argumento para defender seu voto de absolvição do então deputado, Abicair sustentou que comentários de Bolsonaro devem ser entendidos como “liberdade de expressão” e que ele não deveria pagar danos morais por isso.


“Não vejo como, em uma democracia, censurar o direito de manifestação de quem quer que seja. Gostar ou não gostar. Querer ou não querer, aceitar ou não aceitar. Tudo é direito de cada cidadão, desde que não infrinja dispositivo constitucional ou legal”, escreveu o desembargador.
O desembargador ainda citou que o CQC tinha um viés humorístico. “Assim, não se pode negar que houve consentimento recíproco de todos os personagens do programa para que cada um se manifestasse, sem censura, sobre seus pensamentos, posições e divergências”.


Fonte: Revista Fórum

sábado, 28 de dezembro de 2019

Jornalista diz que Moro se cala para ladroagem dos Bolsonaro

“O estrondoso silêncio do ministro da Justiça, Moro, diante de coquetéis Molotov na Porta dos Fundos e a ladroagem no Bolsonistão é uma aula de História. E um tratado sobre caráter”, disse o jornalista Bob Fernandes. Silêncio de Moro seria igual caso Queiroz fosse do PT e Flávio filho de Lula?



O jornalista Bob Fernandes classificou como “estrondoso” o silêncio de Moro, diante dos escândalos que envolvem Flávio Bolsonaro/Queiroz em esquemas de corrupção/lavagem de dinheiro, como o MP do Rio de Janeiro vem denunciando. Além de tudo o recente ataque ao Porta dos Fundos, onde o Ministro da Justiça não se manifestou.
“O estrondoso silêncio do ministro da Justiça, Moro, diante de coquetéis Molotov na Porta dos Fundos e a ladroagem no Bolsonistão é uma aula de História”, afirmou o jornalista. “E um tratado sobre caráter”, acrescentou.


O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa Flávio Bolsonaro de ser chefe de quadrilha que desviava dinheiro público. Além da denúncia, também foi encontrado mais de 2 milhões nas contas de Queiroz, depositados por assessores de Flávio Bolsonaro, quando o mesmo era deputado estadual na Assembléia Legislativo do Rio de Janeiro.

Moro que sempre mostrou seu lado e sua disposição de tentar incriminar Lula, como revelam diversas reportagens da Vaza Jato divulgadas pelo The Intercept, prefere não falar do assunto de Flávio Bolsonaro e Queiroz. Em uma das reportagens, Moro como um juiz que deveria ser imparcial no julgamento de Lula, tenta apontar elementos para incriminar Lula para Deltan Dallagnol.
Como afirmou o jornalista Bob Fernandes, o silêncio de Moro, sobre o caso Flávio Bolsonaro é um “tratado sobre caráter”.
O estrondoso silêncio do ministro da Justiça, Moro, diante de coquetéis Molotov na Porta dos Fundos e a ladroagem no Bolsonistão é uma aula de História. E um tratado sobre caráter.
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Fonte: Falando Verdades

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

PF reconhece que palestras de Lula foram legais, mas indicia ex-presidente mesmo assim

Em relatório de 130 páginas, o delegado da Polícia Federal Dante Pegoraro Lemos, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, concluiu que as palestras feitas pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no Brasil e no exterior entre 2011 e 2015 por meio da empresa Lils, aberta por ele para este fim depois que deixou a Presidência no final de 2010, foram legais e aconteceram de fato.



Apesar da legalidade dos serviços, o delegado da PF indiciou Lula e dirigentes do Instituto Lula, além de Marcelo Odebrecht e do ex-ministro Antonio Palocci, por doações no valor total de R$ 4 milhões feitas pela Odebrecht ao instituto do petista.

"A se considerar a missão específica das palestras proferidas pelo ex-presidente da República, não vislumbramos, isoladamente, a configuração de crime", afirma o delegado em seu relatório, segundo o UOL. "Ressalvamos, contudo, que apurações específicas podem vir a demonstrar que alguma palestra em si ou mesmo serviços adicionais realizados possam configurar a prática de conduta típica."


Agora, o MPF (Ministério Público Federal) vai decidir se denuncia os acusados ou não, e a Justiça federal por sua vez decidirá se eles viram réus ou não caso receba a denúncia por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Advogado de defesa do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins contestou o indiciamento de Lula pela PF. "À época das doações Lula sequer era agente público e o beneficiário foi o Instituto Lula, instituição que tem por objetivo a preservação de objetos que integram o patrimônio cultural brasileiro e que não se confunde com a pessoa física do ex-presidente", disse Zanin Martins.


Fonte: Brasil 247

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Palavra de Bolsonaro não vale nada e ele presenteou criminosos de farda, diz Bernardo Mello Franco

"Se a vida no Brasil vale pouco, a palavra do presidente vale menos ainda. Bolsonaro não esperou nem um ano para descumprir o que prometeu. Ontem ele editou o indulto mais generoso dos últimos tempos. Anistiou policiais condenados por homicídio culposo, que agiram fora das hipóteses de legítima defesa", escreveu o colunista



O jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do Globo, publicou a coluna mais contundente sobre o indulto concedido por Jair Bolsonaro a policiais que cometeram assassinatos, mesmo em dias de folga – ou seja, o que beneficia aqueles que atuam em milícias ou empresas de segurança particular



"Se a vida no Brasil vale pouco, a palavra do presidente vale menos ainda. Bolsonaro não esperou nem um ano para descumprir o que prometeu. Ontem ele editou o indulto mais generoso dos últimos tempos. Anistiou policiais condenados por homicídio culposo, que agiram fora das hipóteses de legítima defesa. O decreto beneficia até os agentes de segurança que mataram em dias de folga. É um presente de Natal para milícias e esquadrões da morte, que sempre contaram com a simpatia do clã presidencial", escreveu o jornalista, lembrando que Bolsonaro havia prometido acabar com os indultos.
"O indulto será concedido ao fim de um ano em que a polícia bateu recordes de letalidade. Só no Estado do Rio, foram registradas 1.546 mortes de janeiro a outubro. É o maior número desde o início da série histórica, em 1998. Agora a matança tende a aumentar com incentivo presidencial", avisa o colunista.

Fonte: Brasil 247

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

A casa da Lava Jato caiu: 462 grampos na defesa de Lula por 23 dias

Há elementos mais do que suficientes para extinguir a Lava Lato, anular todas as sentenças e punir procuradores da força-tarefa e o juiz Sérgio Moro pela atuação partidária e ideológica na perseguição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 23 dias, a “República de Curitiba” grampeou 462 ligações de defesa do petista por 23 dias.



Segundo reportagem de Pedro Canário, no CONJUR, os investigadores da Lava Jato grampearam o ramal central do escritório que defende o ex-presidente Lula por quase 14 horas durante 23 dias entre fevereiro e março de 2016.
As conversas grampeadas eram decupadas (transcritas) e enviadas para o então juiz Sérgio Moro, que decidia após ouvir a estratégia da defesa do ex-presidente.
A casa da Lava Jato caiu.


Se esses crimes cometidos pelos procuradores de Curitiba tivessem ocorrido nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá ou França, muito provavelmente, todos eles já estariam presos por violar a constituição. Mas não. No Brasil há cumplicidade de alguns setores, principalmente a velha mídia, com a seletividade e a militância política de parte do judiciário.


O site The Intercept Brasil, por meio das reportagens da Vaza Jato, mostrou conversas de integrantes da força-tarefa combinando com o juiz estratégia para condenar réus. A defesa tornou-se impossível, portanto, porque julgador e acusador formaram uma colusão para prender seu alvo principal: Lula.


Note caríssimo leitor. Foram grampeadas 462 ligações no ramal dos advogados liderados por Cristiano Zanin Martins. Um crime que continuou incessantemente por 23 dias, segundo planilhas apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).


Os grampos foram ilegalmente realizados no contexto do debate sobre a fixação da competência para julgar Lula: ou São Paulo ou Curitiba, no caso Moro.
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Fonte: Blog do Esmael

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

STF arquiva pedidos para investigar Bolsonaro no caso Marielle

O ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento com base no posicionamento da PGR, que não viu elementos suficientes que apontassem a necessidade de investigação no caso de obstrução de Justiça por Bolsonaro e Carlos por terem acesso a dados da portaria do condomínio onde moram, antes da polícia, no caso em que o porteiro citava o "seu Jair"


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou dois pedidos de investigação contra Jair Bolsonaro (sem partido) e o filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) no caso do assassinato de Marielle Franco.


As ações, protocoladas pelo PT e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), apontavam obstrução de Justiça dos dois no caso da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes.
Os pedidos citavam que tanto Bolsonaro quanto Carlos tiveram acesso a dados da portaria do condomínio onde moram, antes da polícia, no caso em que o porteiro citava o "seu Jair".
Em outubro, uma reportagem do Jornal Nacional tornou público o depoimento de um porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora Bolsonaro e Carlos. O porteiro dizia que um dos suspeitos, o policial militar Élcio Queiroz, teria ido à casa de Bolsonaro na noite do crime e o "seu Jair" foi quem autorizou a entrada dele no condomínio. Após a revelação do depoimento, o porteiro foi ameaçado de prisão, sob a Lei de Segurança Nacional, e mudou a versão do caso.
Alexandre de Moraes determinou o arquivamento com base no posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu elementos suficientes que apontassem a necessidade de investigação em ambos os casos.
Segundo o procurador-geral da República, Augusto Aras, o “eventual acesso a cópia dos áudios (…) consiste em mero exercício de direito” e sustentou que os arquivos já estão “sob a guarda das autoridades competentes – Ministério Público e autoridade policial –, tendo havido a análise técnica do seu conteúdo antes mesmo dos fatos noticiados”.


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Dias Toffoli diz que Lava Jato “destruiu empresas”: “Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos”

Presidente do STF, Toffoli também afirmou ainda que a situação "bastante complexa" no Brasil e no mundo permite a volta de ideias do "estilo fascista": "Quem não é igual a mim é meu inimigo”


Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou em entrevista a O Estado de S.Paulo desta segunda-feira (16) que a Lava Jato “destruiu” empresas brasileiros, ressaltando que o que foi feito pela força-tarefa não aconteceria em países como EUA e Alemanha.


“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha”, disse.
O ministro afirma ainda que o governo Jair Bolsonaro tem “pessoas e áreas de excelência” que tem feito “belíssimos trabalhos, tem tido diálogos com as instituições o tempo todo”. Porém, segundo ele, falta um “projeto nacional”.


“Eu tive a oportunidade, naquele café da manha com os chefes de poderes, estavam presentes o presidente Bolsonaro, o Paulo Guedes, o general Heleno, o Jorge Almeida, hoje ministro, e eu tive a curiosidade de perguntar: “E o dia seguinte da reforma da Previdência?”, “Aí é com o Paulo Guedes”, disse o presidente. Aí o Paulo Guedes começa a falar. Mas você que não há uma ação coordenada”.
Toffoli também falou da situação “bastante complexa” no Brasil e no mundo, que permite a volta de ideias do “estilo fascista”.


“É algo bastante complexo, não envolve só o Brasil. A volta dos nacionalismos, uma reação à globalização, a volta de posição de identidades de gueto, “eu só converso com pessoas que pensam igual a mim, quem não é igual a mim é meu inimigo”. Essa ideia no estilo fascista, realmente autoritário, de que existem seres melhores do que os outros, vai contra tudo aquilo que foi o desenvolvimento da teoria jurídica, política e ética do pós-Segunda Guerra com os direitos humanos, a fraternidade, a solidariedade”.


Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Moro desacata STF e culpa a Corte Suprema pela piora na avaliação do povo sobre corrupção no governo

O ministro da Justiça do governo de extrema-direita, Sergio Moro, atacou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância. Para o ex-juiz da Operação Lava Jato, foi isto que piorou percepção do povo sobre corrupção. Humilhado muitas vezes por Bolsonaro em público, Moro diz que sua relação com o ocupante do Palácio do Planalto está "ótima"


O ministro da Justiça, Sergio Moro responsabilizou em entrevista a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a prisão para condenados em segunda instância pela percepção dos brasileiros de que o governo federal não atua como deve no combate à corrupção. 


Para 50% da população, a gestão do governo é ruim ou péssima na área do combate à corrupção, índice maior do que o verificado (44%) no mês de agosto, segundo pesquisa do instituto Datafolha.     
Segundo Moro, o que aconteceu nesse período que mudou a percepção dos brasileiros sobre o combate à corrupção "foi a revogação do precedente da segunda instância". 
Ele ataca assim uma decisão soberana da Corte Suprema do país em defesa da Constituição federal e do Estado democrático de direito.   
Favorável à prisão em segunda instância, o ministro de Bolsonaro está em plena campanha para derrubar a decisão do STF.  
Sergio Moro não se conforma com a liberdade do ex-presidente Lula, resultante da decisão do Supremo. Lula foi injustamente condenado por Moro.    

Flagrado diversas vezes cometendo irregularidades  em diálogos com procuradores da Operação Lava Jato, desmascarado perante a opinião pública com os vazamentos realizados pelo site The Intercept Brasil, Moro afirmou que não há qualquer irregularidade nas mensagens privadas com procuradores da Lava Jato, obtidas pelo site. 
O ministro acusou a Folha de S.Paulo de fazer "sensacionalismo".  
Moro sofreu uma derrota política nos últimos dias com a desidratação do chamado pacote "anticrime" aprovado pelo Congresso Nacional, mas não admite o revés. Na verdade, está se preparando, junto com aliados lavajatistas no Parlamento, para reapresentar medidas que o pacote continha, como a licença para matar, entre outras.  


O ex-juiz se esquivou do questionamento sobre possível candidatura a vice-presidente numa chapa à reeleição de Bolsonaro em 2022. Disse que a relação com o presidente está "ótima", mas admitiu divergências internas sobre o que chamou de "pontos específicos".  
Leia a íntegra das declarações de Sergio Moro na entrevista aos jornalistas Leandro Colon e Camila Mattoso no jornal Folha de S.Paulo

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Um ano depois, caso Queiroz patina: Flávio Bolsonaro nem sequer prestou depoimento

De Gabriel Sabóia no UOL.


Um ano após ser revelado que o antigo Coaf identificou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em nome de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, o STF (Supremo Tribunal Federal) abre caminho para que o caso volte a ser investigado. Tido como a primeira crise do clã Bolsonaro após a eleição presidencial, a investigação enfrentou uma batalha judicial que envolveu a quebra de 95 sigilos bancários e fiscais e a paralisação de mais de 900 ações contra corrupção no país.


Desde que o caso veio à tona, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se beneficiou de duas decisões de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A turbulência política provocada pela investigação não foi suficiente contudo para que Flávio prestasse de forma espontânea esclarecimentos ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Até hoje o senador não prestou depoimento a promotores e se recusa a falar sobre o assunto quando procurado pela imprensa. Já o ex-assessor só se manifestou por escrito ao MP.


(…)
Em posse do relatório, o MP-RJ agendou para o dia 6 de dezembro do ano passado, a primeira oitiva de Queiroz. Mas o PM não compareceu para prestar esclarecimentos. Na véspera, a defesa dele havia solicitado ao órgão a cópia integral do procedimento investigatório. A Promotoria concedeu o adiamento da data e estipulou o dia 19 daquele mês como a data em que ele deveria comparecer ao órgão.
(…)


PS do DCM: Ao depor por escrito, Queiroz teve tratamento que é dispensado a presidentes da república. Quando ocupava o Planalto e era investigado por corrupção e formação de quadrilha, Michel Temer não era ouvido pessoalmente, sempre por escrito. Queiroz não atendeu a algumas intimações e depois seus advogados acertaram com os promotores que ele poderia responder a um questionário. Foi o que aconteceu. Formalmente, a deferência foi em razão de seu estado de saúde — ele tem câncer. A revista Veja publicou reportagem que mostra que vive em São Paulo — não está internado — e vai de táxi, sozinho, para o hospital no Morumbi onde faz tratamento. A rigor, não impede que deponha.


Fonte: DCM

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Reinaldo Azevedo: Lula foi vítima de excludente de ilicitude no TRF4

Para o jornalista, desembargadores apenas trocaram a pistola pela toga. "O TRF-4 me faz crer que a campanha de 2022 realmente já começou", diz


Resgatando uma das mais famosas medidas de Jair Bolsonaro, que isena policiais que matam em serviço, o jornalista Reinaldo Azevedo avalia que o ex-presidente Lula foi vítima de algo parecido no julgamento do TRF-4 que confirmou sua condenação no caso do sítio de Atibaia e elevou sua pena para 17 anos.


"O julgamento do recurso de Lula pela 8ª Turma do TRF-4 na última quarta (27) nada teve a ver com direito, leis, Constituição e outros substantivos que afastam a barbárie em benefício do pacto civilizatório", diz ele. "O que se viu no tribunal foi um concerto de vontades em favor de uma forma especial de excludente de ilicitude".
"Os magistrados e o representante do Ministério Público Federal deram a entender que tudo é permitido a quem acusa e julga", diz ainda. "O TRF-4 me faz crer que a campanha de 2022 realmente já começou", finaliza o colunista na Folha de S.Paulo. Leia aqui a íntegra.

Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Colunista do Globo denuncia o vale-tudo judicial contra Lula

A perseguição do TRF4 contra o ex-presidente Lula foi tão escancarada desta vez que até mesmo um dos principais colunistas políticos do jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco, apontou as contradições e as falhas evidentes do julgamento desta quarta-feira


Contra o ex-presidente Lula, não há lei. O que existe é um vale-tudo, uma baderna, uma zorra judicial. Esta é essência do artigo do jornalista Bernardo Mello Franco, um dos principais colunistas do Globo, que, nesta quinta, publica o artigo Contra Lula, está liberado.


"No fim de outubro, o Ministério Público Federal pediu a anulação da sentença por outra razão. Em parecer enviado ao TRF-4, o procurador Maurício Gerum citou decisão recente do Supremo Tribunal Federal. A Corte decidiu que os réus delatados têm direito a falar depois dos delatores, o que não ocorreu na ação contra Lula", escreve o jornalista.


"Há duas semanas, o TRF-4 anulou outra sentença em que Hardt copiou e colou frases de um colega. O caso envolvia uma ex-prefeita do interior do Paraná, e o desembargador Leandro Paulsen aproveitou para passar um sermão na juíza", prossegue Mello Franco.
"Os dois episódios sugeriam que a condenação do ex-presidente também seria anulada. Ontem deu-se o contrário, e ele ainda teve a pena aumentada. O Ministério Público recuou do próprio parecer, e o TRF-4 deixou de ver o plágio como uma prática desabonadora. No julgamento, o procurador Gerum ainda acrescentou uma nova acusação ao réu. Lula seria culpado pelo 'grave desequilíbrio político que permite que hoje se chegue ao cúmulo de se dar alguma atenção a ideias terraplanistas”.

Fonte: Brasil 247

domingo, 24 de novembro de 2019

Lava Jato gasta R$ 19 milhões apenas neste ano e Aras pede auditoria

De O Globo.


Augusto Aras vai dar um freio de arrumação na Lava-Jato.
Nas conversas que tem tido dentro da PGR que agora comanda, Aras diz que fará uma auditoria em todas as operações. Acha que está sendo gasto dinheiro demais (neste ano, só de diárias e passagens aéreas já foram R$ 19 milhões) sem uma medição dos resultados concretos.
(…)

Vaza Jato: Moro alterou seu próprio padrão de atuação ao divulgar áudios de Lula

Pesquisa realizada pela força-tarefa da Lava Jato indica que o então juiz não deu publicidade a outros casos semelhantes em que houve escuta telefônica


O ministro da Justiça Sérgio Moro, quando era juiz, quebrou seu padrão de atuação ao divulgar áudios do ex-presidente Lula. A revelação foi feita em mais uma reportagem da Vaza Jato, publicada neste domingo (24), em matéria de Ricardo Balthazar, da Folha de S.Paulo, e Rafael Neves, do The Intercept Brasil.
A reportagem diz que “um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.


Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, um levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.
“O levantamento da Lava Jato, que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo. Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito”, diz a reportagem.
Outro detalhe revelado pela Vaza Jato é que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mentiu e manipulou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dallagnol disse a ele que era padrão de Sérgio Moro liberar o sigilo das gravações.
Defesa
O levantamento do sigilo das investigações, acrescenta a matéria, “é um dos fatos apontados pelo habeas corpus que a defesa de Lula apresentou ao STF para questionar a imparcialidade e Moro como juiz nas ações em que o petista foi condenado. O ex-presidente pede que o tribunal declare a suspeição de Moro e anule os processos contra ele”.


Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Após coagir porteiro, Sergio Moro agora quer federalizar caso Marielle

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (21) que a menção ao nome do presidente Jair Bolsonaro na investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes "é um total disparate".



Ele defendeu a federalização da investigação do caso, sob análise do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e usou como um dos argumentos o depoimento do porteiro que citou o presidente.

"Esse é um caso que tem que ser investigado com neutralidade, dedicação e sem politização. Essa questão do envolvimento do nome do presidente nisso aí, para mim, é um total disparate. Uma coisa que não faz o menor sentido. O que se constatou foi um possível envolvimento fraudulento do nome do presidente", afirmou Moro, em entrevista à rádio CBN.



"Vendo esse novo episódio, em que se busca politizar a investigação indevidamente, a minha avaliação é que o melhor caminho para que possamos ter uma investigação exitosa é a federalização", declarou o ministro.

A federalização do caso foi solicitada pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Para ela, a manutenção do inquérito com a Polícia Civil do Rio de Janeiro pode gerar novos “desvios e simulações”.

O nome do presidente foi mencionado em depoimento por um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde moraram Bolsonaro e o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado no crime.



O funcionário afirmou em dois depoimentos à Polícia Civil no início de outubro que foi "seu Jair" da casa 58, de Bolsonaro, quem autorizou a entrada do ex-policial militar Élcio de Queiroz, também acusado no crime, no condomínio no dia do crime. As investigações apontam que os dois réus se encontraram ali antes de assassinar Marielle e Anderson.




A citação ao presidente, porém, logo foi considerada equivocada na investigação. Isso porque, no dia do crime, Bolsonaro estava na Câmara, em Brasília. Além disso, perícia do Ministério Público em gravação da portaria apontou que quem autorizou a entrada de Elcio naquele dia foi Ronnie Lessa.

À Polícia Federal nesta terça (19), o funcionário do condomínio mudou sua versão e disse ter se enganado.



Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A mando de Bolsonaro, Moro inicia nova ofensiva contra Lula

Sérgio Moro, o ex-juiz que foi o algoz do presidente Lula e reponsável por sua prisão, foi acionado por Jair Bolsonaro para pôr em prática uma estratégia de novas perseguições e enfrentamentos contra o ex-presidente



O Palácio do Planalto decidiu escalar Sérgio Moro, o ex-juiz que foi o algoz de Lula e responsável pela prisão do ex-presidente para pilotar a estratégia de enfrentamento e perseguição contra o líder das forças populares e progressstas brasileiras. 
O ministro da Justiça do governo de extrema-direita está confrontando a decisão do STF de proibir a prisão após condenação em segunda instância e vai exercer pressão sobre o Congresso Nacional para reverter a decisão da Suprema Corte através de uma emenda à Constituição.   
Reportagem do jornalista Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo aponta que Bolsonaro acionou Moro para reagir a Lula e liderar as pressões políticas e legislativas contra a decisão do STF sobre prisão após condenação em segunda instância.  
Desde a decisão do Supremo pelo veto à prisão em segunda instância na quinta-feira (7), com a consequente soltura de Lula na sexta (8), o tom dos ataques do governo Bolsonaro a Lula tem subido. 
Essa escalada não deve parar, indica a reportagem.  Bolsonaro sentiu o impacto das declarações de Lula depois que o líder petista saiu da prisão. 
Em discurso perante uma multidão no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo no sábado (9) e declarações nas redes sociais, Lula criticou o governo, as politicas antipopulares de Bolsonaro e Paulo Guedes e avisou que vai à luta para defender os ingeresses do povo brasileiro.   


Segundo a reportagem, Bolsonaro vai ampliar a resposta e seus ministros também. Moro então entra em cena com posicionamentos mais fortes e assumindo a posição de algoz de Lula e duro crítico da corrupção. 
Essa atuação de Moro é de grande importância para o Planalto. Interlocutores de Bolsonaro avaliam que Moro teria mais legitimidade para mobilizar protestos contra Lula e agir contra a sua própria suspeição ao julgar e condenar Lula. 
A suspeição de Moro será julgada pelo STF.   A defesa do ex-presidente Lula questiona a imparcialidade de Moro na condução da Lava Jato. O caso deve ser julgado neste mês na Segunda Turma do Supremo. Esse julgamento, que pode anular a condenação do tríplex, tornaria Lula novamente elegível, o que representaria uma ameaça a Bolsonaro em 2022.


O governo de Bolsonaro teme que o STF decida pela suspeição de Moro. A mais alta corte do país está inconformada com os ataques que sofre do próprio ocupante do Palácio do Planalto. O decano do STF, Ministro Celso de Mello, declarou - a respeito de um vídeo em que Bolsonaro atacou os ministros do STF como hienas -  que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.


Fonte: Brasil 247