GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Superior Tribunal Militar gasta R$ 100 mil com viagem à Grécia de 3 ministros em férias

STM (Superior Tribunal Militar) gastou cerca de R$ 100 mil em passagens e diárias com a viagem de três ministros à Grécia, em julho, durante as férias coletivas. Eles participaram de um seminário de dois dias, em Atenas, promovido pela Associação Internacional das Justiças Militares, uma entidade privada.


O evento foi realizado no Athens Plaza Hotel, estabelecimento de cinco estrelas, próximo à Acrópole (diárias de R$ 2.800 a R$ 10 mil, além de taxas).

O presidente do STM, almirante Marcus Vinícius Oliveira dos Santos, proferiu palestra no dia 5 de julho sobre “Forças Armadas e atuação na garantia da lei e da ordem”. Viajou no dia 27 de junho e retornou em 16 de julho.

O Superior Tribunal Militar disse que Santos “intercalou o evento com o seu período de férias no recesso do Judiciário”.


A Folha consultou ministros, juízes e ex-membros do Conselho Nacional de Justiça, sob o compromisso de terem os nomes preservados. Dois deles foram corregedores.

Eles criticam o fato de as férias terem sido interrompidas para o seminário, e, no caso do presidente, de a viagem ter sido prorrogada, com recursos públicos.

A interrupção ou fracionamento de férias não foi prevista na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional). Em 2018, o CNJ entendeu que a possibilidade de interrupção de férias deve ocorrer "somente para os cursos oficiais das escolas judiciais". Não é o caso da viagem à Grécia.



Fonte: Folha de São Paulo

URGENTE: Justiça abre investigação contra Carlos Bolsonaro por funcionários fantasmas

O Ministério Público estadual do Rio abriu dois procedimentos para investigar as denúncias de uso de funcionários fantasmas e a eventual prática de “rachadinha”, como é conhecida a devolução de salários, no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). As investigações foram abertas com base em reportagem publicada por ÉPOCA em junho que revelou que Carlos empregou sete parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e sua madrasta. Dois admitiram à reportagem nunca terem trabalhado para o vereador, embora estivessem nomeados. O MP ainda apura suspeitas de que outros três profissionais nunca deram expediente na Câmara.


A partir de um pedido com base na Lei de Acesso à Informação, o MP confirmou os dois procedimentos, mas informou que ambos tramitam sob segredo de justiça. A investigação criminal está a cargo do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, com apoio do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim). Já na esfera cível, onde se apura eventual improbidade administrativa, a investigação ocorre na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital.

Um dos principais alvos da investigação é a situação de Marta Valle — professora de educação infantil e cunhada de Ana Cristina Valle. Moradora de Juiz de Fora, em Minas Gerais, ela passou sete anos e quatro meses lotada no gabinete entre novembro de 2001 e março de 2009. Procurada por ÉPOCA, Marta disse que nunca trabalhou para Carlos. “Não fui eu, não. A família de meu marido, que é Valle, que trabalhou”. O salário bruto de Marta Valle chegou a R$ 9,6 mil, e, com os auxílios, chegava a R$ 17 mil. Segundo a Câmara de Vereadores, ela não teve crachá como assessora.


Outro caso descoberto pela reportagem foi Gilmar Marques, ex-cunhado de Ana Cristina Valle e morador de Rio Pomba, em Minas Gerais. Com a correção inflacionária, o salário bruto dele chegou a R$ 7,9 mil, mas somados os auxílios chegou a R$ 14 mil. Questionado, não se recordava da nomeação e disse: “Meu Deus do céu. Ah, moça, você está me deixando meio complicado aqui. Eu ganhava? Isso aí você deve estar enganada”. Ele também nunca teve identificação funcional da Câmara Municipal do Rio.

A situação se repetiu em relação ao advogado Guilherme Henrique de Siqueira Hudson que constou como assessor-chefe do vereador Carlos Bolsonaro durante dez anos - entre abril de 2008 e janeiro de 2018. Guilherme é primo de Ana Cristina Siqueira Valle e, apesar de todo o tempo em que ficou lotado na chefia do gabinete, ele jamais teve crachá. Desde 2012, possui residência fixa em Resende, onde casou e abriu um escritório de advocacia, além de uma loja de decoração. Desde 2012, o site do Tribunal de Justiça do Rio mostra que ele atuou em 68 processos na região de Resende e em cinco na capital. Resende fica a cerca de 170 quilômetros da capital.

No período em que Hudson foi relacionado como assessor-chefe, Ananda Hudson, sua mulher, foi nomeada no gabinete para ocupar o cargo e salário deixados por Marta Valle, quando ela foi exonerada, em 1º de março de 2009. Ananda constou como assessora até agosto de 2010. No mesmo período, porém, ela cursava faculdade de Letras em Resende.


Depois que Ananda Hudson saiu, o cargo dela foi repassado a Monique Hudson, cunhada de Guilherme. Monique é outra que nunca teve crachá da Câmara. Ela também mantém residência fixa em Resende há pelo menos duas décadas. Monique ficou lotada no gabinete da Câmara Municipal até dezembro de 2014, mas, nesse período, também cursou Letras na Associação Educacional Dom Bosco, mesma faculdade de Ananda.

A investigação também inclui Andrea Siqueira Valle, irmã de Ana Cristina. Ela constou como servidora de Carlos entre os anos de 2006 e 2008. Fisiculturista, ela também foi nomeada nos gabinetes de Jair e de Flávio. Ao todo, ficou lotada por 20 anos. Mas, fora as listas de frequência entregues pelos próprios parlamentares, não há registro do trabalho dela. Andrea também não teve crachá da Câmara do Rio.

Segundo a Câmara Municipal do Rio, "a emissão dos crachás dos servidores ocorre preferencialmente no dia da sua posse".


Procurado por meio de seu chefe de gabinete, Carlos Bolsonaro não respondeu à ÉPOCA. A reportagem também não teve retorno de Marta, Gilmar, Guilherme, Ananda e Monique.


Fonte: Revista Época

Vídeo: Novas imagens reacendem duvidas sobre facada

Foto: reprodução
Vídeo aponta mais inconsistências na história da facada de Bolsonaro, neste caso, falando sobre a cicatriz deixada pelo suposto ferimento. Assista:
Continue lendo no Eduardo Guimarães.

Vaza Jato: Moro autorizou devassa na vida de filha de investigado da Lava Jato para tentar prendê-lo

Reportagem de Rafael Neves e Leandro Demori no Intercept Brasil.



O Ministério Público Federal pediu duas vezes ao então juiz Sergio Moro operações contra a filha de um alvo da Lava Jato que vive em Portugal como forma de forçá-lo a se entregar. Apesar de ser titular de contas no exterior que receberam propinas, ela não era suspeita de planejar e executar crimes.

O plano, revelado em mensagens de Telegram trocadas entre procuradores e entregues ao Intercept por uma fonte anônima, era criar um “elemento de pressão”, como disse o procurador Diogo Castor de Mattos, sobre o empresário luso-brasileiro Raul Schmidt. O MPF apelou a Moro mirando na filha do investigado: queria que o passaporte de Nathalie fosse cassado e que ela fosse proibida de sair do Brasil. O plano era forçá-lo a se entregar para evitar mais pressão sobre a filha.


Na primeira tentativa, Moro vetou a manobra dos procuradores. “Apesar dos argumentos do MPF, não há provas muito claras de que Nathalie Angerami Priante Schmidt Felippe tinha ciência de que os valores tinham origem ilícita e/ou eram fruto de atos de corrupção”, argumentou num despacho.
A tentativa frustrada dos procuradores de cassar o passaporte de Nathalie para pressionar o pai a se entregar ocorreu em fevereiro de 2018. A justiça portuguesa havia determinado o cumprimento da extradição de Schmidt para o Brasil no mês anterior, mas ele não foi encontrado onde morava, em Lisboa, pelas autoridades locais.


Em maio daquele ano, após novo fracasso em buscas por Schmidt em Portugal, a Lava Jato reapresentou seu pedido a Moro. Dessa vez, sem que houvesse qualquer suspeita adicional contra ela, o juiz mudou de ideia e deu sinal verde ao desejo da Lava Jato, que incluía uma varredura na casa, nas comunicações e nas contas de Nathalie.


No dia seguinte, os policiais cumpriram o mandado de busca e apreensão na casa da filha do investigado, no Rio de Janeiro. A defesa alegou que ela foi coagida pela Polícia Federal, na ocasião, a dizer onde o pai estava. O plano, no entanto, não teve tempo de ser testado. No mesmo dia, Raul Schmidt conseguiu extinguir seu processo de extradição em Portugal. A Lava Jato tenta até hoje trazê-lo ao Brasil.


(…)

“Nem com o PT a Lava Jato esteve tão ameaçada”, diz criador de rede pró-Bolsonaro no WhatsApp

O empreendedor Carlos Nacli Bastos reclama que Flávio Bolsonaro, ao tentar de proteger, tem agido como políticos investigados pela operação


Há quase um ano, em plena campanha eleitoral, o empreendedor Carlos Henrique Nacli Bastos concedeu uma entrevista ao EL PAÍS defendendo o uso do WhatsApp na campanha de Jair Bolsonaro como ferramenta de combate às fake news que, segundo ele, eram disseminadas contra o então deputado federal. Agora, pela primeira vez, um dos cem grupos administrados por ele e seus colegas, furou a bolha dos apoiadores e passou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O parlamentar tem articulado contra a CPI da Lava Toga, uma das bandeiras dos movimentos anticorrupção no país. As primeiras queixas de Nacli Bastos e aliados foram levadas diretamente às 15.000 pessoas que os acompanham no ZapBolsonaro.


Leia mais no Elpaís Brasil

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Na ONU, governo se recusa a reconhecer existência da ditadura e choca outros países

do UOL

O governo de Jair Bolsonaro se recusou a reconhecer na ONU a existência de um golpe de estado em 1964 no Brasil, no primeiro gesto público desta natureza no fórum internacional desde a redemocratização.


Num evento realizado pela OAB, relatores internacionais e entidades, o Itamaraty também evitou usar o termo “regime militar” e insistiu em falar de “eventos entre 1964 e 1985”.

A intervenção foi feito nesta terça-feira, num encontro realizado pela OAB, Instituto Herzog e que contou com a presença de relatores internacionais em Genebra. O grupo, dentro da sede das Nações Unidas, denunciava de forma inédita o desmonte dos mecanismos de Justiça, Memória e Verdade por parte do governo de Bolsonaro.



Brasília não mandou nem sequer sua embaixadora na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, ao evento. A ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, está na Hungria. Mas não se deu o trabalho de fazer a viagem até Genebra, poucas horas de vôo da Suíça.

Em nome do Itamaraty, um diplomata declarou que o governo “saúda o debate público sobre os eventos entre 1964 e 1985”.

Uma jornalista mexicana, então, pediu a palavra e questionou o governo com uma pergunta direta: houve ou não houve golpe?

Uma vez mais, o diplomata evitou confirmar a existência do golpe e apenas explicou que já enviou em abril uma carta às Nações Unidas com a posição do governo brasileiro. Nela, o Planalto insiste que os “eventos” de 64 foram “legítimos” e que faziam parte da luta contra o comunismo.

“O presidente reafirmou em várias ocasiões que não houve um golpe de Estado, mas um movimento político legítimo que contou com o apoio do Congresso e do Judiciário, bem como a maioria da população. As principais agências de notícias nacionais da época pediram uma intervenção militar para enfrentar a ameaça crescente da agitação comunista no país”, diz a carta.

“Já enviamos uma correspondência ao relator da ONU”, disse a delegação brasileira nesta terça-feira. “O importante é recordar os eventos e ter um debate público”, insistiu o diplomata, em resposta à jornalista estrangeira. “O que faltou foi um debate publico mais amplo e agora está ocorrendo em nosso país”, completou.



Essa é a primeira vez que o Brasil adota tal comportamento em um evento público dentro da sede da ONU. A posição do governo ocorre dias depois que Bolsonaro teceu elogias ao ditador Augusto Pinochet e depois de seu filho, Carlos Bolsonaro, insinuar nas redes sociais que as “vias democráticas” não estariam dando os resultados desejados ao país.

Em seu discurso em Genebra, o diplomata insistiu que o Brasil “não está numa ditadura pelo voto” e que o presidente foi eleito democraticamente. Ele também garantiu que o estado busca “manter seu compromisso com a democracia”.

O representante do Itamaraty insistiu que a recomendação de Bolsonaro aos militares no dia 31 de março não foi para “celebrar”. Mas sim “recordar” o acontecimento. Segundo ele, tal ato não buscou justificar violações de direitos humanos. “Mas sim abrir um debate mais amplo sobre esse período”.

O governo também se recusou a aceitar que há um desmonte das instituições de Memória. “Não estamos virando as costas para esses temas”, garantiu, lembrando que a crise econômica foi o motivo para a retirada de fundos.

Constrangimento

Sua fala gerou um constrangimento entre os participantes e repercutiu, segundo o UOL apurou, até mesmo em Brasília. Glenda Mezarobba, representante do Instituto Vladimir Herzog, pediu a palavra e respondeu à jornalista mexicana. “Sim, houve um golpe de estado em 1964”, declarou.

Enquanto pessoas na sala balançavam a cabeça diante da resposta do governo, o relator especial da ONU para a Promoção da Verdade, Justiça e Reparação, Fabián Salvioli, fez um alerta: “o passado sempre volta se não for abordado de forma correta”. “Precisamos abordar seriamente e isso significa cuidar das vítimas”, declarou.


Para ele, a atenção aos direitos humanos “é o único caminho possível”. “Caso contrário, em cem anos vamos estar aqui”, alertou. Durante o evento, que ocorreu às margens do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Salvioli lamentou a onda “negacionista” e lembrou da troca de carta entre seu escritório e o governo brasileiro, em abril. “Lamento que, no lugar de gerar uma reflexão positiva, a resposta foi insistir num sério erro”, disse. “É um erro ir contra assuntos universalmente aceitos, como o repudio à tortura. Isso é universal. Dar voltas a essa posição é voltar à Idade Média, e isso é um problema”, atacou o relator.

O UOL revelou que Salvioli fez um pedido para realizar uma missão ao Brasil, justamente para investigar a situação dos mecanismos e a resposta do estado diante da Ditadura. O governo, porém, tem ignorado seu pedido.

Glenda, diante da postura do governo brasileiro, fez um apelo público para que o Planalto permita a viagem do relator. Segundo ela, o governo federal está “virando as costas para as graves violações de direitos humanos” e lembra que foi eleito um presidente que “faz apologia à violência e defende torturadores”.

José Carlos Dias, presidente da Comissão Arns, se disse “indignado” diante da postura do presidente Bolsonaro de fazer “apologia da tortura”. “Precisamos tentar salvar a democracia brasileira”, disse. Segundo ele, os mecanismos de Justiça e Memória “estão sendo boicotados pelo atual regime político brasileiro”, “Nesse momento, estamos vivendo um clima de medo, um clima de autoritarismo. Estou temendo que estejamos alcançando a ditadura pelo voto”, alertou.

Helio Leitão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, não escondia sua indignação. “Esse negacionismo é motivo de muita preocupação”, disse ao UOL, ao terminar o evento. “O que ocorreu hoje aqui é um grave indicativo de que a atual política busca legitimar o golpe de 64. Isso é uma guinada na política externa brasileira e isso crava o último prego nas políticas de verdade e memória do Brasil”, afirmou.

Em sua avaliação, ao se recusar a reconhecer que o Golpe existiu, o governo está fomentando a violência. “Isso é a promoção do extermínio da diferença. A consciência democrática pressupõe a valorização das diferenças. No momento que tenho, partindo do Planalto, uma sinalização inequívoca de legitimação do Golpe Militar e ruptura democrática, o que se sinaliza é uma política de intolerância. Não é por acaso que vemos uma alta na violência da polícia. Isso fomenta mais ódio e violência”, disse.

Segundo ele, as sinalizações do Planalto estão sendo “muito bem compreendidas pelos grupos reaccionários da sociedade e se traduz em violência”. Em seu discurso, Leitão alertou que as “políticas de justiça de transição do Brasil foram desmanteladas nos últimos anos, seja por meio de fundos insuficientes ou a substituição de membros especializados por membros que não tem nem experiência e nem afinidade com o assunto”.

“O governo brasileiro tem insistido reiteradamente numa mudança de narrativa inquietaste sobre as atrocidades cometidas durante a última ditadura, incluindo a instrução aos militares para comemorar o golpe de 31 de março de 1964”, disse.

Leitão destacou o empecilho que representa a Lei de Anistia. “Isso levou à impunidade de vários crimes cometidos pelo estado durante a ditadura”, disse. “Em outras palavras, gera uma instancia de auto-anistia, frente aos agentes do estado que claramente é contrair aos padrões da ONU”, afirmou.

Pedido de Desculpas
Para o relator da ONU, só existe reconciliação entre as vítimas e o estado quando houve um pedido oficial de desculpas pelo crime. Mas ele lamenta que esse não tem sido o caminho. “Se no lugar de pedir desculpas se nega os fatos e se questiona o trabalho da Comissão da Verdade, então as vitimas voltam a ser vítimas. E isso é inaceitável”, declarou.

Para ele, retroceder no reconhecimento dos crimes da ditadura “não é juridicamente possível e nem eticamente válido”. Isso não é aceito pela comunidade internacional que, depois de uma transição, se retroceda”, disse.


(...) 

Lava Jato não quis investigar fraude relatada por Cunha em processo de cassação

Procuradores da Operação Lava Jato decidiram não investigar uma denúncia de manipulação de escolha do relator do processo de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ). O relato da fraude foi feito pelo próprio ex-deputado ao propor delação premiada, que o Ministério Público Federal não aceitou


O procurador da Lava Jato Orlando Martello mencionou supostas "bolas mais pesadas no sorteio da relatoria" do Conselho de Ética em mensagens do Telegram obtidas pelo site The Ingtercept, mas a denúncia não foi averiguada.
Pessoas ligadas a Cunha confirmaram que sua proposta de colaboração premiada com a Lava Jato incluía essa denúncia de fraude na escolha de relatores no Congresso.
Reportagem do UOL narra que em 1º de agosto de 2017, ao analisar documentos em que o ex-presidente da Câmara narrava a suposta fraude na relatoria, os procuradores da Lava Jato se impressionaram, de acordo com as mensagens e consideraram que se tratava de um "fato grave", que "talvez não devesse ser sonegado da sociedade". 
Para juristas ouvidos pela reportagem a Lava Jato ao ignorar uma denúncia grave cometeu um crime, já que o Ministério Público não pode escolher o que investigar e o que não investigar.
As mensagens do aplicativo Telegram foram trocadas em um grupo chamado "Acordo Cunha". Neles, participavam procuradores das forças-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro, Natal e na Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília. Também participavam investigadores da Operação Greenfield, em Brasília.
Acompanhe a reportagem do UOL

Com corte de 87%, CNPQ terá menos verba do que as passagens aéreas de deputados em 2020

Configurando um verdadeiro salto em ataques na produção do conhecimento no Brasil, o governo Bolsonaro cortará 87% no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do ano que vem. Para 2020, o órgão, responsável por fomentar a pesquisa científica, receberá R$ 16,5 milhões de orçamento destinado a financiar materiais de trabalho, equipamentos, insumos etc. O valor atual orçamentário para o CNPq é de 127 milhões, que os especialistas e pesquisadores já consideram um valor abaixo das necessidades de pesquisa no país.
O corte revela as prioridades do governo Bolsonaro, assim como do Congresso e do Judiciário. Afinal, só nos dois primeiros meses de 2019, foram gastos R$ 3.3 milhões com passagens e transporte pagos para Deputados Federais, segundo levantamento da plataforma Ranking dos Políticos.
Se pegarmos este valor, e multiplicarmos por 6, totalizando os 12 meses do ano, chegamos no total de R$ 19,8 milhões de reais gastos com passagens aéreas e transporte, somente uma parte pequena da verba dos deputados federais, que já ultrapassa aquilo destinado à pesquisa científica no Brasil.
E já para a casta de juízes e desembargadores do judiciário, no ano passado chegou-se a estipular gastos com auxílio-moradia no valor de R$ 900 milhões.

Os laboratórios estarão se precarizando conforme as pesquisas param, parte de um projeto de país aonde não se há desenvolvimento científico ou técnico. Bolsonaro e seus ruralistas querem transformar o Brasil no "terreno baldio" do mundo, e os ataques à ciência se ligam diretamente, por isso, às queimadas na Amazônia, às censuras nos debates de gênero e sexualidade, às ligações de figurões do governo com o ocultismo, com as teorias anticientíficas como o "negacionismo" do aquecimento global ou mesmo o terraplanismo.
A proposta orçamentária para as bolsas do CNPq em 2020 é de R$ 962 milhões, dezenas de milhões abaixo do custo total anual da folha de pagamento das, cerca R$ 1 bilhão. Até o presente momento, de R$ 785 milhões, só se pagou as bolsas até agosto, e o pagamento das próximas bolsas do ano está completamente incerto. O CNPq aguarda uma liberação emergencial de R$ 330 milhões para continuar pagando as bolsas. São mais de 84 mil pesquisadores que não sabem se terão suas bolsas garantidas para seu sustento, não sabem se poderão dar continuidade às pesquisas científicas e nem sabem qual será o futuro de seus laboratórios com esse novo orçamento previsto.

Fonte: Esquerda Diário

Conselho Nacional do Ministério Público pode abrir terceiro processo disciplinar contra Deltan

Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, está no alvo de mais um debate no Conselho Nacional do Ministério Público. Um terceiro processo disciplinar pode ser aberto contra o procurador

Nesta terça-feira (10), o corregedor Orlando Rochadel deve liberar seu entendimento sobre o recurso do senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra Deltan. 


Há fortes chances de que um terceiro processo disciplinar seja aberto contra ele.  
Renan acusa Deltan de ter usado suas redes sociais para atacá-lo e influenciar a eleição de presidente do Senado.  
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Efeito Bolsonaro: Redução de verbas já prejudica rotina das universidades federais

Do Jornal Nacional.

A redução de verbas feita pelo Ministério da Educação já está prejudicando o dia a dia das universidades federais em todo o país.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a maior universidade federal do país e uma das mais inovadoras. Mas seus 67 mil alunos e quatro mil professores temem pelo futuro.
“Se você corta aquilo que faz o Brasil crescer, como é que você quer um país melhor?”, pergunta uma estudante.
“É dramático o que está ocorrendo”, diz, por sua vez, uma professora.
Dos R$ 3,2 bilhões contingenciados do ensino superior no Brasil, R$ 112 milhões foram tirados da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que deu início a um plano de ajuste com várias medidas.


Entra elas estão a suspensão dos serviços de celular para quem ocupa cargos de representação; de passagens internacionais e diárias nacionais na graduação; da manutenção externa e jardinagem; e o racionamento do uso de veículos.
A partir desta segunda-feira (9), dos 150 carros oficiais da UFRJ, apenas um terço vai continuar funcionando. A prioridade é manter serviços essenciais como as ambulâncias dos nove hospitais universitários e o transporte para as pesquisas de campo.
Segundo a reitoria, novas medidas vão ser adotadas em breve, se o governo não liberar os recursos, porque o dinheiro destinado à manutenção do campus acabou.


(…)

Carlos Bolsonaro prega ditadura: “por vias democráticas” o Brasil não vai mudar

Defensor da ditadura, o vereador Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, disse que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”. “Como meu pai, também estou muito tranquilo e o poder jamais me seduziu”, disse numa sequência de tuítes


O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho mais velho de Jair Bolsonaro e responsável pela máquina de fake news de seu pai nas redes sociais, escreveu em sua página no Twitter que, “por vias democráticas”, a mudança que ele acredita ser necessária para o país “não acontecerá”.
Sempre enigmático, tentando passar recados às suas milícias digitais, Carluxo escreveu: “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”.

O clã Bolsonaro sempre que tem oportunidade defende a ditadura militar como forma de governo. Na semana passada, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet foi alvo de Bolsonaro que atacou seu pai, que foi torturado e morto durante a ditadura de Pinochet.
Bolsonaro será denunciado à ONU por defender ditadura militar. A ação será apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto Vladimir Herzog. As entidades denunciarão Bolsonaro na reunião do Conselho de Direitos Humanos que ocorrerá nesta terça-feira, 10.


Fonte: Brasil 247

Enquanto Bolsonaro assiste Chaves, desmatamento na Amazônia cresce 222%

O número de queimadas, em agosto, atingiu o patamar mais alto dos últimos 9 anos


A cada mês, o desmatamento na Amazônia vem batendo recordes e superando marcas dos anos anteriores. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro protagoniza conflitos com líderes globais e assiste “Chaves”, segundo ele, seu programa preferido.
Agosto, mês marcado pela insatisfação nacional e global com as políticas ambientais de Bolsonaro, registrou um território desmatado de 1.698 quilômetros quadrados, quatro vezes mais do que os 526 km² registrados no mesmo período em 2018.


Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mesmo com a demissão do ex-diretor Ricardo Galvão, segue apontado uma grande alta na devastação da Floresta Amazônica. O crescimento é um pouco inferior ao de julho, que registrou uma subida de 278%, mas segue ainda muito acima do crescimento de junho, de 90%.
Em um comparativo com o período de janeiro a agosto do ano passado, houve um crescimento de quase o dobro de desmatamento, cerca de 92%. No último ano a extensão foi de 3.337 km² entre janeiro e agosto, enquanto em 2019 a floresta perdeu 6.404 km²

O número de focos de queimadas, que ganhou repercussão mundial, disparou e superou os últimos 8 anos, com 30.901 pontos de fogo. Desde agosto de 2010 não se via um número tão alto de queimadas. Em 2018, o mês registrou 10.421 focos, cerca de um terço do que apontam os números deste ano.
Desde o início do ano já foram registrados 46.825 focos de incêndio na Amazônia, mais do que o dobro do que o mesmo período no ano passado, que marcou 22.165 pontos de fogo.

Fonte: Revista Fórum

Isso a Globo não mostra: Acusado de golpes, deputado defendeu Bolsonaro e surtou na entrevista ao Fantástico

"O presidente Bolsonaro vem sofrendo uma desconstrução pela Rede Globo, tentando fazer seu melhor. Vocês deixam o cara já doido", disse o parlamentar bolsonarista Luis Miranda, em trecho da entrevista ao Fantástico que não foi divulgado


Reportagem do Fantástico, da TV Globo, neste domingo (8), revelou que ao menos 25 pessoas acusam o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) de aplicar golpes milionários depois que elas aceitaram se tornar sócias dele em supostos negócios no Estados Unidos. Mas, o que a Globo não mostra é que o parlamentar surtou e saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao ser indagado quem seriam “os bandidos da base do governo”, que teria citado em vídeo nas redes sociais.


“O presidente Bolsonaro vem sofrendo uma desconstrução pela Rede Globo, tentando fazer seu melhor. Vocês deixam o cara já doido. O governo Bolsonaro está sendo desconstruído porque vocês praticam um verdadeiro crime contra a imagem do cara. Deixa o cara trabalhar”, disse Luis Miranda, transtornado ao repórter do Fantástico, Maurício Ferraz, desafiando “a Globo a pagar sua dívida com a sociedade”

Com uma campanha feita em cima de sua “vida de sucesso” nos Estados Unidos, ostentando carros – como a Lamborghini mostrada pelo Fantástico – e uma vida de luxo em Miami, Luis Miranda é um dos parlamentares do DEM com mais atividade no Palácio do Planalto, sendo recebido por diversas vezes pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Fuga para Miami
Como mostrado no Fantástico, Luis Miranda se mudou em 2014 para os Estados Unidos após ser alvo de uma enxurrada de processos depois que o Conselho Regional de Medicina do DF proibiu a clínica de estética de Luis Miranda de realizar qualquer tipo de procedimento cirúrgico. Ele sofreu pelo menos 26 ações na Justiça — são processos de franqueados, sócios, pacientes e ex-funcionários.
Nos tempos em que morou nos Estados Unidos, o número de seguidores nas redes sociais de Luis Miranda foi aumentando. Nos discursos de motivação, dizia que “qualquer um pode ter uma casa na beira do mar, é só querer, é uma decisão”. Assim, começou a vender cursos on-line.

“Imagina você ganhar R$ 180 mil dentro de casa, com seus filhos, com seus amigos, tomando cerveja. Botar R$ 180 mil no bolso fazendo simplesmente, absolutamente, nada”, afirmou em um dos vídeos.
Candidato a deputado federal, Luis Miranda chegou em Brasília quando faltavam 25 dias para a eleição e investiu R$ 435 mil do bolso para bancar a campanha. Mas, antes mesmo de tomar posse, já havia se arrependido.

“Se fosse hoje, eu não disputaria, era mais fácil ficar lá, com a vida estabelecida. Eu ganhei honestamente e estão dizendo que dei iPhone para ganhar voto, mas eles próprios mostraram que o ganhador é de Miami. Estão tentando desconstruir minha imagem”, afirmou em entrevista à Revista Congresso em Foco.
Incursões no Planalto
Nas redes sociais, Luis Miranda agora ostenta as incursões que tem feito no Palácio do Planalto e nos meios bolsonaristas, colecionando fotos ao lado de figuras como Helio Negão (PSL-RJ), Alexandre Frota (PSDB-SP), o vice-presidente, Hamilton Mourão, e ministros de Bolsonaro – além do próprio presidente e de Onyx Lorenzoni.

Fonte: Revista Fórum 

Bolsonaro mudou comando da PF no Rio para brecar investigação sobre milícias

Aparece o verdadeiro motivo da crise entre Jair Bolsonaro e o comando da PF no Rio, que teria levado à exoneração do delegado Ricardo Saad: um inquérito sobre as milícias e a lavagem de dinheiro. Há dois meses o inquperito chegou ao conhecimento de Bolsonaro, que teria ficado furioso. A crise ainda poder levar à queda do diretor -geral do órgão, Maurício Valeixo


Aparece o verdadeiro motivo da crise entre Jair Bolsonaro e o comando da PF no Rio, que teria levado à exoneração do delegado Ricardo Saad: um inquérito sobre as milícias e a lavagem de dinheiro. Há dois meses o inquperito chegou ao conhecimento de Bolsonaro, que teria ficado furioso. A crise ainda poder levar à queda do diretor -geral do órgão, Maurício Valeixo. A informação é do jornalista André Guilherme Vieira, no Valor Econômico.


“A PF chegou aos milicianos ao descobrir que um grupo estaria achacando doleiros investigados por lavagem de dinheiro. Apesar de mantida sob discrição, a notícia sobre a investigação teria sido transmitida ao Palácio do Planalto por policiais federais próximos de Bolsonaro”, informou o jornalista.
A notícia acendeu o sinal vermelho no clã. As relações entre os Bolsonaro e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”, no Rio, são antigas e conhecidas. Sua ex-mulher e mãe trabalharam no gabinete da Assembleia Legislativa do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A mãe do miliciano participava do esquema de “rachadinha” de funcionários coordenado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.


Informado sobre o perfil técnico de Ricardo Saadi – que é especialista no combate a crimes financeiros e organizações criminosas -, Bolsonaro passou a dizer publicamente que o superintendente precisava ser trocado por “problemas de produtividade”. Saadi terminou exonerado no dia 30 de agosto.
A saída de Ricardo Saadi da PF do Rio marcou o início da crise do ministro Sergio Moro. A iniciativa para deixar a base fluminense da corporação foi do próprio Saadi. Mas acabou antecipada em ao menos quatro meses por decisão de Bolsonaro, alarmado com o rumo das investigações.

Fonte: Brasil 247

Raquel Dodge paralisou investigações sobre Bolsonaro para tentar segundo mandato

Do Yahoo:

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, segurou por mais de 120 dias investigações sobre supostas funcionárias-fantasma da família de Jair Bolsonaro (PSL), enquanto tentava garantir um segundo mandato como chefe do Ministério Público Federal.




A indicação do titular da PGR é feita pelo próprio presidente. Os papéis só foram desengavetados e enviados de volta à primeira instância na terça-feira passada (6), depois do nome de Dodge ter perdido força na disputa. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Um dos casos investigados é o de Nathalia Queiroz, que trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, em Brasília, entre dezembro de 2016 e outubro de 2018. Ao mesmo tempo, atuou como personal trainer no Rio de Janeiro.




Ela é filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL) que se tornou o centro das investigações contra o filho do presidente após serem identificadas movimentações milionárias em sua conta.


Fonte: DCM 

Deputado quer informações sobre declaração de Deltan Dallagnol de que ganha mais do que senadores

O procurador Deltan Dallagnol elencou uma série de razões em mensagens enviadas a colegas pelo Telegram para não se candidatar ao Senado, como revelou o site The Intercept Brasil na semana passada.


“Não é meu perfil, é uma turbulência na vida familiar, ganha menos, tem menos férias”, escreveu Dallagnol.

As razões chamaram a atenção do deputado Paulo Teixeira (PT-SP): senadores recebem o teto constitucional e procuradores não poderiam ganhar mais do que eles.


O parlamentar apresentou requerimento de informações pedindo explicações a Dallagnol. No texto, lembrou que a média nacional de renda dos brasileiros é de R$ 1.373,00.


Fonte: DCM