GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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domingo, 8 de dezembro de 2019

Socorristas criticam PM de Doria em caso Paraisópolis: “Parece que queriam que as pessoas morressem”

Profissionais contam que a PM chegou a cancelar o pedido de ambulâncias, mesmo com a gravidade do estado de saúde de alguns dos jovens


Socorristas de equipes de emergência de São Paulo disseram, em entrevista ao UOL, que a ação da Polícia Militar de João Doria em Paraisópolis foi uma “cascata de erros” e que negligência pode ter custado a vida dos nove jovens mortos durante operação em baile funk no último domingo (1).
“Foi uma cascata de erros. Parece que eles queriam que os jovens morressem”, avaliou um socorrista. Profissionais contam que a PM chegou a cancelar o pedido de ambulâncias, mesmo com a gravidade no estado de saúde de alguns dos jovens, informando que as viaturas já tinham socorrido os feridos.
“Os policiais não tinham formação mínima para transportar alguém com politraumatismo e trauma raquimedular”, contestou uma das fontes. “Na verdade, tiraram a chance de sobrevivência de alguns deles ao removê-los”, avaliou outro.
Os entrevistados também afirmam que a remoção de jovens dificultou o trabalho da perícia. “Perícia com corpo no local é uma coisa diferente de perícia sem o corpo. No segundo caso, a chance de descobrir o que aconteceu de fato é bem menor”, explica um deles.
Fato semelhante foi denunciado por moradores do Heliópolis, comunidade também localizada na Zona Sul de São Paulo onde outro jovem foi assassinado na mesma noite da operação em Paraisópolis. Eles afirmam que a Polícia Militar limpou o local onde um homem foi baleado no último domingo (1), durante operação em um baile funk.


Fonte: Revista Fórum

sábado, 7 de dezembro de 2019

Eduardo Bolsonaro defende trabalho infantil e culpa jovens pelos 9 assassinatos da polícia em baile funk

Eduardo Bolsonaro retuitou (ou seja, chancelou, avalizou) publicação extremamente repugnante que além de defender trabalho infantil, ainda culpa os jovens pela violência policial no baile funk, que matou 9 pessoas:





Fonte: Plantão Brasil

Joice diz que bolsonaristas já estão destruindo provas sobre produção e disseminação de fake news

“Gente já jogou computador fora, até quebrou o disco do computador com furadeira”, disse, em alusão à suspeita de que o vereador carioca e filho do presidente Carlos Bolsonaro teria destruído computador


Da Rede Brasil Atual – A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que presta depoimento na CPI das Fake News da Câmara nesta quarta-feira (4), apresentou uma série de documentos que atestam diversas ilegalidades cometidas por bolsonaristas relacionadas à disseminação de notícias falsas e destruição de reputações em redes sociais. Antes aliada importante do núcleo de apoio de Jair Bolsonaro (sem partido), ela agora é enfrentada como inimiga por “milícias digitais” ligadas ao clã do presidente.
Existe um padrão nas operações de distribuição de mentiras nas redes sociais, revelou a parlamentar. O esquema envolve um grande número de assessores de parlamentares de extrema-direita. Estes, recebem altos salários e têm como função a construção de narrativas mentirosas para beneficiar a ideologia em torno de Bolsonaro. Difamações e até ameaças de morte foram apresentadas por Joice, todas com origem especificada.
Joice argumentou que todos os documentos que revelam essa grande rede passaram por perícia e já são objeto de investigação. “Gente já jogou computador fora, até quebrou o disco do computador com furadeira”, disse, em alusão à suspeita de que o vereador carioca e filho do presidente Carlos Bolsonaro teria destruído computador.
O mecanismo
Uma das principais origens das mentiras, especialmente nos últimos meses, é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “As instruções passam muito por Eduardo e assessores ligados a ele. Eles ativam a militância e, depois, publicadores que têm muitos perfis falsos para dificultar a responsabilização das fake news. Para que não haja imputação de crime ou acionamento da Justiça, muitos perfis são falsos”, explicou.
Depois disso, vem o uso dos famigerados robôs. “Depois disso, as fake news são disseminadas em larga escala por robôs. Isso é informação técnica, a polícia já está envolvida. Tem gente que já jogou computador fora. Quem destruiu provas de ataques não levou em consideração que os dados estão protegidos na nuvem”, disse Joice.


Gabinete do ódio
Toda essa rede envolve cerca de 8 milhões de pessoas em grupos de WhattsApp, Facebook e outras redes sociais. Apesar do grande número de pessoas envolvidas, os robôs se fazem necessários para a disseminação em massa até o destino final. Dentro destes 8 milhões, existe uma escala hierárquica bem definida. Muitos dos que tomam as decisões são pagos com dinheiro público. Especialmente assessores, que formam o já conhecido “gabinete do ódio”.
“Eles têm uma tabela para que cada dia, um assessor produza um conteúdo para destruir uma reputação. Cada um um dia para fazer os ataques coordenados (…) Eles fazem listas de orientações para difamar. Entre políticos, jornalistas, enfim. Em um grupo central do WhattsApp eles coordenam e passam para os outros grupos multiplicadores”, disse Joice.

O Conselho de Ética da Câmara arquivou duas representações contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) por quebra do decoro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil).
Farra com dinheiro público
Um dos grupos mais ativos e violentos é coordenado pelo gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). O parlamentar possui sob seu domínio uma série de militantes que coordenam as ações das fake news. Todos eles muito bem remunerados com dinheiro público.
Douglas Garcia faz parte de um grupo chamado Movimento Conservador, idealizado por Eduardo Bolsonaro, que tem como objetivo a disseminação do ódio e a manutenção das ideologias de extrema-direita. Todos eles também do grupo radical ultraconservador chamado Direita São Paulo.
“Edson Salomão ganha 24 mil pra fazer meme e atacar pessoas do gabinete do Douglas Garcia. Mais de um milhão de reais em dinheiro público por ano em assessores de gabinetes. Jorge Saldanha, 18 mil reais de salário. Todos eles do Direita São Paulo. Alexandre da Silva, 9 mil reais.  André Petros, quase 10 mil reais também. Todos eles Direita São Paulo e Movimento Conservador. Carlos Olímpio, Dylan Dantas, esses 7 mil reais de dinheiro público para atacar. Jhonatan Valencio, Lilian Goulart, Lucas Reis, quase 12 mil reais. O gabinete inteiro do Douglas Garcia. Maicon Tropiano, Matheus Galdino.” Estes são alguns nomes dos militantes centrais de tal teia de mentiras.
Laranjal
Em seus documentos, a partir das datas das postagens e atribuições, com muitos prints de telas de WhatsApp do núcleo bolsonarista, Joice revelou que o método consiste em iniciar uma mentira ou difamação de forma mais leve e, então, aprofundar, radicalizar as mentiras e ataques, a partir de sites e blogs de fachada criados pelos próprios assessores.
Um dos articuladores, Eduardo Guimarães (Dudu Guimarães), que é secretário parlamentar de Eduardo Bolsonaro, inicia uma narrativa, por exemplo. “O grupo Bolsofeios é do Dudu, esse é um dos grupos de organização do gabinete do ódio.
Então, começam a aprofundar a narrativa. Uma das fake news contra mim começou em um site Click Cozinha, dizendo que eu teria usado verba pública para difamar filhos do Bolsonaro. Eles usam esses sites laranjas.”
De mentiras a ameaças
Joice disse que se incomodou severamente com o esquema quando uma montagem sua em um corpo de porca e roupas de prostituta chegou no celular de seu filho de 11 anos. Ela chegou a rastrear a origem da montagem e chegou no esquema de Douglas Garcia. Mesmo grave a difamação, o cenário ainda pode piorar.
As influências das fake news criadas pelos grupos bolsonaristas ultrapassam os ataques pessoais, chegam na esfera da influência direta em articulações políticas e acabam atingindo a pura ameaça à vida. Em um vídeo do pessoal ligado ao Direita São Paulo e ao Movimento Conservador, assessores parlamentares armados com submetralhadoras e outras armas de grosso calibre ameaçam de morte o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Em outro caso, sugerem articulações para proteger a família Bolsonaro de investigações criminais. “Tem um grupo chamado Ódio do Bem. Em mensagens desse grupo que estão já na perícia, afirmam que ‘é importante que travem a Lava Jato. Deltan deve cair. Augusto Aras deve assumir a PGR. Mendonça assumira o STF. Tem como blindar o Flávio’, afirma a administração desse grupo.”


Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

"Gabinete do Ódio" gasta meio milhão do dinheiro público para espalhar fake news, diz Joice

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, afirmou nesta quarta-feira, 4, em depoimento à CPI das Fake News, que bolsonaristas utilizam ao menos R$ 491 mil do dinheiro público por ano para espalhar fake news. Essa verba seria destinada ao "gabinete do ódio", criado para cuidar da comunicação do presidente.
A parlamentar apresentou uma série de slides que mostram como funciona o chamado "Gabinet do Ódio", que seria comandando pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSl-SP) e pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ). 


Segundo denúncia da deputada à CPI mista, esses funcionários recebem a ordem através do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Uma vez que o alvo é identificado e as montagens e notícias falsas são criadas, estes assessores enviam para os multiplicadores via Whatsapp, "a partir deste momento não tem mais volta", ressaltou a deputada. O próximo passo é a ativação dos robôs que espalham a notícia pela internet.
Segundo levantamento da deputada, somente as contas oficiais do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, contam com 1,87 milhão de robôs.
Slide apresentado por @joicehasselmann, na CMPI das Fake News, de como seriam organizados os ataques virtuais por Eduardo Bolsonaro.
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Fonte: Brasil 247

Após se reunir com infratores ambientais, Salles suspende fiscalização na reserva Chico Mendes

O ministro do 1/2 ambiente, Ricardo Salles, se reuniu no início de novembro com diversos infratores ambientais, os quais reclamaram de suposta truculência de agentes do ICMBio. No final da reunião, conseguiram que o Governo Federal suspendesse a fiscalização dentro da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, segundo informações da Folha de S.Paulo.
Estiveram reunidos com o (suposto) ministro, entre outros: o autor de uma ameaça de morte contra um servidor do ICMBio; um ex-procurador-geral de Justiça do Acre acusado de abrir uma estrada ilegal dentro da Resex Chico Mendes; um condenado por desmatamento; e uma fazendeira com um haras em uma unidade de conservação criada para atender a seringueiros.
Apenas em 2019, a Resex já perdeu 74,5km² de floresta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que configura um crescimento de 203% na comparação com 2018.
Ainda de acordo com a Folha, a reunião foi intermediada por parlamentares acreanos - entre eles, a deputada federal Mara Rocha (PSDB). Junto com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), ela prepara um projeto de lei para reduzir a Resex Chico Mendes, retirando da unidade de conservação áreas tomadas pela pecuária. Se aprovado, o texto pode beneficiar quatro dos infratores presentes no encontro com Salles.

Fonte: Conversa Afiada

🎥PMs atiram à queima-roupa com bala de borracha em trabalhadores sem terra

A ação violenta da PM aconteceu às margens da rodovia entre os municípios de Xinguara e Eldorado dos Carajás


O fascismo definitivamente saiu do armário no Brasil, apoiado e incentivado pelo presidente da república.
Via Comissão Pastoral da Terra, no Pará, ontem (02). #BastaDeViolênciaNoCampo
Trabalhadores sem-terra são alvejados a queima roupa por balas de borracha de PM’s após atravessarem área de fazenda no Pará para recolher castanhas
Um grupo de trabalhadores sem-terra acampados às margens da rodovia entre os municípios de Xinguara e Eldorado dos Carajás, no Pará, próximo à Vila “Gogó da Onça”, foram abordados ontem (02) por três policiais militares, no interior da fazenda Surubim, quando atravessavam a área voltando da coleta de castanhas na mata.
Sem qualquer tipo de mandado judicial, os PM’s, acionados pelo gerente da Fazenda, interpelaram os trabalhadores que, como pode ser visto no vídeo feito por eles, falaram todo o tempo que estavam trabalhando recolhendo castanhas. Mesmo assim, os policiais atiraram contra o grupo, a queima roupa, baleando dois deles.
Veja o vídeo:


Em seguida, o grupo foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil em Eldorado do Carajás, onde foi ouvido pela delegada, e recebeu apenas a cópia do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Hoje (03) os trabalhadores foram até Marabá e registraram o fato na Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA). De acordo com os trabalhadores, o delegado se comprometeu a apurar o ocorrido.


Fonte: Jornalistas Livres

É MUITA INDECÊNCIA: TRF-4 recebe conselheiro da embaixada dos EUA e prega “maior integração e articulação”

Há menos de uma semana, o TRF-4 condenou o ex-presidente Lula em segunda instância pela segunda vez


O presidente do TRF-4, desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus, recebeu nesta terça-feira (3) o conselheiro para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Willard Smith, para uma conversa sobre o Poder Judiciário brasileiro. O tribunal foi responsável pelas duas condenações em segunda instância do ex-presidente Lula – no caso do Triplex e no do Sítio de Atibaia. Laus participou dos dois julgamentos que terminaram com unanimidade.


Segundo nota publicada pela assessoria do TRF-4, o encontro aconteceu pela manhã no gabinete da presidência e envolveu também o juiz federal auxiliar da Presidência do tribunal, Oscar Valente Cardoso. A relação do chamado “plea bargain” estadunidense com o a delação premiada foi um dos assuntos da conversa que abordou a operação Lava Jato e as funções do tribunal. Há menos de uma semana, os desembargadores deste tribunal confirmaram condenação de Lula na Lava Jato e ampliaram a pena determinada.
Laus pregou também uma maior integração entre a corte e a Embaixada dos EUA. “O presidente do TRF4 destacou a importância de órgãos como a Embaixada norte-americana se aproximarem da Justiça e dos tribunais, pois isso possibilita uma maior integração e articulação entre as instituições”, diz nota da assessoria.


Lawfare
A defesa do ex-presidente Lula já denunciou diversas vezes o uso da tática de “guerra júridica”, conhecida como lawfare, nos processos do ex-mandatário, e apontou que podeira haver influência dos Estados Unidos nos julgamentos.
Pelas redes sociais, muitas críticas à visita. “Alô, Cristiano Zanin, aproveita para anexar essa postagem no processo a respeito do lawfare…”, disse um usuário, mencionando um dos advogados do ex-presidente Lula.
Guilherme Boulos, líder do MTST e candidato à presidência em 2018 pelo PSOL, também condenou o encontro. “Um conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos visitou hoje o TRF-4, que condenou novamente Lula na semana passada. É muito descaramento. Como disse Rafael Correa: ‘Nunca vai haver golpe nos EUA porque não existe uma embaixada americana lá'”, declarou, citando o ex-presidente do Equador que está exilado na Bélgica por conta da perseguição judicial que tem sofrido.


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Um conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos visitou hoje o TRF-4, que condenou novamente Lula na semana passada. É muito descaramento. Como disse Rafael Correa: "Nunca vai haver golpe nos EUA porque não existe uma embaixada americana lá".

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Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Incêndio em Alter foi para ‘vender terreno’ invadido e teria ‘policial por trás’, diz prefeito de Santarém em áudio

Por Maurício Angelo - Em áudio inédito obtido pela Repórter Brasil, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (DEM), afirma ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que o incêndio em Alter do Chão foi causado por “gente tocando fogo para depois fazer loteamento, vender terreno” e que essas pessoas contam com o apoio de policiais. 
A gravação indica que Aguiar e Barbalho tinham ciência de que o local atingido, na região do Lago Verde conhecida como Capadócia, é “uma área de invasores”. No áudio, Aguiar diz que “tem policial por trás, o povo lá anda armado” e pede a intervenção não só do Corpo de Bombeiros, mas também da Polícia Militar para “identificar esses criminosos”. O contato teria sido feito no dia em que um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental de Alter, em 15 de setembro.


A fala do prefeito coloca em xeque o inquérito da Polícia Civil, que prendeu na última terça-feira (26) quatro voluntários da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, acusados de terem iniciado o fogo. Além disso, o áudio confirma a linha de investigação do Ministério Público Federal, que aponta que o incêndio em Alter do Chão foi provocado por grileiros interessados em vender lotes – e não pelos brigadistas
Ouça o áudio e leia a íntegra da reportagem na página da Repórter Brasil.

Governo Bolsonaro não prevê novos beneficiados pelo Bolsa Família em 2020

Projeto reserva menos recursos do que neste ano para o mesmo número de beneficiários e sem 13º



Não há a previsão de novos beneficiários no Bolsa Família em 2020, segundo documento do governo de Jair Bolsonaro enviado à Câmara.
 
 
O Ministério da Cidadania argumentou que a cobertura do programa tem que ser compatível com o Orçamento.
O governo, "ao calcular suas despesas [com o Bolsa Família] para 2020, não incluiu novas famílias beneficiárias em suas projeções", revela o ofício.


O projeto de Orçamento elaborado pela equipe econômica reservou R$ 29,5 bilhões para o programa no próximo ano –menos que os R$ 32 bilhões de 2019 e sem a previsão do 13º para beneficiários, prometido pelo presidente.
A expectativa é que 13,2 milhões de famílias sejam atendidas em 2020. Essa é a mesma cobertura registrada em novembro, após os sucessivos enxugamentos do Bolsa Família promovidos por Bolsonaro.
O ministro Osmar Terra (Cidadania) disse que o número de beneficiários é um processo dinâmico. "Todo dia entra e sai gente do Bolsa Família."

Dados obtidos pela Folha, porém, mostram o ingresso caiu a patamares extremamente baixos sob Bolsonaro.
Até maio, 220 mil famílias, em média, conseguiam o benefício por mês. Em junho, caiu para 2.500, e o patamar tem se mantido baixo.
É a primeira vez na história do programa que o número de ingressantes ficou tanto tempo abaixo de 10 mil famílias.
Reportagem publicada pela Folha em outubro mostrou que, por falta de dinheiro, o governo começou a barrar a entrada de novas famílias.
A Câmara, então, pediu esclarecimentos ao Ministério da Cidadania. A pasta apresentou a resposta fora do prazo e sem responder aos questionamentos sobre a fila de espera.
Integrantes do governo dizem, sob sigilo, que cerca de 700 mil famílias aguardam para entrar no programa de transferência de renda, mas oficialmente o governo não informa os números e onde está a maior parte do problema.
Criado em 2004, o programa atende a pessoas extremamente vulneráveis: que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês. O benefício médio atual é de R$ 191,08.
 
A fila de espera se forma quando as respostas demoram mais de 45 dias. Esse prazo vinha sendo cumprido desde agosto de 2017.
Aos deputados o governo se recusou –mais uma vez– a fornecer dados sobre o enxugamento do Bolsa Família e indicar uma solução para o fim da fila. Pela Lei de Acesso à Informação, o ministério também não responde.
Apesar da negativa, a oposição na Câmara apresentou mais um requerimento para que o governo dê esclarecimentos sobre o programa.
"A recusa em fornecer a resposta, seu não atendimento ou o fornecimento de informações falsas, importa em crime de responsabilidade", diz o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), autor do primeiro pedido que teve a chancela da Casa.
Um dos argumentos usados pelo governo para não prestar as informações é que o primeiro pedido se referia ao número de pessoas na fila de espera, em vez de número de famílias, como é a medição de atendimento do programa.
O Ministério da Cidadania não responde aos questionamentos feitos desde outubro.
A cobertura prevista para 2020, de 13,2 milhões de famílias, seria a menor desde 2010, quando, em média, 12,8 milhões de casas foram beneficiadas. Portanto, o Bolsa Família deve recuar a patamares vistos dez anos antes.
Parlamentares poderão alterar o projeto de Orçamento do próximo ano e tentar ampliar a cobertura.
O programa é reconhecido internacionalmente como ação efetiva no combate à pobreza e extrema pobreza.
Em maio, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) recomendou que o país invista mais no Bolsa Família e aumente o limite de renda para que as pessoas se enquadrem no programa.
No mesmo mês, o Bolsa Família atingiu o recorde de cobertura, com 14,3 milhões de famílias atendidas. Desde então, só são registrados recuos.
Diante dos problemas, a oposição apresentou um projeto de lei para alterar as regras do programa.
Uma das ideias é que, após a aprovação do benefício, o valor seja devido desde o momento do pedido, e não apenas da hora da concessão. Além disso, o primeiro pagamento seria em até 45 dias, forçando uma resposta à solicitação.
Isso evitaria que o governo deixasse a fila de espera se formar para atrasar despesas com a população mais pobre.
A proposta do PSOL prevê ainda que os critérios que definem pobreza e extrema pobreza sejam atualizados todos os anos com base na inflação.
No pacote de medidas sociais lançado no mês passado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), há também uma proposta para que o benefício do Bolsa Família seja reajustado acima da inflação anualmente.
O governo estuda alterações nos programas sociais, em especial no Bolsa Família.
Na quinta (28), o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que as conversas, porém, ainda estão limitadas ao entorno de Bolsonaro e que a ala econômica ainda não foi consultada sobre possíveis mudanças.
Almeida considera o Bolsa Família um dos programas mais eficazes do país e defende a ampliação das transferências a famílias de baixa renda.
Uma alternativa sugerida por ele é que uma parte do orçamento para o abono salarial (cerca de R$ 20 bilhões em 2020) seja destinada ao Bolsa Família. O abono é uma espécie de 14º salário pago pelo governo a trabalhadores com carteira assinada e renda de até dois salários mínimos.
A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) tem a avaliação de que, por o abono ser voltado a pessoas já empregadas, a medida tem efeito social menor que o Bolsa Família.
O Ipea apresentou uma proposta de criar um novo sistema de proteção social no Brasil, ao fundir quatro iniciativas: Bolsa Família, salário-família, abono salarial e revisão da dedução no Imposto de Renda.

PM de Doria matou 9 pessoas inocentes; Burrice ou má fé?

A Polícia Militar de São Paulo é responsável pela morte de nove pessoas pisoteadas, na madrugada deste domingo (1), após uma ação da corporação ter dispersado frequentadores de um baile funk na favela de Paraisópolis. Não foi uma tragédia acidental, como querem vender. A questão é descobrir qual a razão do comportamento criminoso da corporação.



Policiais dizem que, primeiro, foram atacados por pessoas que usaram a multidão como escudo e que frequentadores do baile lançaram objetos contra eles. Mesmo se essa versão fosse verdade, ainda assim a PM teria assumido o risco ao reagir.

Agentes de segurança pública são treinados para atuar com inteligência e frieza e saber que atirar balas de borracha e bombas de gás e de fragmentação contra um bloco de cinco mil pessoas causa muito, mas muito mais dano à sociedade do que deixar suspeitos fugirem.


As histórias e imagens que chegam, contudo, é de que o objetivo da polícia era reprimir o baile, caçando jovens pelas vielas, distribuindo golpes covardes de cassetete, cercando e impedindo a dispersão dos frequentadores. O objetivo era morte.

Antes de pisoteio e mortes, PM cercou baile, dizem frequentadores
Feridos e familiares falam que ação da PM em baile funk foi emboscada
Claro que, para o poder público, uma vida em Paraisópolis vale bem menos do que uma no Morumbi – um dos bairros mais ricos do país que faz divisa com a comunidade pobre. Mas operações descaradamente violentas como essa servem para lembrar que o Estado tem dono.

No mínimo, o que houve foi burrice e barbeiragem. Considerando que a polícia tem longa experiência com bailes funk em São Paulo, sabe que agir contra a massa de frequentadores após iniciada uma festa daquelas dimensões e dificultar que ela se disperse em caso de problema é provocar dor e sofrimento. Sabe, aliás, por experiência própria, uma vez que já fez isso várias vezes.

A justificativa de que "o sangue subiu à cabeça" de policiais e os "tirou do sério" é ridícula, quem a usa não merece a farda. Caso isso tenha sido ordem de superior, alguém precisa ser exonerado. Faz-se necessária uma investigação rápida e que aponte os envolvidos para a devida punição, o que inclui prisão. E que o Estado indenize cada uma das famílias, com um pedido de desculpas – afinal, o governador é um defensor da letalidade policial. E que isso seja ponto de partida para uma mudança de comportamento.



A outra hipótese é a má fé. Perseguição, humilhação e espancamento poderia ser o objetivo desde o início, a fim de reprimir o baile.

Ou oprimir a comunidade. Paraisópolis estava apreensiva desde que o sargento Ronald Ruas morreu após ser baleado na comunidade, em 1º de novembro, enquanto fazia patrulhamento. No dia seguinte, a PM começou uma megaoperação para "combater o tráfico e prender criminosos".

Moradores, com os quais o blog conversou, disseram que o clima estava mais pesado, com abordagens mais violentas. Entre os participantes do baile funk deste domingo, o ato foi visto como "vingança".

Exames nos corpos das vítimas precisam ser feitos e os laudos divulgados para confirmar a causa das mortes. A possibilidade de "desforra" ou de "execução" é sempre mais assustadora porque mostra agentes de segurança agindo como milícia.

Agora, imaginem, se o "excludente de ilicitude", defendido arduamente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, estivesse em vigor? Com um juiz podendo deixar de aplicar uma pena ao policial que agrediu e matou se o "excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção"?


Fonte: Plantão Brasil