domingo, 12 de setembro de 2021

Ninguém aparece em ato a favor do governo de Jair Bolsonaro em Brasília


O Tempo - Não houve adesão ao ato pró-governo, marcado para a Esplanada dos Ministérios. Organizadores haviam divulgado a expectativa de 5 mil pessoas



Além de três organizadores sobre um carro de som, ninguém mais apareceu para o ato pró-governo, marcado para começar às 9h deste domingo (12), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Os organizadores haviam divulgado a expectativa de 5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, que enviou um grande contigente para garantir a segurança dos manifestantes




Cenário bem diferente de 7 de setembro, quando mais de 100 mil apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram à Esplanada dos Ministérios, onde o mandatário fez um discurso inflamado.

Alguns manifestantes decidiram permanecer no local até a última sexta-feira (10), com mais de 100 carretas, na tentativa de chegar ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), para fechá-lo.

No entanto, o protesto, assim como a interrupção de estradas por quase todo o país, terminaram após Bolsonaro divulgar uma carta dizendo respeitar todos os poderes da República, em um recuo aos discursos de 7 de setembro, em que chegou a pedir a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo, quem até chamou de "canalha".

No mesmo dia em que divulgou a carta, redigida pelo ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro telefonou para Moraes, a quem pediu desculpas.

A mudança de comportamento do presidente provocou uma série de críticas de apoiadores nas redes sociais e contribuiu para o fracasso do ato deste domingo.

Ato pede impeachment

Por outro lado, ao menos 15 grandes cidades brasileiras devem receber atos contra Bolsonaro neste domingo.

Os organizadores apostam em maior adesão aos atos marcados para a Avenida Paulista, em São Paulo, e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde estão previstos para começar às 14h. Por isso a Esplanada permanece fechada para o trânsito de veículos e com forte esquema de segurança.

Encabeçada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua!, os mesmos que coordenaram os atos que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a mobilização visa a saída de Bolsonaro (sem partido) da Presidência da República.

Apesar de estarem em lados opostos em 2016, quando o Congresso Nacional aprovou a destituição da presidente petista, cinco das seis principais centrais sindicais brasileiras confirmaram participação nos protestos organizados pelo MBL e Vem pra Rua!. Só a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não participará dos atos

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