sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Bolsonaro dá um passo atrás para debelar crise que ele mesmo criou enquanto o país aguarda a próxima


Presidente precisou se enquadrar diante das reações do Supremo e do mercado financeiro depois do Sete de Setembro, criando uma armadilha para seu Governo, que perdeu o capital político e a credibilidade






O presidente Jair Bolsonaro viu escorrer pelas mãos o plano urdido nas redes sociais de ampliar seus poderes ao deparar-se com a dura realidade pós atos de Sete de Setembro. Foi o discurso duro do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux nesta quarta, foi a reprimenda do ministro Luís Roberto Barroso, nesta quinta, ou foi o mercado financeiro que castigou o day after às manifestações. Não importa. O fato é que Bolsonaro precisou escrever uma nota pautada num tom que não é o dele. “Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, diz a nota assinada pelo presidente que ainda tratou respeitosamente o ministro Alexandre de Moraes, chamado de “canalha” por Bolsonaro em ato na avenida Paulista. “Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do ministro Alexandre de Moraes”, continuou a nota.


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