segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Com baixa testagem, Brasil segue falhando no mapeamento da pandemia


 Após quase um ano vivendo na pandemia, o Brasil continua muito atrás de outros países na testagem, uma das mais eficientes formas de combate ao coronavírus. Há pouco mais de 22 milhões de exames realizados aqui, número inferior a outros lugares na Europa, Estados Unidos, Ásia e vizinhos da América Latina.


Para especialistas ouvidos pelo UOL, a testagem em massa teria sido o meio mais eficiente e barato de tentar controlar casos, mas nunca foi realmente efetivado por aqui. Enquanto o número de testes aumenta pelo mundo, o Brasil fica para trás e vê subir o número de mortos pela doença.





De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o país realiza cerca de 105 testes a cada mil habitantes. O número é muito inferior aos países mais bem-sucedidos no combate à pandemia.




Na Nova Zelândia, que registrou apenas 25 mortes por covid, testou-se mais do que o triplo: 321 testes a cada mil habitantes, de acordo com o World in Data, da Universidade Oxford. O Canadá, que não chegou a 1 milhão de casos, realizou 462 testes para cada mil habitantes.





Até países vizinhos com poder econômico menor, apresentam números melhores. Na Argentina, são 117 testes para cada mil habitantes e, na Colômbia, 202 testes a cada mil habitantes, segundo a compilação de Oxford —que, por sinal, não tem dados do Brasil desde o apagão do Ministério da Saúde, em maio de 2020.



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