sexta-feira, 17 de julho de 2020

A Fiocruz foi orientada pelo Ministério da Saúde a divulgar amplamente e recomendar a cloroquina

O Ministério da Saúde orientou a Fiocruz a divulgar amplamente e recomendar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento precoce de pacientes da covid-19, a despeito das evidências científicas indicarem a ineficácia dos medicamentos no combate ao novo coronavírus.


A própria Fiocruz participa do estudo Solidarity, da Organização Mundial de Saúde (OMS), cujos testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina foram suspensos há um mês, em 17 de junho, porque todos os resultados obtidos até então apontavam que as substâncias "não reduziam a mortalidade dos pacientes".

Outro grande estudo sobre a eficácia dos remédios, o Recovery, foi conduzido pelo Reino Unido com a participação de mais de 11 mil pacientes. Também em junho,seus principais coordenadores emitiram um comunicado concluindo que "não há efeito benéfico" no uso da hidroxicloroquina.


Mesmo assim, em 30 de junho, o secretário de atenção especializada à saúde, Luiz Otávio Franco Duarte, enviou um ofício endereçado à presidência da Fiocruz e à direção dos institutos Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), solicitando "a ampla divulgação desse tratamento, considerando que ele integra a estratégia do Ministério da Saúde para reduzir o número de casos que cheguem a necessitar de internação hospitalar para tratamento de síndromes de pior prognóstico, inclusive com suporte ventilatório pulmonar e cuidados intensivos".

O ofício diz ainda: "São medidas essenciais a tomar e divulgar: Considerar a prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina, mediante livre consentimento esclarecido do paciente com diagnóstico clínico de Covid-19, para tratamento medicamentoso precoce, ou seja, nos primeiros dias dos sintomas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)".



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