quinta-feira, 28 de maio de 2020

Datafolha: rejeição a Bolsonaro bate recorde. Até Collor era menos rejeitado

Reprovação cresce cinco p.p. em um mês

Levantamento Datafolha realizado entre 25/V e 26/V e divulgado nesta quinta-feira 28/V aponta que a rejeição ao governo de Jair Bolsonaro bateu recorde: 43% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, ante 38% segundo a pesquisa anterior, publicada em 27/IV. A aprovação de Bolsonaro segue estável, os mesmos 33% nas duas aferições.
Entre aqueles 55% dos brasileiros que assistiram ao polêmico vídeo da reunião ministerial de 22/IV, a rejeição a Bolsonaro sobe a 53%. Acham que Bolsonaro nunca se comporta de forma adequada ao cargo 37% dos entrevistados, ante 28% há um mês.
Questionados sobre sua adesão ao isolamento, o maior grupo (50%) diz que só sai de casa se for inevitável. Entre esses, a rejeição a Bolsonaro vai a 48%. O mesmo se dá entre aqueles que ou pegaram a Covid-19 ou conhecem alguém que pegou, com 47% de ruim/péssimo.
Por outro lado, há coincidência entre posições de maior relaxamento contra o coronavírus e o apoio a Bolsonaro. Entre aqueles que dizem viver normalmente, 53% o acham bom ou ótimo. Já entre quem é contra a ideia de um lockdown, 55%.
Lembra o Datafolha: "Bolsonaro tem o pior índice de aprovação de presidentes eleitos desde 1989 a esta altura de um primeiro mandato. Entre aqueles que sofreram impeachment desde então, Fernando Collor (então PRN) tinha 41% de rejeição um pouco mais à frente, com um ano e seis meses na cadeira. Já Dilma Rousseff (PT) gozava de aprovação estratosférica (65%) e apenas 5% de ruim/péssimo em março de 2012. Acabou reeleita em 2014, e impedida dois anos depois".
Foram ouvidos 2.069 adultos, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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