quarta-feira, 11 de março de 2020

Estadão chama Weintraub de “um homem doente” e sem caráter em editorial

Em uma crítica virulenta, como poucas publicadas pelo diário, o texto diz que o ministro é “consumido por desvarios persecutórios e pendor revanchista”


O jornal O Estado de S.Paulo publicou editorial, nesta quarta-feira (11), com o título de “Um homem doente”, onde diz que “a cada dia que Abraham Weintraub permanece como ministro da Educação, desmoraliza-se esta que é uma das principais – se não a principal – forças motrizes para o desenvolvimento sustentável e para a redução da brutal desigualdade no País”.
Em uma crítica virulenta, como poucas publicadas pelo diário, o texto diz que o ministro é “consumido por desvarios persecutórios e pendor revanchista que só sua alma é capaz de explicar”. Para o jornal, “Weintraub parece não dispor de tempo em seu dia útil para dedicar às questões que realmente interessam à causa da educação, supondo, evidentemente, que o ministro seja capaz de diagnosticá-las”.
O Estadão lembra que “nos últimos dias, o ministro manteve-se bastante ocupado com ataques ao Movimento Todos pela Educação, uma organização que há anos dedica-se a debater a formulação de políticas educacionais, com relevantes serviços prestados ao País”.
“Pelo Twitter”, prossegue o texto, “o ministro Weintraub acusou o Movimento Todos pela Educação, em especial a presidente da organização, Priscila Cruz, de encampar uma ‘articulação’ para a sua queda”.
O Estadão chama a atenção para o fato de que o ministro foi convidado para o evento em Brasília, mas não participou. “O Encontro Anual Educação Já”, diz o texto, “contou com a presença do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além de deputados, senadores, secretários estaduais de Educação e dirigentes das principais ONGs voltadas à educação no País”.
O editorial diz ainda que “não seria necessária uma ‘estratégia’ para ‘derrubar’ o ministro da Educação. Os resultados apresentados por Abraham Weintraub – ou melhor, a falta deles – falam por si sós. Para que fosse substituído, bastaria que seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro, quisesse ter entre seus auxiliares diretos um ministro da Educação, e não só um vulgar propalador de suas próprias convicções”.
Ao final, o texto lembra que “o Encontro Anual Educação Já teve de ser suspenso porque Priscila Cruz pode ter sido contaminada pelo novo coronavírus, o que ainda não foi confirmado. Diante disso, Weintraub celebrou. ‘Para fechar o bloco de informações sobre Priscila Cruz e sua ONG Todos pela Educação: CORONAVÍRUS!!!’, escreveu o ministro no Twitter. ‘Eu sou a antítese de Priscila Cruz’, prosseguiu Abraham Weintraub. Está claro. Priscila Cruz tem caráter”, encerra.

Fonte: Revista Fórum
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