quinta-feira, 12 de março de 2020

Brasil pode chegar a 600 mil casos de coronavírus em um mês, diz Padilha

Padilha também trouxe o dado de que a população em situação de rua em São Paulo teria duplicado e lembrou que o Brasil voltou ao mapa da fome, mais fatores agravantes para o sistema de saúde


Segundo o deputado e médico Alexandre Padilha, o COVID-19 pode se espalhar muito rapidamente em território brasileiro.
“Os países que já tinham informação tiveram projeção mais rápidas: Itália, Irã e Coréia do Sul. Essa variação de 2 em 2 dias depende muito da dinâmica do sistema de saúde do país, isso é dado de notificação”, disse ele. “o Brasil, se fosse repetir a projeção dos países atingidos, no final da semana que vem teríamos 600 casos, em 14 dias teríamos 6.000 casos, 21 dias teriam 60 mil casos, um mês 600 mil casos. É lógico que isso pode não repetir exatamente assim no Brasil, porque temos duas características, primeira é que nós somos um continente, então o comportamento, a dinâmica tanto das pessoas, da dinâmica urbana e da temperatura, do clima, é muito variada nesse continente”, explicou o médico, completando que há lugares que não têm inverno e que o deslocamento urbano faz diferença nessa matemática de transmissão.


Alexandre Padilha frisou também que é possível que tenhamos uma crise na saúde a partir do outono e no inverno, posto que, em 2019, já houve um aumento de mortalidade devido doenças respiratórias, dengue, e outras enfermidades como pneumonia. “É um indicador muito sensível do desmonte da atenção primária de saúde, das unidades básicas de saúde que perderam os médicos do Mais Médicos”, disse ele. Padilha também trouxe o dado de que a população em situação de rua em São Paulo teria duplicado e lembrou que o Brasil voltou ao mapa da fome, mais fatores agravantes para o sistema de saúde.

O Ministro da Saúde Luiz Mandetta admitiu nesta quarta (11) que as próximas 20 semanas serão difíceis. Segundo a Radio Senado, nesta quinta (12) deverá ser publicada uma MP que libera 5 bilhões emergenciais para o Ministério da Saúde, conforme solicitado pelo ministro.


Fonte: Revista Fórum
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