segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Ombudsman diz que jornais estão perdidos e não sabem como reagir aos insultos de Bolsonaro

Imagine-se humilhado pelo anfitrião, mas, por questões alheias a sua vontade, não poder deixar de visitá-lo. Como agir?
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Isso para evitar os xingamentos vindos da mais alta autoridade da República e voltados a um grupo de profissionais (mas não só a esse grupo) cujo trabalho é fiscalizar e fazer perguntas.
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Nesse ambiente, é difícil fazer perguntas e, em meio aos gritos e risadas da claque, a sensação é que os repórteres se mantêm apáticos às declarações esdrúxulas e provocações.

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Os próprios repórteres já cogitaram não fazer perguntas ou deixar o local em momentos de maior estresse ou quando a coisa descamba para a grosseria. Não sei quanto disso é factível.
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Cada fala disparatada deveria ser disposta ao lado do assunto relevante que ela pretende encobrir, seja ele qual for: novas informações sobre a investigação das circunstâncias da morte do miliciano ligado à família Bolsonaro, as causas do nível persistentemente alto do desemprego ou a reação anêmica da economia.

Fonte: FOLHA
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