terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Vídeo sobre local onde tombou Adriano contradiz versão da polícia

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

A ditadura - 1964/1985 -, foi pródiga em montar “teatrinhos” para desfazer cenários de mortes dos que a ela resistiam. Muitas foram as alegações de “troca de tiros”, para justificar mortes de presos já sob a guarda da Polícia ou do Exército. Isto, graças à postura do Estado Brasileiro, que sempre se recusou a assumir as graves violações dos direitos humanos perpetradas em suas dependências, quer sejam civil ou militar, resultando na morte e “desaparecimento” de 434 cidadãos, conforme registrou o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade.




Não por acaso, durante 41 anos a Polícia manteve a versão de que foi recebida à bala, na casa onde se escondiam quatro jovens do episódio que entrou para a história como “Chacina de Quintino”, acontecido em 29 de março de 1972, quando quatro militantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), estavam reunidos na casa de número 72 da Avenida Suburbana 8.985, em Quintino, na Zona Norte do Rio.



A elucidação do caso só foi possível graças ao trabalho realizado pela Comissão da Verdade do Rio, que conseguiu, resgatar a verdade a partir da revelação – embora tardia – de um dos peritos responsáveis pela autopsia dos corpos. Ele contou à Comissão que foi pressionado para adulterar o laudo que havia escrito, onde apontava a ausência de vestígio de pólvora nas mãos dos jovens abatidos pela Polícia. Tivessem, de fato, trocado tiros, e teriam pólvora nas mãos.



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