quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Bolsonaro volta 1 ano depois: Vai ajudar ou ignorar como fez com Brumadinho?

Deve acontecer, nesta quinta (30), às 14 horas, mais um sobrevoo de políticos sobre as tragédias em Minas. Desta vez, virá o próprio presidente Jair Bolsonaro quatro dias depois que o seu ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Como o ministro e outros, Bolsonaro deverá subir no helicóptero, fazer caras e bocas, e anunciar em entrevista promessas que se perderão na burocracia federal. Da última vez que aqui esteve, há um ano, foi ao local do crime da Vale, em Brumadinho (Grande BH), mas não há notícia de que Minas tenha sido acudida.


Com raras exceções, os políticos deixam as aeronaves para pisar na lama onde pobres teimam em sobreviver. E ainda há alguém, como o próprio governador Romeu Zema (Novo), que os culpa por morar em área de risco. Para onde iriam? Pampulha, onde mora o governador? Zona Sul, onde mora o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e a maioria dos políticos? Como o metro quadrado por ali é proibitivo, se alojam onde nada pagam porque a vida deles é que é quadrada.

Cadê as emendas e o fundo partidário?



Todo mundo sabe, especialmente as autoridades, que, nessa época do ano, a situação climática se agrava e desastres podem acontecer. Os procedimentos são os de sempre. No último domingo, o ministro Gustavo Canuto seguiu o receituário. Ao descer do helicóptero, informou que o Governo federal tem R$ 90 milhões para socorrer municípios atingidos em todo o país. Ainda aconselhou os prefeitos a se capacitarem para conseguir a verba. Não, sr. ministro, precisa, não. Pode fazer falta em Brasília.
Na mesma linha, o governador Romeu Zema disse que tinha R$ 3 milhões para o socorro. Isso é muito pouco e nada representa quando o quadro não é de limpeza ou de adjutório, mas de recuperação, de reconstrução de cidades inteiras. Lamentável, triste e assustador tudo isso está acontecendo por contas das fortes chuvas. Em vez desse dinheirinho, deveriam buscar a fonte recursos como as emendas parlamentares e os fundos eleitoral e partidário.


Faltam obras de longo prazo

Os políticos precisam entender que é preciso trabalhar com planejamento de longo prazo e não apenas por 4 anos. Fazer obras que, embora ninguém veja quando seriam feitas ou inauguradas. Por quê? Porque ficariam no fortalecimento do solo ou debaixo dele, sob as ruas, nas galerias de rios e canais. As chamadas obras enterradas. É nessa hora grave, de tragédias humanas e ambientais, que elas são importantes, sejam as crises naturais ou provocadas, ou ainda, agravadas pela ação do homem e ou do poder público.

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