quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Auditoria aponta desvios do DPVAT para o PSL, que elegeu Bolsonaro

De 2009 a 2016, foram repassados R$ 94 milhões para empresas ligadas à Líder, grande parte delas pertencentes a políticos do PSL



A auditoria da empresa KPMG nas contas da Seguradora Líder, responsável pelo seguro DPVAT, apontam diversas conversas de WhatsApp, emails e pagamentos que mostram proximidade de antigos gestores da empresa, assim como desvio de dinheiro, a diversos políticos do diretório nacional do PSL, sigla que elegeu o presidente Jair Bolsonaro.


A auditoria detectou o repasse de R$ 94 milhões para empresas ligadas à Líder, de 2009 a 2016. No entanto, grande parte delas são de políticos do PSL: Companhia Excelsior de Seguros, consorciada da Líder que tem como acionista Luciano Bivar, presidente do PSL; escritório Rueda & Rueda Advogados, que tem como sócio Antônio Rueda, vice-presidente do PSL, e a SaudeSeg Sistema de Seguros, que tem cinco acionistas atuando no diretório nacional PSL.
Apenas a SaudeSeg ficou com R$ 72 milhões dos repasses de 2012 a 2016 da Líder. Um de seus acionistas é Ricardo Motta Lobo, tesoureiro do PSL. Outro é Rodrigo Gomes Furtado, sócio da Nox Entretenimento, que também é de Cristiano Petribu Bivar, filho de Luciano Bivar.



Além disso, políticos citados pela auditoria receberam, para campanhas eleitorais, R$ 330 mil em 2014 e R$ 75 mil em 2016 em doações de pessoas e empresas que têm ligação com a Líder.
Com informações da Folha de S. Paulo.
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