quarta-feira, 3 de abril de 2019

Prisão domiciliar a Lula resolve um problema da Justiça, não do ex-presidente.

O movimento para conceder prisão domiciliar a Lula, que ganhou as páginas da Folha de S. Paulo e de O Globo por meio de artigo de Elio Gaspari, resolve um problema da Justiça, não do ex-presidente.
Lula não pediu nem pedirá prisão domiciliar, porque trabalha na dimensão da história: quer a sua declaração de inocência.

“Não negocio a minha dignidade nem mesmo em troca da liberdade”, disse. Não trocaria também pelo relativo conforto de permanecer em casa, em condições que se assemelhariam às da cadeia.

A uma pessoa que perguntou se aceitaria prisão domiciliar, ele disse que quer deixar a Polícia Federal, sim, mas não para usar tornozeleira como se fosse um pombo correio monitorado.
“Eu quero sair, sim, mas para viajar pelo Brasil e levar de novo a mensagem da esperança: o brasileiro precisa de alguém que lhe diga da grandeza deste país, de lembrar da sua própria força e que ele precisa voltar acreditar mais em si mesmo”, afirmou Lula a uma pessoa que o visitou recentemente.

Enquanto outros presos da Lava Jato, como Antonio Palocci, se submeteram à vontade de seus acusadores, Lula resiste e se mantém ativo na leitura dos textos que lhe são entregues, na orientação politica para seus partidários e amigos.
Recentemente, ele recebeu de presente um DVD com o documentário sobre um jogo histórico da Champions League, campeonato de que ele gosta muito.
Algumas semanas depois, quem deu o presente quis saber se ele havia assistido ao vídeo. “Tenho trabalhado muito e não tive tempo para ver o DVD”, disse.

Lula se mantém muito ativo através de comunicações por cartas e bilhetes. Desde que foi preso, há quase um ano, todos os dias ele passa alguma orientação.
Demonstra incômodo particularmente com a situação da Petrobras e de outras empresas brasileiras, que perderam espaço no mercado depois da Lava Jato.

Ele tem consciência de que quem mais perde com esse enfraquecimento das empresas brasileiras é o trabalhador, que precisa do emprego e, em razão disso, de corporações que tenham espaço no mercado.

Dia desses, pediu para um amigo que fizesse chegar a Sergio Gabrielle, ex-presidente da Petrobras, um pedido para que escrevesse sobre as crises políticas geradas a partir de interesseseconômicos contrariados na empresa de petróleo.
Demonstra também muita preocupação com o PT e sua estabilidade interna. Ele sabe que o partido é o principal instrumento de sua atuação política.
Demonstrou alegria com o resultado da eleição que deu ao partido a maior bancada na Câmara dos Deputados.

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