quinta-feira, 25 de abril de 2019

Dinheiro do MEC sustenta “escolinha dos sem terrinha”, diz ministro de Bolsonaro

Reportagem de Hanrrikson de Andrade no UOL informa que o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou hoje que, se depender dele, não haverá mais recursos para o que chamou de “escolinha dos sem terrinha”, em referência ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).


De acordo com a publicação, sem citar números, o chefe da pasta, que substituiu o colombiano Ricardo Vélez no começo do mês, declarou que a destinação de verbas públicas seguia, até então, “viés ideológico”. “A gente está chegando ao governo e vendo que muitos recursos públicos estavam indo para áreas que têm forte viés ideológico. Muitas escolas ‘sem terrinha’ são sustentadas com dinheiro do povo, do contribuinte, do pagador de imposto. Você aí está pagando mais caro o leite do seu filho, uma parte desse imposto, ICMS, acaba indo para a escolinha dos ‘sem terrinha’. Isso tem que acabar”, disse. “Quer fazer, faz com o dinheiro deles. Não com o nosso”, completou. Weintraub recebeu hoje a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na sede do MEC, em Brasília. O mandatário endossou o discurso do subordinado e pediu a palavra para cumprimentar o ministro e comentar o que chamou de “dado alarmante”.


Bolsonaro narrou ter tomado conhecimento, após conversa com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que muitos homens brasileiros têm o pênis amputado em razão da falta de higiene. “Ele [Mandetta] deu um dado alarmante: quando se fala em higiene, no Brasil, ainda nós temos 1.000 amputações de pênis por ano por falta de água e sabão”, declarou o presidente. Disse ainda que é preciso “ajudar essas pessoas”, “conscientizando-as”. “Como é triste para nós essa quantidade de amputações que nós temos por ano”. A declaração inusitada de Bolsonaro foi dada logo depois que Weintraub defendeu a ideia de que é necessário dar fim a uma suposta “divisão” entre os brasileiros, completa o Portal UOL.


Fonte: UOL
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