sexta-feira, 29 de março de 2019

Às vésperas da celebração do golpe de 64, Bolsonaro promove a volta da censura a jornais e revistas

Por Luciana Oliveira, em seu blog - Deu no Bom Dia Brasil, edição desta quinta-feira, 28 (veja aqui). A jornalista Giuliana Morrone anunciou que a entrevista exibida do presidente Jair Bolsonaro foi cedida pela NBR, emissora do governo, porque oito veículos de comunicação teriam sido impedidos de participar de uma coletiva.

O conteúdo é sobre mais um capítulo da novela ’Troca De Farpas’ entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o presidente da república.

O bate-boca entre os dois foi repercutido amplamente na imprensa e choca a tentativa do planalto de controlar versões, crítica e amplitude da informação.



Como na ditadura que o Brasil viveu por 21 anos e o presidente tanto elogia, revela flagrante cerceamento da liberdade de imprensa para impor a versão oficial dos fatos.

E isso era feito de várias formas pelos militares, inclusive com censores que se instalavam em redações de jornais e revistas para dizer o que podia e como podia ser divulgado.

Nos anos de repressão o boicote de verbas do governo a determinados veículos de comunicação, tal como Bolsonaro ameaçou – citando a Folha De São Paulo – em sua primeira entrevista como presidente, era medida eficaz de controle da crítica.

Em entrevista a José Luiz Datena, na TV Bandeirantes nesta quarta-feira, 27, o presidente voltou a atacar a Folha dizendo que o veículo "é a fonte de todo mal da imprensa’.


Fonte: Brasil 247
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