GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Bolsonaro muda completamente e se aproxima da esquerda mundial

Todas as metáforas de Jair Bolsonaro frequentam o universo semântico do amor hétero. O capitão já namorou Rodrigo Maia, já casou para sempre com o Posto Ipiranga Paulo Guedes, já casou errado com o vice Hamilton Mourão e também já fez juras eternas de fidelidade ao ídolo Donald Trump. Só que, ontem, na cúpula dos BRICs, ele parece ter ido para a cama com Xi Xinping e Vladimir Putin, numa autêntica "suruba comunista". Esquizofrenia típica de um governo em que um candidato a vice autointitulado "príncipe" pode ter sido descartado por rumores de ter participado de uma suruba gay.



Descobrimos hoje, pelo relato das jornalistas Patrícia Campos Melo e Talita Fernandes, que Bolsonaro pediu desculpas aos chineses pelo que disse durante a campanha presidencial, como, por exemplo, que a China estaria "comprando o Brasil" – o que não deixa de ser parcialmente verdadeiro. Como demonstrou o recente leilão do pré-sal, se não fossem duas estatais chineses, apenas a Petrobrás teria participado do certame. Desde que voltou da China, ao que tudo indica, Bolsonaro parece disposto a convidar os chineses para o feirão em que transformou o país. Em outra reportagem de hoje, de Julio Wiziack, também ficamos sabendo que o governo de Xi Xinping pretende alocar US$ 100 bilhões em fundos para investimentos no Brasil.

Os russos não têm o mesmo poder de fogo dos chineses. Ainda assim, numa reunião bilateral em Brasília, Vladimir Putin prometeu acelerar o fim dos embargos à carne brasileira e também demonstrou interesse em participar da conclusão da usina nuclear de Angra 3 – uma obra que foi paralisada em razão da Lava Jato, operação que contou com o auxílio explícito do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.



Eis então que chegamos ao paradoxo dos paradoxos. Sendo verdadeira a premissa de que a Lava Jato foi parte de uma intervenção estadunidense na América Latina, com o propósito claro de atignir governos progressistas e soberanistas, teremos uma situação em que os Estados Unidos disparam as bombas, mas não comandam sozinhos o processo de reconstrução ou recolonização do território ocupado. Caso se confirme o pragmatismo demonstrado na cúpula dos BRICs, chineses e russos também participarão da "suruba", ainda que a China se declare um país comunista, com economia regida pelo socialismo de mercado, e a Rússia tenha claramente um capitalismo de estado.

A questão ainda pendente é a reação dos Estados Unidos. Logo depois da posse de Jair Bolsonaro, o astrólogo da Virgínia Olavo de Carvalho estrilou quando um grupo de deputados do PSL decidiu viajar para a China. Paralelamente, Steve Bannon, o Goebbels do neofasicsmo global, já declarou que o Brasil é o território decisivo da batalha entre Estados Unidos e China pela hegemonia global no século 21. No momento atual, Donald Trump vive seu pior momento e está ameaçado por um processo de impeachment. Mas será que ele irá mesmo permtir que o capitão Jair se desgarre? Para ficarmos no universo das metáforas bolsonaristas, Trump vai aceitar "diboas" levar um chifre de Bolsonaro? E justamente com Xi Jinping e Vladimir Putin, seus dois principais inimigos estratégicos? Aguardemos os próximos capítulos da suruba.


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Os voos Brasília-Rio realizados e cancelados pela Gol no dia da morte de Marielle Franco, por Hugo Souza

O “controle cidadão” do site da Câmara dos Deputados mostra a emissão no dia 14 de março de 2018 de uma passagem da Gol para o trecho “BSB/SDU” (Brasília-Santos Dumont) em nome do “passageiro Jair Bolsonaro”, sob o código de bilhete aéreo WQ2GUH.



do Come Ananás

Os voos Brasília-Rio realizados e cancelados pela Gol no dia da morte de Marielle Franco

por Hugo Souza

No dia do duplo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, dois voos da Gol saíram de Brasília e chegaram ao Rio de Janeiro “a tempo” de seus passageiros eventualmente atenderem interfones na Barra da Tijuca por volta das 17h00: o voo GLO 2065, que saiu de Brasília às 12h15 e aterrissou no aeroporto Santos Dumont às 14h00, e o voo GLO 2037, que saiu de Brasília às 9h30 e chegou ao aeroporto internacional do Galeão às 11h15. Outros três que também teriam chegado “providencialmente” foram cancelados: os voos GLO 2021 e GLO 2061 (Brasília-Santos Dumont), e o GLO 2039 (Brasília-Galeão).
Um vídeo da Câmara dos Deputados amplamente divulgado nesta quarta-feria, 13, porém, mostra claramente o possível passageiro que importa, Jair Bolsonaro, participando de uma sessão na Câmara por volta das 20h00 daquele dia. A não ser que se trate de deepfake, é possível cravar que Bolsonaro não estava no Rio, mas em Brasília, em 14 de março de 2018, de modo que só mesmo um sistema de interfone que conecte a portaria a celulares poderia manter de pé, na íntegra, a versão do porteiro que disse ter sido “Seu Jair” quem autorizou a entrada de um dos assassinos de Marielle e Anderson no Vivendas da Barra por volta das 17h00 do dia do crime.
Não significa, porém, que Jair Bolsonaro não tivesse de fato intenção de viajar para o Rio no dia do assassinato de Marielle Franco, uma quarta-feira. Ao contrário: ao que tudo indica, tinha, mas por algum motivo desistiu.


Pela ordem:
Veio à tona também quarta-feira, 13, antes do vídeo da Câmara, um tuíte postado naquele 14 de março de 2018 pela jornalista Thais Bilenky, que na época trabalhava na Folha de S.Paulo, informando que “Bolsonaro teve uma intoxicação alimentar, passou mal e, nos últimos dois dias, precisou reduzir bem o ritmo da agenda. Até voltou mais cedo (hoje) pro Rio. Disse a sua assessoria”.
Thais Bilenky
@THAIS_BILENKY
BOLSONARO TEVE UMA INTOXICAÇÃO ALIMENTAR, PASSOU MAL E, NOS ÚLTIMOS DOIS DIAS, PRECISOU REDUZIR BEM O RITMO DA AGENDA. ATÉ VOLTOU MAIS CEDO (HOJE) PRO RIO. DISSE A SUA ASSESSORIA.
7.840 pessoas estão falando sobre isso
O tuíte é das 12h28.
No dia seguinte, 15 de março, matéria assinada pela mesma Thais Bilenky e publicada na edição impressa da Folha informava que, “procurada pela reportagem, sua assessoria [de Bolsonaro] disse que ele está com intoxicação alimentar e não poderia falar. Segundo o assessor, sua opinião seria polêmica demais”.
O “controle cidadão” do site da Câmara dos Deputados mostra a emissão no dia 14 de março de 2018 de uma passagem da Gol para o trecho “BSB/SDU” (Brasília-Santos Dumont) em nome do “passageiro Jair Bolsonaro”, sob o código de bilhete aéreo WQ2GUH.
O código WQ2GUH aparece uma segunda vez na lista de despesas com bilhetes aéreos de Bolsonaro em março de 2018, no dia seguinte, 15 de março, agora como “bilhete de compensação”.
Segundo a base de dados Voo Regular Ativo, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), composta pelo histórico das informações de voos de empresas de transporte aéreo que operam no Brasil – com horários de partidas e chegadas dos voos e aqueles voos que foram cancelados – três voos da Gol fizeram o trecho Brasília-Santos Dumont no dia 14 de março de 2018: o GLO 2065, já mencionado; o GLO 2069, que saiu de Brasília às 19h10 e chegou ao Rio às 20h55; e o GLO 2071, que decolou às 20h40 e aterrissou às 22h20.
Ainda de acordo com a base de dados da Anac, outros três voos da Gol previstos para o trecho Brasília-Santos Dumont naquele dia foram cancelados: o GLO 2021, das 07h05; o GLO 2061, marcado para sair às 09h20; e o GLO 2067, que teria decolado de Brasília às 15h10.
Veja abaixo os dados dos voos da Gol Brasília-Santos Dumont do dia 14 de março de 2018 como eles aparecem no histórico da Anac. GLO é a sigla OACI (Organização Internacional da Aviação Civil) da Gol; SBBR é a sigla OACI do aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília; e SBRJ é a sigla OACI do aeroporto Santos Dumont:

GLO;2021;0;R;SBBR;SBRJ;14/03/2018 07:05;;14/03/2018 08:45;;CANCELADO;XB
GLO;2061;0;R;SBBR;SBRJ;14/03/2018 09:20;;14/03/2018 11:00;;CANCELADO;XB
GLO;2065;0;R;SBBR;SBRJ;14/03/2018 12:15;14/03/2018 12:15;14/03/2018 14:00;14/03/2018 14:00;REALIZADO;
GLO;2067;0;R;SBBR;SBRJ;14/03/2018 15:10;;14/03/2018 16:55;;CANCELADO;XB
GLO;2069;0;N;SBBR;SBRJ;14/03/2018 19:10;14/03/2018 19:10;14/03/2018 20:55;14/03/2018 20:55;REALIZADO;
GLO;2071;0;N;SBBR;SBRJ;14/03/2018 20:40;14/03/2018 20:40;14/03/2018 22:20;14/03/2018 22:20;REALIZADO;


Os voos para o Galeão

Consta ainda na relação de despesas com bilhetes aéreos do então deputado Jair Bolsonaro outra passagem para o Rio emitida pela Gol no dia 14 de março de 2018, também para o “passageiro Jair Bolsonaro”, esta para desembarque no aeroporto internacional do Galeão. O código do bilhete é o YG3JQI.
A base de dados Voo Regular Ativo da Anac mostra quatro voos da Gol de Brasília para o Galeão naquele dia, sendo que um deles, que sairia às 13h40 e chegaria às 15h20, foi cancelado. Os que foram realizados saíram de Brasília às 9h30, 19h18 e 20h35, chegando ao Rio, respectivamente, às 11h15, 22h08 e 22h15.
Veja abaixo os dados dos voos da Gol Brasília-Galeão do dia 14 de março de 2018 como eles aparecem no histórico da Anac. SBGL é a sigla OACI do aeroporto internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão).
GLO;2037;0;N;SBBR;SBGL;14/03/2018 09:30;14/03/2018 09:30;14/03/2018 11:15;14/03/2018 11:15;REALIZADO;
GLO;2039;0;R;SBBR;SBGL;14/03/2018 13:40;;14/03/2018 15:20;;CANCELADO;XN
GLO;1461;4;N;SBBR;SBGL;14/03/2018 19:18;14/03/2018 19:18;14/03/2018 22:08;14/03/2018 22:08;REALIZADO;


GLO;2041;0;N;SBBR;SBGL;14/03/2018 20:35;14/03/2018 20:35;14/03/2018 22:15;14/03/2018 22:15;REALIZADO;

Smiles

Quem primeiro deu a informação sobre os dois bilhetes aéreos Brasília-Rio emitidos para Bolsonaro no dia do duplo assassinato de Marielle e Anderson foi o site Tijolaço, do jornalista Fernando Brito, no dia 30 de outubro. Naquele artigo, disse assim Fernando Brito:
“O nosso ‘capitão-presidente’ pode, facilmente, provar que não viajou para o Rio em horário compatível com o de ter sido identificado pelo porteiro como o “seu Jair” que deu ordem de entrada ao motorista do assassinato. Basta pegar um extrato do seu cartão de fidelidade com o número do voo em que pontuou”.
O vídeo difundido nesta quarta que mostra Bolsonaro na Câmara, porém, a princípio dispensa o ex-deputado, atual presidente da República, de apresentar seu histórico de pontos no Smiles. Não está, porém, a Câmara dos Deputados dispensada de apresentar as informações completas sobre os dois bilhetes aéreos Brasília-Rio emitidos com verba de gabinete para Jair Bolsonaro no dia 14 de março de 2018, a fim de esclarecer definitivamente essa história, ou pelo menos uma parte dessa história.


Fonte: Jornal GGN

🎥Bebianno: foi bolsonaro quem falou de dossiê de “suruba gay” do “príncipe”

Bebianno ainda desafiou o presidente a contraditar sua versão e disse que ambos poderiam se submeter a um detector de mentiras


O ex-ministro Gustavo Bebbiano, atualmente no PSDB, divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira (13) dizendo que foi Jair Bolsonaro quem falou sobre um dossiê que teria imagens do hoje deputado Luís Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) em “suruba gay”, “baile de máscaras gays” e relatos de envolvimento com gangues de rua que “agridem mendigos”.


O ex-ministro contou ter recebido um telefonema de Bolsonaro em sua casa, de madrugada, e aponta o deputado Julian Lemos (PSL-PB) como testemunha. Segundo Bebianno, Bolsonaro recebeu os papéis contra “o príncipe” de “um delegado federal e um coronel do Exército”.
“Mais uma vez o senhor presidente falta com a verdade ao inventar e distorcer uma história que não é verdadeira”, disse Bebianno. “Então, eu gostaria de desafiar o presidente da República, seu Jair Bolsonaro, a provar essa mentira. Queria que o presidente tivesse a coragem de dizer isso olhando nos meus olhos”, afirmou.


Bebianno ainda desafiou o presidente a contraditar sua versão e disse que ambos poderiam se submeter a um detector de mentiras.
Assista ao vídeo
 
Fonte: Revista Fórum

Toffoli intima BC e obtém dados sigilosos de 600 mil pessoas

Membros da família do presidente são citados nos relatórios. O PGR Augusto Aras, alçado por Bolsonaro, agora busca medidas para barrar a determinação de Toffoli


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, intimou o Banco Central a lhe enviar cópia de todos os relatórios de inteligência financeira (RIFs) produzidos pelo antigo Coaf nos últimos três anos. Portanto, Toffoli está com acesso a dados sigilosos de cerca de 600 mil pessoas, o que pode incluir o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).


O pedido de Toffoli é do último dia 25 de outubro, conforme informado pela Folha de S.Paulo, e foi no âmbito do mesmo processo no qual, em julho, o ministro paralisou todas as investigações do país que usaram dados do Coaf e Receita Federal sem autorização judicial prévia.
Naquela ocasião, Toffoli atendeu a um pedido de Flávio, que era investigado pelo Ministério Público do Rio sob suspeita de realizar rachadinhas em seu gabinete na Assembleia Legislativa fluminense. Neste esquema, participou seu ex-assessor Fabrício Queiroz, alvo de um relatório do Coaf que apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em suas contas.


Em resposta ao pedido de Toffoli, o Coaf, rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira), afirmou que entre os citados nos relatórios a que o ministro ganhou acesso existe “um número considerável de pessoas expostas politicamente e de pessoas com prerrogativa de foro por função”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora busca medidas para questionar a determinação do presidente do STF. O procurador-geral, Augusto Aras, alçado por Bolsonaro, deve receber um parecer interno de um membro do Ministério Público Federal que consultou a UIF sobre os riscos da decisão de Toffoli. Esse parecer poderá embasar eventual medida da PGR.


Fonte: Revista Fórum